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A Carreira de Christian Pulisic em Números

2020.09.18 07:41 futebolstats A Carreira de Christian Pulisic em Números

Quando cita-se um dos melhores jogadores norte-americanos em destaque no futebol europeu, o nome de Christian Pulisic que atualmente joga pelo Chelsea da Inglaterra e que também joga pela seleção dos Estados Unidos, deve ser levado em conta.
Christian Mate Pulisic nasceu em 18/09/1998 em Hershey, município do estado da Pensilvânia, Estados Unidos. Antes de atuar pelo Chelsea, ele jogou pelo Borussia Dortmund da Alemanha. Porém, o que mais se sabe sobre Pulisic? Quais feitos ele atingiu até aqui? Até onde ele ainda pode chegar?

Juvenil

Apesar de ter nascido em Hershey, Pensilvânia, onde passou a maior parte da sua infância. Kelley e Mark Pulisic – pais de Christian Pulisic – jogavam futebol pela universidade de George Mason. Além disso, o pai de Pulisic também jogou futebol de salão profissional no Harrisburg Heat na década de 1990 e, posteriormente, tornou-se treinador em níveis juvenil e profissional.
Aos 7 anos de idade, Pulisic e a família mudaram-se para a Inglaterra, onde viveram por 1 ano. Quando esteve na Inglaterra, Pulisic jogou pela equipe juvenil do Brackley Town. No ano seguinte, a família Pulisic voltou para os Estados Unidos e assim sendo, o pai de Christian se tornou técnico de um clube de futebol de salão, o Detroit Ignition. Enquanto isso, Christian Pulisic passou a viver em Michigan e com isso, jogou pelo Michigan Rush.
Depois disso, a família voltou para a cidade de Hershey e assim sendo, Pulisic cresceu jogando pelo PA Classics clube local da Academia de Desenvolvimento de Futebol dos EUA (Estados Unidos), e ocasionalmente treinando com o clube profissional local Harrisburg City Islanders, agora conhecido como Penn FC, durante a sua adolescência.

A Carreira de Christian Pulisic em Números

Borussia Dortmund

Categorias de Base

O avô de Pulisic, Mate Pulišić, nasceu na Croácia, na ilha de Olib e assim sendo, Christian se fez valer disso para solicitar a cidadania croata depois de se mudar para a Alemanha, a fim de evitar a necessidade de obter um visto de trabalho alemão.
Em fevereiro de 2015, o Borussia Dortmund – equipe que joga a Bundesliga (1ª divisão do futebol alemão) – contratou Pulisic que tinha apenas 16 anos nessa época, e o clube o designou primeiro para a equipe sub-17 e, no verão do mesmo ano – entre os meses de junho e setembro – o designou para a equipe sub-19. Depois de marcar 10 gols e prover 8 assistências em apenas 15 jogos pelas equipes sub-17 e sub-19 do Borussia Dortmund, Pulisic foi integrado a equipe principal do clube auri-negro após a pausa de inverno da temporada 2015-16.

2015-16

Em janeiro de 2016, enquanto estava treinando com a equipe principal do Borussia Dortmund nas férias de inverno, Pulisic jogou o segundo tempo de 2 amistosos, marcando 1 tento em uma partida e dando passe para gol na outra.
Em 24 de janeiro de 2016, um dia depois de “estrear no banco” do time principal do clube auri-negro, Pulisic jogou os 90 minutos de um amistoso contra o Union Berlim e além disso, fez 1 gol e proveu assistência para um gol.
Em 30/01/2016, em jogo da 19ª rodada da Bundesliga, Thomas Tuchel promoveu a estreia do norte-americano quando o colocou em campo aos 23 minutos da segunda etapa no lugar de Adrián Ramos. Quanto ao jogo, a equipe de Dortmund venceu o Ingolstadt por 2-0.
Em 18/02/2016, no primeiro confronto contra o Porto de Portugal na fase de 16 avos da UEFA Europa League, Pulisic fez a sua estreia em um torneio continental ao substituir Marco Reus aos 42 minutos da segunda etapa. Quanto ao resultado da partida, vitória do Borussia Dortmund por 2-0 no Signal Iduna Park, em Dortmund na Alemanha. Três dias depois, dessa vez em jogo válido pela 22ª rodada do Campeonato Alemão, Pulisic jogou pela primeira vez como titular antes de ser substituído logo após o intervalo de um jogo no qual a equipe auri-negra venceu o Bayer Leverkusen em plena BayArena por 1-0.
Em 10/04/2016, em jogo da 29ª rodada da Bundesliga, pela segunda vez desde que subiu para o time principal do Borussia Dortmund, o norte-americano iniciou entre os titulares no Rieverderby – clássico entre Borussia Dortmund e Schalke 04 -, ficando em campo até os 28 minutos do segundo tempo, quando foi substituído por İlkay Gündoğan. Quanto ao resultado da partida, empate em 2-2.
Em resposta à atuação de Pulisic contra o Schalke, Thomas Tuchel deu a seguinte declaração: _“Ele é um adolescente e em seu primeiro ano de futebol profissional. Os seus 2 primeiros jogos entre os titulares foram em Leverkusen e aqui hoje em Gelsenkirchen – não é a tarefa mais fácil. Isso mostra a nossa enorme gratidão em vê-lo como jogador em tempo integral em nosso time. Ele foi um valioso substituto contra o Werder Bremen e contra o Liverpool da Inglaterra. Ele parecia muito bem recentemente, o que foi provado hoje. É completamente normal que ele não poderia ter jogado com esse ritmo e essa intensidade por mais de 90 minutos.”_Pulisic marcou o seu primeiro gol como profissional em 17/04/2016 em jogo da 30ª rodada da Bundesliga, ao qual o Borussia Dortmund venceu o Hamburgo por 3-0 e com isso, se tornou o jogador estrangeiro mais jovem a marcar um tento na Bundesliga e além disso, também passou a ser o 4º jogador mais jovem a marcar um gol nessa competição; com apenas 17 anos e 212 dias de idade. Na rodada seguinte do Campeonato Alemão, marcou 1 dos gols do triunfo por 3-0 sobre o Stuttgart fora de casa e com isso, o jovem norte-americano bateu mais um recorde, tornando-se o jogador mais jovem a marcar 2 tentos na Bundesliga. Ainda convém lembrar que na vitória sobre o Stuttgart, ele também recebeu o seu primeiro cartão amarelo como profissional.
Em suma, na sua 1ª temporada como jogador profissional do clube auri-negro, Christian Pulisic disputou 12 partidas e fez 2 gols. Quanto ao Borussia Dortmund, foi o vice-campeão da Bundesliga, terminou em 3º lugar na fase de grupos da Liga dos Campeões e em seguida, chegou até as quartas-de-finais da UEFA Europa League.
PdGmACACVMj na temporada 2015-16
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Pd* – Partidas disputadas, Gm – Gols marcados, A – Assistências, CA – Cartões amarelos, CV – Cartões vermelhos e Mj – Minutos jogados

2016-17

No primeiro jogo de Pulisic como titular nessa temporada em 14 de setembro de 2016, o camisa 22 da equipe auri-negra deu o passe para Gonzalo Castro marcar o seu único gol na goleada por 6-0 sobre o Legia Varsóvia da Polônia fora de casa e com isso, se tornou o jogador mais jovem da equipe de Dortmund a jogar uma partida de UEFA Champions League (Liga dos Campeões). Três dias depois, em jogo da 3ª rodada da Bundesliga, Pulisic foi escalado entre os titulares novamente e além de marcar o terceiro gol da goleada por 6-0 sobre o Darmstadt, também proveu assistências para 1 dos 2 gols de Gonzalo Castro e para o gol de Emre Mor.
Em 27/09/2016, em partida válida pela 2ª rodada da fase de grupos da UEFA Champions League, o jovem norte-americano de 18 anos entrou em campo aos 28 minutos do segundo tempo no lugar de Ousmane Dembélé e 14 minutos depois, deu o passe para o gol de André Schürrle evitar a derrota do Borussia Dortmund ante o Real Madrid da Espanha no Signal Iduna Park e assim sendo, as duas equipes ficaram no empate (2-2).
Em 22/10/2016, em jogo da 8ª rodada da Bundesliga, Pulisic entrou em campo no lugar de Ju-ho Park logo após o intervalo e além de marcar 1 dos gols da equipe de Dortmund no empate em 3-3 com o Ingolstadt, também contribuiu com assistência para o gol de Adrián Ramos.
Em 23 de janeiro de 2017, Pulisic assinou um novo contrato com o Borussia Dortmund no qual ele estendeu o seu vínculo com o clube até o ano de 2020.
Em 04/03/2017, em jogo da 23ª rodada da Bundesliga, o camisa 22 da equipe auri-negra marcou o quarto gol da goleada por 6-2 sobre o Bayer Leverkusen e além de ter feito 1 gol, deu o passe para Raphäel Guerreiro fazer o dele nessa partida. Quatro dias depois, o jovem norte-americano marcou o seu primeiro tento em um jogo de Liga dos Campeões, ao qual o Borussia Dortmund venceu o Benfica de Portugal no Signal Iduna Park por 4-0 em partida válida pelas oitavas-de-finais desse torneio e além do gol marcado, deu o passe para 1 dos 3 gols de Pierre-Emerick Aubameyang. Como a equipe de Dortmund havia perdido o primeiro confronto fora de casa por 1-0, o time alemão se classificou para a fase seguinte. Posteriormente, o BVB – Borussia Dortmund – foi eliminado pelo Monaco nas quartas-de-finais.
Em 14/03/2017, em confronto válido pelas quartas-de-finais da Copa da Alemanha, Pulisic marcou o seu 5º e último tento nessa temporada na vitória por 3-0 sobre o Sportfreunde Lotte e com isso, o Borussia Dortmund seguiu adiante nessa competição.
Em 27/05/2017, em partida válida pela final da Copa da Alemanha, o camisa 22 entrou em campo no lugar de Marco Reus após o intervalo e deu o passe para Aubameyang marcar o gol dele no triunfo por 2-1 sobre o Eintracht Frankfurt e com isso, pela 4ª vez na sua história, o BVB se sagrou campeão de uma edição da DFB Pokal (Copa da Alemanha).
Em suma, na sua 2ª temporada no clube auri-negro, Christian Pulisic disputou 43 partidas, fez 5 gols e proveu 13 assistências. Quanto ao Borussia Dortmund, além de se sagrar campeão da Copa da Alemanha, terminou o Campeonato Alemão em 3º lugar e chegou até as quartas de final da Liga dos Campeões.
PdGmACACVMj na temporada 2016-17
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5 gols dos quais 3 foram pela Bundesliga, 1 pela UEFA Champions League e 1 pela Copa da Alemanha

2017-18

Após o fim da temporada 2016-17, Thomas Tuchel deixou o comando do Borussia Dortmund para ser o técnico do Paris Saint-Germain da França e para o lugar de Tuchel, o BVB apostou as suas fichas em Peter Bosz e na estreia do novo treinador em 5 de agosto de 2017, escalou Pulisic entre os titulares e mesmo com o norte-americano não decepcionou e fez 1 dos gols do Borussia Dortmund no empate em 2-2 com o Bayern de Munique na decisão da Supercopa da Alemanha, porém com a persistência desse empate, as duas equipes tiveram de decidir o título nos pênaltis onde o Bayern levou a melhor e venceu por 5-4 e com isso, o Borussia Dortmund teve de se contentar em ser o vice-campeão da Supercopa da Alemanha de 2017.
Em 19/08/2017, o Borussia Dortmund estreou nessa edição da Bundesliga com uma vitória por 3-0 sobre o Wolfsburg em plena Arena Volkswagen e um dos autores dos 3 gols foi o camisa 22 e além do gol marcado nessa partida, também contribuiu com assistência para o gol de Aubameyang.
Em 20/09/2017, em jogo da 5ª rodada da Bundesliga, o jovem norte-americano de 19 anos recém-completados marcou o seu 3º tento nessa temporada na vitória por 3-0 sobre o Hamburgo fora de casa.
Após a derrota por 2-1 ante o Werder Bremen em pleno Signal Iduna Park, chegou-se a um consenso no clube que Peter Bosz não devia permanecer no comando e com a sua saída, em 10/12/2017, Peter Stöger foi anunciado como o novo treinador do Borussia Dortmund.
Em 16/12/2017, em partida válida pela 17ª rodada do Campeonato Alemão, Pulisic marcou o segundo gol da vitória por 2-1 sobre o Hoffenheim.
Em 8 de abril de 2018, em jogo da 29ª rodada da Bundesliga, o jovem norte-americano marcou o seu 5º e último tento nessa temporada no triunfo por 3-0 sobre o Stuttgart.
Em suma, na sua 3ª temporada com a camisa do BVB, Christian Pulisic disputou 42 jogos, fez 5 gols e proveu 7 assistências. Quanto ao Borussia Dortmund, além de ser o vice-campeão da Supercopa da Alemanha de 2017, terminou o Campeonato Alemão em 4º lugar, chegou até as oitavas de final da Copa da Alemanha, terminou em 3º lugar na fase de grupos da UEFA Champions League e posteriormente, foi eliminado nas oitavas de final da UEFA Europa League.
PdGmACACVMj na temporada 2017-18
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5 gols dos quais 4 foram pela Bundesliga e 1 pela Supercopa da Alemanha

2018-19

Após o término da temporada 2017-18, Peter Stöger deixou o comando dos Schwarzgelben – Borussia Dortmund – e para o seu lugar, o clube resolveu apostar as suas fichas em Lucien Favre e sob o comando do novo treinador, em 26 de agosto de 2018, na estreia do Borussia Dortmund na Bundesliga 2018-19, Pulisic iniciou a partida entre os titulares. Quanto ao resultado do jogo, vitória por 4-1 sobre o RB Leipzig.
Em 18/09/2018, na estreia do Borussia Dortmund na fase de grupos da UEFA Champions League 2018-19, o camisa 22 celebrou o seu 20º aniversário marcando o único gol da vitória sobre o Club Brugge da Bélgica fora de casa. Quatro dias depois, mas desta vez em partida válida pela 4ª rodada da Bundesliga, o jovem norte-americano marcou o gol da equipe de Dortmund no empate em 1-1 com o Hoffenheim fora de casa.
Após o gol diante do Hoffenheim na 4ª rodada do Campeonato Alemão, Pulisic só voltou a balançar as redes em 31/10/2018 na vitória por 3-2 na prorrogação sobre o Union Berlin na 2ª fase da Copa da Alemanha.
Devido à preferência de Favre por Jadon Sancho, o camisa 22 passou a ficar mais no banco, apesar de ter sido o titular do time em 5 partidas do time na Liga dos Campeões e assim sendo, começou a circular rumores na mídia de que Pulisic queria se transferir para um outro clube e ainda é importante lembrar que o próprio jogador norte-americano expressou publicamente o seu desejo de “jogar em um clube da Premier League (Campeonato Inglês)”.
No início do mês de janeiro de 2019, o Chelsea da Inglaterra fez uma oferta de 64 milhões de euros (o equivalente a 288,3 milhões de reais) por ele e adquiriu os direitos de transferência do jovem jogador norte-americano, que permaneceu até o final da temporada emprestado ao time do Borussia Dortmund.
Em 4 de maio de 2019, em jogo da 32ª rodada da Bundesliga, o camisa 22 da equipe de Dortmund jogou como titular e marcou o primeiro gol do seu time no empate em 2-2 com o Werder Bremen fora de casa. Na rodada seguinte, em 11/05/2019, o norte-americano marcou o seu último tento com a camisa do Borussia Dortmund na vitória por 3-2 sobre o Fortuna Dusseldörf no Signal Iduna Park.
Em suma, na sua última temporada com a camisa do clube auri-negro, Christian Pulisic disputou 30 partidas, fez 7 gols e proveu 6 assistências. Quanto ao Borussia Dortmund, foi o vice-campeão da Bundesliga 2018-19 e chegou até as oitavas-de-finais da Copa da Alemanha e da UEFA Champions League.
PdGmACACVMj na temporada 2018-19
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7 gols dos quais 4 foram pela Bundesliga, 2 pela Copa da Alemanha e 1 pela UEFA Champions League
Títulos que conquistou no Borussia Dortmund - Copa da Alemanha2016-17
- O vídeo abaixo mostra todos os gols que Pulisic marcou com a camisa do Borussia Dortmund - Este vídeo foi publicado no YouTube há 4 meses atrás por CDNC22

Chelsea

2019-20

Christian Pulisic sendo apresentado como o mais novo reforço do ChelseaEm 2 de janeiro de 2019, Pulisic assinou com o Chelsea da Inglaterra por uma taxa de 64 milhões de euros, em um acordo que o levou a ficar no Borussia Dortmund até o fim da temporada 2018-19. Essa transferência fez de Pulisic o jogador estadunidense mais caro e além disso, a segunda venda mais cara de todos os tempos do clube alemão, atrás apenas de Ousmane Dembélé. Após a sua chegada em julho desse ano (2019), ele falou de seu desejo de repetir as atuações de Eden Hazard e descreveu o atacante belga como um ídolo do futebol. Ainda convém lembrar que Pulisic “abriu mão das férias” após o término da temporada para impressionar Frank Lampard, o atual treinador dos Blues (Chelsea).
Em 11/08/2019, na estreia do Chelsea na atual edição da Premier League, Lampard colocou o norte-americano em campo aos 13 minutos do segundo tempo no lugar de Ross Barkley, mas mesmo com esta e mais outras alterações, os Blues estrearam com uma derrota por 4-0 ante o Manchester United no Old Trafford (estádio do Manchester United). Três dias depois, o Chelsea decidiu o título da Supercopa da UEFA de 2019 contra o Liverpool e diferentemente do jogo anterior, desta vez Pulisic iniciou entre os titulares e deu o passe para Olivier Giroud marcar o primeiro gol dos Blues no empate em 2-2 com os Reds (Liverpool) e com a persistência do empate, o campeão foi conhecido nos pênaltis; vitória dos Reds por 5-4 na disputa por pênaltis.
Pela 10ª rodada do Campeonato Inglês, em 26/10/2019, Pulisic marcou seus primeiros gols com a camisa do Chelsea na vitória por 4-2 sobre o Burnley. O hat-trick – ocorre quando um jogador faz 3 ou mais gols numa mesma partida – foi o primeiro de sua carreira e ele se tornou o segundo jogador estadunidense a conquistar este feito na Premier League depois de Clint Dempsey pelo Fulham em 2012, além disso, também se tornou o jogador mais jovem dos Blues a marcar um hat-trick. Ele também se tornou o primeiro jogador do Chelsea a marcar 3 gols numa partida desde Didier Drogba em 2010. Pulisic marcou gols nas duas rodadas seguintes da Premier League, uma vitória por 2-1 fora de casa contra o Watford e uma vitória por 2-0 no Stamford Bridge sobre o Crystal Palace.
Em 27/11/2019, em partida válida pela 5ª rodada da fase de grupos da Champions League, o estadunidense marcou seu primeiro tento pelo clube nesse torneio no empate em 2-2 com o Valencia da Espanha fora de casa.
Após a 29ª rodada da Premier League, em 8 de março de 2020, devido à pandemia do COVID-19 (Novo Coronavírus), o Campeonato Inglês e a maioria dos campeonatos ao redor do mundo foram paralisados e já recuperado de uma lesão que sofrerá no mês de janeiro, em 21/06/2020, em jogo da 30ª rodada da Premier League, Pulisic entrou em campo aos 10 minutos da segunda etapa no lugar de Ruben Loftus-Cheek e 5 minutos depois, fez o primeiro gol da vitória por 2-1 sobre o Aston Villa. Na rodada seguinte do campeonato nacional, o camisa 22 dos Blues – Pulisic – marcou o primeiro gol da vitória por 2-1 sobre o Manchester City, um resultado que acabou de uma vez por todas com as chances do City na disputa pelo título e confirmou o Liverpool como campeão da Premier League.
Em 01/08/2020, em confronto válido pela final da Copa da Inglaterra, Pulisic inaugurou o placar do jogo, no entanto o Chelsea levou a virada e perdeu por 2-1 para o Arsenal. Apesar de ter se tornado o primeiro jogador estadunidense a marcar na final da competição, mas foi substituído no início do segundo tempo após sofrer uma lesão no tendão.
Em agosto de 2020, Pulisic foi nomeado para a lista de 8 jogadores para o Prêmio de Jogador Jovem da Temporada inaugural da Premier League, que acabou sendo concedido a Trent Alexander-Arnold do Liverpool.
Em suma, na sua 1ª temporada na Inglaterra, Christian Pulisic disputou 34 jogos, fez 11 gols e proveu 10 assistências. Quanto ao Chelsea, além de ter sido vice-campeão da Supercopa da UEFA e da Copa da Inglaterra, terminou em 4º lugar no Campeonato Inglês e foi eliminado nas oitavas-de-finais da UEFA Champions League e da Copa da Liga Inglesa.
PdGmACACVMj na temporada 2019-20
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11 gols dos quais 9 foram pela Premier League, 1 pela UEFA Champions League e 1 pela Copa da Inglaterra

Números de Pulisic na Seleção Norte-Americana

Estados Unidos

Seleções de Base

Assim como muitos outros grandes jogadores, Pulisic também atuou pelas seleções de base do seu país, no caso jogou pelas seleções sub-15 e sub-17 dos Estados Unidos. Ainda é importante mencionar que ele foi o capitão da seleção norte-americana na Copa do Mundo FIFA Sub-17 de 2015 no Chile, onde marcou 1 tento e proveu uma assistência em 3 jogos. Pulisic fez 20 gols em 34 jogos pela seleção sub-17 dos Estados Unidos durante o seu ciclo de 2 anos com o time.

Seleção Principal

Em 27 de março de 2016, Pulisic foi convocado pelo técnico Jürgen Klinsmann para um jogo de Eliminatória da Copa do Mundo FIFA de 2018 contra a Guatemala. Dois dias depois – em 29/03/2018 -, ele fez a sua estreia na seleção principal dos Estados Unidos em uma partida na qual os EUA venceram a Guatemala por 4-0 no Mapfre Stadium, em Columbus, Ohio. Pulisic entrou em campo aos 36 minutos da segunda etapa no lugar de Graham Zusi. Ainda convém lembrar que Christian Pulisic se tornou o americano mais jovem a jogar uma partida de Eliminatória de Copa do Mundo, mas antes disso, também era elegível para jogar pela seleção da Croácia, mas se recusou a fazê-lo.

Copa América Centenário 2016

Em 21/05/2016, Klinsmann anunciou a lista dos 23 jogadores que iriam disputar a Copa América Centenário e o nome de Pulisic estava nessa lista e uma semana depois – em 29/05/2016 -, em um amistoso contra a Bolívia, ele se tornou o jogador mais jovem a marcar um tento pela seleção estadunidense; entrou em campo aos 18 minutos da segunda etapa no lugar de Gyasi Zardes e 6 minutos depois, marcou o 4º e último gols dos Estados Unidos na goleada por 4-0 sobre a seleção boliviana.
Em 04/06/2016, o Estados Unidos estreou na fase de grupos dessa edição comemorativa da Copa América com uma derrota por 2-0 ante a Colômbia. Pulisic jogou os últimos 25 minutos dessa partida. Na rodada seguinte, Pulisic viu do banco a seleção estadunidense vencer a Costa Rica por 4-0 e por fim, ele viu do banco novamente o Estados Unidos vencer o Paraguai por 1-0 e com isso, os norte-americanos se classificaram para a fase de mata-mata da Copa América Centenário 2016.
Nas quartas-de-finais, o Estados Unidos enfrentou o Equador e venceu por 2-1 sem Pulisic. Na fase seguinte – semifinal -, a seleção estadunidense enfrentou a Argentina e mesmo substituindo Chris Wondolowski logo após o intervalo, a joia do Borussia Dortmund nada pôde fazer e com isso, os Estados Unidos perderam por 4-0 e com isso, teve de se contentar com a disputa do 3º lugar da Copa América Centenário 2016.
Na disputa do 3º lugar, o Estados Unidos enfrentou a Colômbia e perdeu por 1-0. Pulisic jogou os últimos 16 minutos dessa partida. Além disso, esta foi a última vez que Klinsmann comando a seleção norte-americana e com a sua saída, quem assumiu o comando dessa seleção foi Bruce Arena.
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Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2018

Em 02/09/2016, em um jogo das Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2018, Pulisic marcou 2 gols na goleada por 6-0 sobre São Vicente e Granadinas e além dos 2 tentos, deu o passe para o gol de Sacha Kljestan e com isso, Pulisic se tornou o jogador mais jovem a fazer um gol com a camisa da seleção norte-americana em uma partida das Eliminatórias de Copa do Mundo. No jogo seguinte diante de Trinidad e Tobago, Klinsmann escalou Pulisic entre os titulares e assim sendo, o jovem jogador do Borussia Dortmund se tornou o norte-americano mais jovem a ser escalado como titular em uma partida das Eliminatórias da Copa do Mundo. Quanto ao resultado desse jogo, goleada por 4-0 sobre a seleção trinitária.
Em 25 de março de 2017, em mais um jogo das Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2018, Pulisic teve uma grande atuação na goleada por 6-0 sobre o Honduras, ao qual marcou 1 tento e proveu assistências para o gol de Sebastian Lletget e para 2 dos 3 gols de Clint Dempsey nessa partida.
Em 08/06/2017, em outro jogo válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, Pulisic marcou os gols do triunfo por 2-0 sobre Trinidad e Tobago. Posteriormente, a seleção dos Estados Unidos disputou a Copa Ouro de 2017 e mesmo sem Christian Pulisic que estava se recuperando de uma lesão, foi a campeã desse torneio ao bater a Jamaica por 2-1 na final em 27/07/2017. Ainda convém lembrar que mesmo com a conquista do título, Bruce Arena não continuou no cargo de treinador da seleção estadunidense e a “bola da vez” era Dave Sarachan.
Nas duas últimas partidas do hexagonal final que é a última fase das Eliminatórias da Copa do Mundo da CONCACAF – Confederação de futebol responsável pelas seleções da América Central e da América do Norte -, Pulisic marcou 2 gols em cada jogo; gol e assistência na goleada por 4-0 sobre Panamá e o único gol dos Estados Unidos na derrota por 2-1 ante Trinidad e Tobago. Apesar de ter sido o artilheiro do Hexagonal Final, não houve o que comemorar, pois a seleção norte-americana terminou em 5º lugar e com isso, estava fora da Copa do Mundo FIFA de 2018 na Rússia.

Copa Ouro 2019

Em 20 de novembro de 2018, em um amistoso contra a Itália, pela primeira vez desde que passou a atuar pela seleção estadunidense, Pulisic capitaneou o time e apesar da derrota por 1-0 para os italianos, o até então camisa 22 do Borussia Dortmund se tornou o jogador mais jovem a ser o capitão dos Estados Unidos; 20 anos e 63 dias de idade.
A derrota para a seleção italiana causou a demissão de Dave Sarachan e com isso, quem assumiu o comando do time foi Gregg Berhalter e mesmo com a ausência de Pulisic nos amistosos contra Panamá e Costa Rica, a seleção estadunidense venceu os 2 jogos; por 3-0 e 2-0 respectivamente.
Em maio desse ano (2019), Berhalter anunciou a lista final de 23 jogadores convocados para a disputa da Copa Ouro 2019 que realizar-se-ia em 3 países, fase inicial da competição seria sediada na Costa Rica e na Jamaica e posteriormente, os Estados Unidos sediariam a fase final do torneio.
Em 19/06/2019, o Estados Unidos fez a sua estreia nessa edição da Copa Ouro com uma vitória por 4-0 sobre a Guiana. No jogo seguinte, o novo camisa 10 da seleção norte-americana – Christian Pulisic – foi um dos destaques da goleada por 6-0 sobre Trinidad e Tobago ao marcar 1 dos 6 tentos do time e além do gol marcado, proveu assistências para 1 dos 2 gols de Aaron Long e para 1 dos 2 gols de Gyasi Zardes. Por fim, na última rodada da fase de grupos da Copa Ouro 2019, com a vaga para a fase seguinte assegurada, Berhalter optou por descansar alguns atletas, dentre eles, Pulisic que jogou os últimos 25 minutos da vitória por 1-0 sobre o Panamá.
Nas quartas-de-finais, o Estados Unidos enfrentou a seleção de Curação e venceu por 1-0. Pulisic foi o autor da assistência para o gol de Weston McKennie.
Na semifinal, a seleção norte-americana enfrentou a Jamaica e com um doblete – ocorre quando um jogador faz 2 gols numa mesma partida – do camisa 10, venceu a Jamaica por 3-1 e com este triunfo, os Estados Unidos se classificaram para a final da Copa Ouro 2019.
Na final, o Estados Unidos enfrentou o México no Soldier Field, em Chicago e com um gol de Jonathan dos Santos, a Seleção Mexicana venceu a partida e pela 8ª vez, se sagrou campeã de uma edição da Copa Ouro.
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Liga das Nações da CONCACAF 2019-20

Na estreia dos Estados Unidos na fase de grupos desta competição recém-criada em 12 de outubro de 2019, Pulisic marcou de pênalti o último gol da goleada por 7-0 sobre Cuba. Na rodada seguinte da fase de grupos, o camisa 10 e capitão da Seleção Estadunidense jogou o primeiro tempo e parte do segundo no revés por 2-0 ante o Canadá.
Com um total de 9 pontos somados em 4 partidas – 3 vitórias e uma derrota -, os Estados Unidos terminaram na liderança do grupo A e sendo assim se classificaram para a fase de mata-mata desta competição. Devido à pandemia do Novo Coronavírus, esse torneio está momentaneamente suspenso.
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- O vídeo abaixo mostra 9 dos 14 gols de Pulisic com a camisa da Seleção Estadunidense - Este vídeo foi publicado no YouTube há 2 anos atrás por US Soccer Hub

TOTAL

PdGmACACVMj
341410002262
Prêmios individuais - 50 jovens promessas do futebol mundial de 2015 - Seleção das revelações da UEFA Champions Leagueem 2016 - 15º melhor jogador sub-21 de 2016 (FourFourTwo) - 4º melhor jovem do ano de 2017 (FourFourTwo)

Considerações Finais

Com base em todos os números apresentados até aqui pode-se concluir que Christian Pulisic é um dos “famosos camisa 10 do futuro”. O seu baixo centro de gravidade permite-lhe driblar em alta velocidade e devido a isso, é capaz de chegar a área para concluir a gol e/ou para deixar os companheiros em condições de fazer gols.
E para vocês? Pulisic irá se adaptar ao Chelsea? Ele será um dos melhores meio-campistas em breve?
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2020.08.28 00:41 futebolstats Coluna – GDLK conta apenas uma parte da história dos games

Já é chavão comentar que a indústria de games movimenta mais dinheiro que o cinema e a música juntos. Ou defender que videogames são, sim, uma forma de arte. Mas você já parou para pensar que essa mídia tão nova, com pouco mais de 50 anos, tenha histórias fascinantes de bastidores? Nos últimos anos, vimos muitas delas se tornarem livros de sucesso, como Guerra dos Consoles, Sangue, suor e pixels_e _Masters of Doom.
Mas agora, parece que o mercado televisivo e de cinema também está interessado nessas histórias. Não, eu não estou falando de trabalhos de ficção baseados em games, que há alguns anos já lotam as salas de cinema – vide o sucesso recente de Sonic – O Filme. Eu me refiro a produções que discutam os altos e baixos no processo de criação de alguns dos games mais famosos de todos os tempos. E é exatamente essa a proposta por trás de High Score, série documental da Netflix, dividida em seis episódios, que estreou na semana passada. Por aqui, a série ganhou o estranho nome de GDLK, uma abreviação de godlike, ou "como um deus" na tradução literal em português, expressão usada para elogiar grandes jogadas (confesso que eu mesmo tive que pesquisar para entender o significado dessa sigla).
A série expõe os primórdios dos videogames, desde Spacewar!(1962), considerado o primeiro videogame, até Doom(1993). Cada episódio traz uma temática diferente, de forma que não é sequer necessário assistir aos episódios na ordem, ainda que seja recomendado para quem não tem familiaridade com o que aconteceu no universo dos games até o início dos anos 1990. Todo o conteúdo é apoiado por uma narração divertida e animações bem coloridas. Assistir à série assim torna-se uma experiência bem prazerosa, em que os minutos parecem passar tão rápido que percebermos.
Apesar disso, o documentário não se aprofunda em nenhuma questão, e deixa de lado vários momentos importantes da história dos games. Se por um lado esse estilo pode tornar a série acessível até mesmo a quem não gosta muito de videogames, por outro tende a complicar a compreensão do assunto para os não iniciados. E não me surpreenderia se muitos destes esquecessem em pouco tempo o conteúdo tratado ali.
O documentário traz entrevistas com figuras importantes como Toru Iwatani, criador de Pac-Man, e Nolan Bushnell, fundador da Atari, mas foca principalmente em nomes com menor repercussão na indústria. Apesar de suas grandes contribuições em alguns dos jogos mais importantes da história, esses criadores não estavam sozinhos. Não dá para falar de Sonic sem citar Yuji Naka, ou Final Fantasy sem Hironobu Sakaguchi e Nobuo Uematsu. A falta de entrevistas dessas figuras da indústria pode explicar as escolhas feitas por parte dos roteiristas da série. Ainda assim, acredito que um bom trabalho de pesquisa e edição poderia solucionar isso. Algo semelhante ao que foi feito no episódio com os bastidores da produção do game Star Fox, que cita a importância de Shigeru Miyamoto no processo de desenvolvimento do jogo, ainda que não conte com uma entrevista do famoso designer japonês.
Acredito que a série também perca o foco ao relembrar antigos vencedores de campeonatos de e-sport nos anos 90. Embora os primórdios do esporte eletrônico já rendessem um documentário bastante interessante, _High Score_opta por narrar apenas a experiência pessoal desses campeões que, na época, eram crianças ou adolescentes, sem entrar em detalhes sobre as competições em si ou sequer entrevistar outros interlocutores relevantes. Nem mesmo os pais, ou outros parentes próximos, foram ouvidos. São no máximo relatos curiosos, sem muita relevância no contexto geral dos games ou mesmo do e-sport.
A razão por trás dessa abordagem rasa talvez esteja no formato adotado pela Great Big Story, uma empresa de mídia subsidiária do canal de tevê CNN, responsável pela série. O grupo surgiu em 2015 produzindo mini-documentários, de menos de dez minutos, geralmente focados em apenas um entrevistado cada. Episódios muito bem produzidos e publicados em mídias sociais como Facebook e YouTube. Alguns dos games expostos em GDLK, inclusive, já foram tema de vídeos do grupo, como E.T. e Street Fighter II, embora a série da Netflix conte com material original, com abordagens diferentes para estes jogos. Cada episódio de GDLK tem, em média, 42 minutos, nos quais reúne três histórias conectadas de uma maneira um tanto forçada em alguns casos, o que dá a impressão que os roteiristas apenas amarraram entrevistas pré-produzidas independentemente.
Por enquanto, não há uma segunda temporada confirmada. Portanto, se você gostou da série, vale dar uma conferida no canal oficial do Great Big Story_no YouTube, em especial a série _8Bit Legacy, indicada ao Emmy em 2018. Destaque também para o vídeo sobre Charles Martinet, famoso dublador do personagem Mario e que, inclusive, narra a série da Netflix. Outros canais no YouTube também têm investido em conteúdo documental de alta qualidade, como o NoClip, Gaming Historian e o People Make Games. Nenhum dos conteúdos citados neste parágrafo, porém, conta com opções de legendas em português.
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2019.12.09 14:41 bujiastorch Cita de Frederick Douglas sobre la explotación infantil

Cita de Frederick Douglas sobre la explotación infantil

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#FelizLunes 09 de Diciembre. Que sea éste un excelente día para todos.
Hoy se celebra el Día Internacional de la Dignidad de las niñas, niños y adolescentes trabajadores. Su objetivo principal es denunciar las injusticias que se siguen cometiendo contra la infancia en general y particularmente contra la infancia trabajadora; y reafirmar nuestro compromiso para seguir luchando por nuestra dignidad como niños, niñas y adolescentes trabajadores organizados a nivel mundial.
Así mismo, hoy se celebra el Día Internacional contra la Corrupción. con el objetivo de frenar y eliminar en todos los países miembros los actos de corrupción por parte de aquellos hombres y mujeres que se aprovechan de un cargo de poder para enriquecerse a cargo de los demás.
Y compartimos una frase del reformador social estadounidense, abolicionista, orador, escritor y estadista, Frederick Douglas.
«Es más fácil criar niños fuertes que reparar hombres rotos.» – Frederick Douglas
#BujiasTorch #Citas #Frases #Corrupccion #Ninos #Ninas #FrederickDouglas #Valencia #Venezuela #Latinoamérica
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2019.12.09 13:29 HDfueltech Cita de Mirko Badiale en el Día Internacional de la Dignidad de las niña, niños y adolescentes trabajadores

Cita de Mirko Badiale en el Día Internacional de la Dignidad de las niña, niños y adolescentes trabajadores

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#FelizLunes 09 de Diciembre. Que sea éste un excelente día para todos.
Hoy se celebra el Día Internacional de la Dignidad de las niñas, niños y adolescentes trabajadores. Un día como hoy 9 de Diciembre de 1996, representante de los movimientos de Niños, Niñas y Adolescentes Trabajadores de África, Asia y América Latina se encontraron por primera vez en la ciudad de Kudapur, India para intercambiar experiencia y propuestas para hacer valer sus derechos y así, recordar y reafirmar la lucha de millones de Niños, Niñas y Adolescentes Trabajadores del mundo entero.
Así mismo, hoy se celebra el Día Internacional contra la Corrupción.
Y compartimos una frase del filósofo y escritor de aforismos italiano, autor de ‘Tagliando Corto’, Mirko Badiale.
«En cada niño se debería poner un cartel que dijera: Tratar con cuidado, contiene sueños.» – Mirko Badiale
#HDfueltech #Citas #Frases #Corrupccion #velitas #MirkoBadiale #Bogotá #Colombia #Latinoamérica
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2019.09.26 21:47 bujiastorch Frase Bujías Torch. Hoy del escritor Criss Jami

Frase Bujías Torch. Hoy del escritor Criss Jami

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¡Feliz Jueves! #FelizJueves a todos.
Hoy se celebra el Día Internacional de las Relaciones Públicas. ¡Enhorabuena!
“Para la empresa el trabajo de relaciones públicas es fundamental. Es el motor de crecimiento, es la relación con el entorno, el ojo desde fuera de la compañía que entiende cómo se está moviendo el mercado y es al final de cuentas la relación con las audiencias clave de la compañía”. Guillermo de la Torre.
Hoy también se celebra, el Día Mundial de la Prevención del Embarazo Adolescente. Establecido con el propósito de crear conciencia sobre la necesidad de mejorar el nivel de la educación sexual entre los jóvenes, la planificación familiar, el acceso a los métodos anticonceptivos y la asistencia sanitaria de la salud pública y los derechos reproductivos.
Y compartimos una cita del autor de varios libros de poesía y filosofía, y músico del proyecto de metal Crymson Gryphon, Criss Jami.
«Cuando miro a una persona, veo a una persona, no un rango, ni una clase, ni un título.» – Criss Jami
#BujiasTorch #Citas #Frases #CrissJami #DiaInternacionalDeLasRelacionesPublicas #DiaMundialDeLaPrevencionDelEmbarazoAdolescente #Venezuela #Latinoamérica
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2019.09.26 14:27 HDfueltech Frases HD Fueltech, hoy del cantautor español, Joaquin Sabina

Frases HD Fueltech, hoy del cantautor español, Joaquin Sabina

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#FelizJueves amigos, clientes, trabajadores de HD Fueltech.
#ProtestoPor los atentados en la ciudad de Bogotá. Cuyo hechos criminales deben ser investigados.
Hoy estimados amigos, se celebra en nuestro país el Día de la Aviación Civil Colombiana. Conmemoración de la creación de la primera empresa de aviación civil en Colombia, en 1919, que se llamó "Compañía Colombiana de Navegación Aérea".
Hoy también se celebra el Día Mundial de Prevención del Embarazo no Planificado en Adolescentes (DPEA).
Campaña educativa que tiene como objetivo principal crear conciencia entre los jóvenes para que conozcan las diferentes alternativas anticonceptivas, salud sexual y salud reproductiva, con el fin de prevenir embarazos no planificados.
Nos gustaría compartir una frase del cantautor, poeta y pintor español, Joaquin Sabina, que acompaña al sufrimiento de muchas jovenes a partir de embarazos no planificados.
«Hay mujeres que arrastran maletas cargadas de lluvia.» – Joaquin Sabina
#HDfueltech #Citas #Frases #SabinaQuotes #JoaquinSabina #DiaDeLaAviacionCivilColombiana #DPEA #Colombia #Latinoamérica
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2019.07.30 06:56 Severianes Martes de literatura en República Argentina: El leopardo en la cumbre del Kilimanjaro

El leopardo en la cumbre del Kilimanjaro

Un libro raro El leopardo en la cumbre del Kilimanjaro de la escritora soviética Olga Larionova. Ciencia ficción comunista, de la buena.
El título hace referencia a la leyenda según la cual se encontró un leopardo congelado en las nieves eternas de esa montaña, a 5500 metros de altura. Hemingway también menciona al leopardo en su relato Las nieves del Kilimanjaro, cuya lectura aún me debo.
El leopardo es una metáfora de la pulsión por la vida, el impulso irrefrenable de seguir viviendo aun cuando el destino sea siempre la muerte. El leopardo ascendió persiguiendo una presa, o huyendo de un peligro. Y por alguna razón no pudo bajar y siguió subiendo. Tenía que saber que moriría, tenía que entender que ya estaba todo perdido, mucho antes de los 5500m. Pero siguió adelante...
En el libro de Larionova, toda la humanidad sabe el año en el que va a morir. Sólo el año, no la fecha completa. Y eso afecta a las personas.
El protagonista se debate entre su lealtad a su mujer, y su pasión por una adolescente. Ambas saben cuando moririrán, y reaccionan distinto. Su mujer está aterrorizada, teme salir de la casa o incluso de la cama. Su amante vive la vida con una pasión intensa, hasta el último minuto.
Es una historia rara, incluso para la ciencia ficción rusa. Y transcurre en una utopía comunista donde el trabajo es estrictamente voluntario.
Santiago Maldonado vivió una vida corta y plena, como una de las mujeres del libro. Todos vamos a morir, hoy celebremos su vida. Fue el leopardo que, sabiendo que llegaba el fin, siguió subiendo.
Aprendamos algo de él, antes de que nos toque a nosotros.
~
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2019.07.03 01:06 Severianes Martes de literatura en República Argentina: Libertario era Heinlein, vos sos un pelotudo

Libertario era Heinlein, vos sos un pelotudo

Robert A. Heinlein fue un escritor genial, muy injustamente juzgado por la crítica, fuera del fandom de la ciencia ficción. Tildado de fascista, de anarquista, de hippie, de libertario, en realidad Heinlein era heinleiniano.
Escribió infinidad de novelas y cuentos que podrían clasificarse dentro de la ciencia ficción dura, transformándose en uno de los Grandes Maestros del género, junto a Isaac Asimov y Arthur C. Clarke.
Su novela ideológicamente más chocante es Farnham freehold (Los dominios de Farnham). El protagonista, un americano anticomunista y cristiano, es proyectado varios siglos hacia el futuro por una explosión nuclear, para encontrarse en una sociedad esclavista, racista y antropofágica. El truco es que los esclavos son los supervivientes blancos de un holocausto nuclear, mientras que los esclavistas son los africanos negros que no participaron de la guerra. Estos esclavistas castran a los hombres blancos, se acuestan con sus mujeres, y se comen a sus niños.
Como la novela está narrada acríticamente desde la mirada de su protagonista Farnham, es fácil tildarla de ultraderechista. Solo que no lo es. En una brillante estrategia de provocación intelectual, Heinlein crea un personaje con quien sus lectores americanos de clase media se identifican fácilmente, y luego lo pone en una situación de la que nunca se imaginaron protagonistas.
Otra novela destacable es The moon is a harsh mistress (La luna es una cruel amante). Narra la guerra de independencia de la Luna, poblada por colonias penales donde los países terrestres destierran permanentemente a los delincuentes y a su descendencia. Escrita desde la perspectiva del rebelde, la novela es una descripción minuciosa del arte de la insurrección.
Organización de células subversivas, manejo de la información, política revolucionaria, estrategia de guerrillas. Todo en un escenario de Ciencia Ficción de los 50's, con una atmósfera muy heinleiniana que incluye la liberalidad sexual, y las formas familiares alternativas. Una Luna-cárcel poblada por una mayoría masculina tuvo que inventar formas extrañas de matrimonio, para que la tensión sexual no causara violencia entre los hombres ni cohartara la libertad de las mujeres.
Una novela inolvidable es, claro, Starship troopers (Tropas del espacio). El militarismo de la novela le valió a Heinlein el mote de fascista por muchos críticos cortos de entendederas. En un mundo donde el derecho a la ciudadanía y al voto se obtiene solamente yendo a la guerra, la historia narra una guerra destructiva contra un enemigo incomprensible. Todo desde la mirada de un soldado... ¡argentino! ¡y apellidado "Rico"!
Lo interesante es que, ya en los 60's cuando se publicó la novela, el mundo había olvidado que apenas 50 años antes, el servicio militar era la condición sobre cualquier hombre para obtener el derecho al voto. Condición que sólo desapareció con la masificación del voto femenino.
También es recomendable Time enough for love (Tiempo para amar). La historia de Lazarus Long, un hombre extremadamente longevo, fruto de un programa de cría selectiva de seres humanos.
La novela cuenta la historia de su anciano protagonista, pero es básicamente una excusa para elucubrar sobre la libertad, la política, la felicidad, la sexualidad, en monólogos y diálogos que mantiene Long mientras se somete a un tratamiento de rejuvenecimiento.
Y claro, la novela de Heinlein, que hubiera justificado su carrera de escritor incluso si sus otras obras no fueran geniales, es Stranger in a strange land (Forastero en tierra extraña). La historia de Valentine Michael Smith, huérfano terrestre criado por marcianos.
Mike es el hijo bastardo de dos astronautas muertos durante la primera expedición a Marte. Criado por una raza aliena que consideró una necesidad artística la destrucción de un planeta entero, y cuyos individuos se describen como algo similar a un portaaviones. Llega a la Tierra para verse convertido en el hombre más rico del mundo, presa deseada de políticos ambiciosos y predicadores televisivos. Rescatado por un escritor anciano libertario y hippie, y su corte de colaboradores, amigos y secretarias adolescentes.
Stranger in a strange land es una novela icónica de los 60's, y una de las mejores representaciones de la ideología libertaria e individualista de Heinlein. Si vas a leer una sola de las novelas que te recomiendo acá, que sea ésta. Te van a dar ganas de leer las otras.
Cuentos de Heinlein hay miles, no terminaría nunca. Lean All you zombies (Todos vosotros zombis), o vean la excelente película Predestination. Y lean también El hombre que vendió la Luna si quieren ver al capitalismo emprendedor desde una óptica positiva.
Cierro con lo siguiente: en su hermosa saga de Los ocho mundos, el escritor americano John Varley imagina una logia de heinlenianos, de ideas individualistas, humanistas, y libertarias, que se concentran en ignorar cualquier ley humana que no les guste con el único objetivo de llegar a las estrellas. Yo quisiera pertenecer a ella.
~
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2019.02.15 12:50 bujiastorch Cita Bujías Torch del día 15 de Febrero, hoy, de Arnold H. Glasgow

Cita Bujías Torch del día 15 de Febrero, hoy, de Arnold H. Glasgow
Muy buen día Viernes #15Feb a nuestros amigos, seguidores y clientes.

Hoy se celebra el #DiaInternacionalDelCancerInfantil objetivo sensibilizar y concienciar sobre la importancia de los desafíos a los que se enfrentan los niños y adolescentes y sus familias.

Compartimos con ustedes una cita del famoso hombre de negocios Arnold H. Glasgow, quien publicó una revista de humor por muchos años.

#BujiasTorch #Citas #Quotes #ArnoldHGlasgow #Valencia #Venezuela
https://www.facebook.com/bujiastorch

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2018.10.28 00:12 skyner13 ELI5 de Sifilis: Generalidades y la sifilis en Argentina

Bueno, primero que nada voy a poner los resultados de la encuesta que hice el otro dia para decidir el tema de este post. Sume los upvotes en los comentarios a sus temas respectivos en la encuesta, y si eran temas propuestos por ustedes los puse por separado (me limite a los mas votados, en el post habia un monton de ideas interesantes pero no da ponerlas por 10 votos).
Con eso fuera del camino, empezamos con sifilis. En la semana seguro haga otra encuesta para el finde que viene.

Sifilis: Epidemiologia y manifestacion clinica

La sifilis es una infeccion (normalmente de transmision sexual) causada por una bacteria llamada Treponema Pallidum, una bacteria super particular que tiene forma de tirabuzon. Aca hay una foto.

Epidemiologia:

En 2012 la OMS estimo que hubo 18 millones de casos prevalentes alrededor del mundo en adolescentes y adultos entre las edades de 15 y 49 años y 5.9 millones de nuevos casos dentro de ese grupo etario. En 2014 la media de casos era de 17.7 cada 100K mujeres y 17.2 casos cada 100K hombres.
Hablar de numeros en Argentina se complica un poquito mas porque el MSAL no tiene una manera muy comprensiva de exponer estos temas, sumado a que el Ministerio se enfoca mucho en la Sifilis Congenita, que es la forma mas severa de la patologia. De todas formas, puedo usar notas para darles numeros para que se den una idea.
El 18 de Mayo de 2018, La Nacion publica la nota ''Preocupacion por el notable aumento de los casos de sifiis en los ultimos años''. En ella se cita un aumento de los casos de Sifilis entre 2011 y 2017. En esos 6 años los casos de la patologia casi que se cuadriplicaron, pasando de 3875 casos en 2011 a 11.709 casos en 2017. Por que paso este aumento?
Aca es donde entra completamente mi opinion y la de los medicos con los que hable sobre el tema, no tengo ningun cuadro o pdf para probar que lo digo es cierto. En lo que coinciden muchos es que la percepcion de la sifilis como una enfermedad super tratable y para nada letal causo que la gente se la sacara de la mente. Si uno esta teniendo relaciones sexuales sin proteccion, normalmente piensa en 2 posibles situaciones malas: HIV o embarazo. Muchas veces cuando entrevistas a adolescentes o incluso gente joven notas que un porcentaje importante no la ve como algo peligroso, te das una inyeccion de penicilina y ya esta. Sumas esto al hecho de que la educacion sexual en el pais es abismal y tenes una receta para el desastre.
Esa es otra de las razones por las que hago este post, si bien la sifilis es tratable con penicilina, no significa que uno no deba cuidarse y conocer los sintomas que lo pueden llevar a tener sospechas. Pasemos a esos sintomas.

Manifestacion Clinica

La sifilis se devide en etapas y a su vez dentro de esas etapas tenemos estadios (Primaria, secundaria, terciaria). Vamos uno a uno:

Sifilis primaria:

Una vez que somos infectados por la bacteria, la primera manifestacion clinica es una lesion localizada en la piel llamada chancro. El tiempo entre la infeccion y la aparicion de un chancro es en promedio de 21 dias (puede variar desde 3 hasta 90).
La lesion comienza como una papula que es normalmente indolora (a veces puede doler) apareciendo en el lugar donde la bacteria entro. Un tiempito despues se transforma en el chancro caracteristico de entre 1 y 2 cm que esta elevado y con margenes claros. Normalmente cuando se hace el chancro tambien se puede encontrar una inflamacion de los ganglios linfaticos cercanos (eso a ustedes les sirve poco saberlo pero the more you know).
Los chancros se curan de forma espontanea dentro de los proximas 3 a 6 semanas incluso sin tratamiento. Es comun que los pacientes no hagan una consulta por la naturaleza indolora del chancro, lo que hace que la trasmision sea muchisimo mas probable dentro de esa ventana.
La infeccion por sifilis es localizada al principio pero sin tratamiento se puede transforma en una enfermedad sistemica, llegando a la Sifilis secundaria.

Sifilis Secundaria:

Dentro de las semanas o los meses (si, varia asi) luego de la aparicion del chancro, el 25% de los pacientes presenta una enfermedad sistemica que llamamos sifilis secundaria. Puede presentar una variedad de sintomas:
A partir de aca entramos en sintomas y signos que o son muy avanzados para el enfoque de este post o son indectables para el paciente (a menos que alguno de nosotros pueda examinar nuestras propias meninges).
Para resumir todo esto en algo que de verdad les sirva para el dia a dia:

Me encontre un chancro, que hago?

(Que conste que esta parte habla de lo ideal, desconozco pero es posible que en muchos hospitales por una cuestion de recursos se salten el laboratorio y te diagnostiquen basado en la clinica)
La prueba para sifilis debe hacerse en todos los pacientes que presenten sintomas de sifilis. Ademas de esto, deberia hacerse un rastreo en pacientes asintomaticos en un grupo de riesgo (Hombres que tienen sexo con hombres, mujeres y hombres que tienen relaciones sin proteccion, etc).
El CDC recomienda un examen de sangre cada tres meses para el grupo de HSH, por la alta incidencia de ETS en ese grupo.
En caso que tu test de positivo, se inicia tratamiento inmediatamente.

Tratamiento

El tratamiento de eleccion es la penicilina G. Dependiendo del estadio particular del paciente, la dosis y el tiempo de tratmiento varia. En pacientes alergicos a la penicilina, se usa un antibiotico alternativa y se lo monitorea muy de cerca para ver la evolucion.

Conclusion

Viendo todo esto parece que la sifilis es una boludes, unas inyecciones de PenG y listo no? Si, pero es un problema igual.
Como puse mas arriba, los casos de sifilis siguen creciendo, lo que significa a su vez que hay mas chances de que cualquiera de nosotros se contagie. A una persona adulta saludable es muy probable que la infeccion no le cause mucho problema, penicilina y estamos. El problema esta en pacientes que desarrollan Neurosifilis y en las embarazadas.
Sobre el segundo caso, la sifilis congenita es una enfermedad terrible que hace mierda al bebe cuando nace. Cuando una mujer esta embarazada le hacemos laboratorios para asegurarnos de que no este contagiada pero la presencia de la bacteria en la población sigue siendo un peligro.
La prevencion para sifilis es tan simple como usar preservativo. Y si saben que estan infectados, no sean garcas y diganle a su posible pareja. Es preferible no coger por una semana que contagiar a otra persona.
Solo porque sea curable no significa que haya que dejar de cuidarse.
Que tono deprimente para terminar no? El proximo voy a ver de que lo hago, me intereso lo de los mitos de la salud, si tienen ganas pongan algun consejo de abuela que de verdad creen que funciona, o cosas que hayan escuchado y no esten seguro de la veracidad. Gracias!
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2018.10.27 23:21 skyner13 ELI5 de Sifilis: Generalidades y la sifilis en Argentina

Bueno, primero que nada voy a poner los resultados de la encuesta que hice el otro dia para decidir el tema de este post. Sume los upvotes en los comentarios a sus temas respectivos en la encuesta, y si eran temas propuestos por ustedes los puse por separado (me limite a los mas votados, en el post habia un monton de ideas interesantes pero no da ponerlas por 10 votos).
Con eso fuera del camino, empezamos con sifilis. En la semana seguro haga otra encuesta para el finde que viene.

Sifilis: Epidemiologia y manifestacion clinica

La sifilis es una infeccion (normalmente de transmision sexual) causada por una bacteria llamada Treponema Pallidum, una bacteria super particular que tiene forma de tirabuzon. Aca hay una foto.

Epidemiologia:

En 2012 la OMS estimo que hubo 18 millones de casos prevalentes alrededor del mundo en adolescentes y adultos entre las edades de 15 y 49 años y 5.9 millones de nuevos casos dentro de ese grupo etario. En 2014 la media de casos era de 17.7 cada 100K mujeres y 17.2 casos cada 100K hombres.
Hablar de numeros en Argentina se complica un poquito mas porque el MSAL no tiene una manera muy comprensiva de exponer estos temas, sumado a que el Ministerio se enfoca mucho en la Sifilis Congenita, que es la forma mas severa de la patologia. De todas formas, puedo usar notas para darles numeros para que se den una idea.
El 18 de Mayo de 2018, La Nacion publica la nota ''Preocupacion por el notable aumento de los casos de sifiis en los ultimos años''. En ella se cita un aumento de los casos de Sifilis entre 2011 y 2017. En esos 6 años los casos de la patologia casi que se cuadriplicaron, pasando de 3875 casos en 2011 a 11.709 casos en 2017. Por que paso este aumento?
Aca es donde entra completamente mi opinion y la de los medicos con los que hable sobre el tema, no tengo ningun cuadro o pdf para probar que lo digo es cierto. En lo que coinciden muchos es que la percepcion de la sifilis como una enfermedad super tratable y para nada letal causo que la gente se la sacara de la mente. Si uno esta teniendo relaciones sexuales sin proteccion, normalmente piensa en 2 posibles situaciones malas: HIV o embarazo. Muchas veces cuando entrevistas a adolescentes o incluso gente joven notas que un porcentaje importante no la ve como algo peligroso, te das una inyeccion de penicilina y ya esta. Sumas esto al hecho de que la educacion sexual en el pais es abismal y tenes una receta para el desastre.
Esa es otra de las razones por las que hago este post, si bien la sifilis es tratable con penicilina, no significa que uno no deba cuidarse y conocer los sintomas que lo pueden llevar a tener sospechas. Pasemos a esos sintomas.

Manifestacion Clinica

La sifilis se devide en etapas y a su vez dentro de esas etapas tenemos estadios (Primaria, secundaria, terciaria). Vamos uno a uno:

Sifilis primaria:

Una vez que somos infectados por la bacteria, la primera manifestacion clinica es una lesion localizada en la piel llamada chancro. El tiempo entre la infeccion y la aparicion de un chancro es en promedio de 21 dias (puede variar desde 3 hasta 90).
La lesion comienza como una papula que es normalmente indolora (a veces puede doler) apareciendo en el lugar donde la bacteria entro. Un tiempito despues se transforma en el chancro caracteristico de entre 1 y 2 cm que esta elevado y con margenes claros. Normalmente cuando se hace el chancro tambien se puede encontrar una inflamacion de los ganglios linfaticos cercanos (eso a ustedes les sirve poco saberlo pero the more you know).
Los chancros se curan de forma espontanea dentro de los proximas 3 a 6 semanas incluso sin tratamiento. Es comun que los pacientes no hagan una consulta por la naturaleza indolora del chancro, lo que hace que la trasmision sea muchisimo mas probable dentro de esa ventana.
La infeccion por sifilis es localizada al principio pero sin tratamiento se puede transforma en una enfermedad sistemica, llegando a la Sifilis secundaria.

Sifilis Secundaria:

Dentro de las semanas o los meses (si, varia asi) luego de la aparicion del chancro, el 25% de los pacientes presenta una enfermedad sistemica que llamamos sifilis secundaria. Puede presentar una variedad de sintomas:
A partir de aca entramos en sintomas y signos que o son muy avanzados para el enfoque de este post o son indectables para el paciente (a menos que alguno de nosotros pueda examinar nuestras propias meninges).
Para resumir todo esto en algo que de verdad les sirva para el dia a dia:

Me encontre un chancro, que hago?

(Que conste que esta parte habla de lo ideal, desconozco pero es posible que en muchos hospitales por una cuestion de recursos se salten el laboratorio y te diagnostiquen basado en la clinica)
La prueba para sifilis debe hacerse en todos los pacientes que presenten sintomas de sifilis. Ademas de esto, deberia hacerse un rastreo en pacientes asintomaticos en un grupo de riesgo (Hombres que tienen sexo con hombres, mujeres y hombres que tienen relaciones sin proteccion, etc).
El CDC recomienda un examen de sangre cada tres meses para el grupo de HSH, por la alta incidencia de ETS en ese grupo.
En caso que tu test de positivo, se inicia tratamiento inmediatamente.

Tratamiento

El tratamiento de eleccion es la penicilina G. Dependiendo del estadio particular del paciente, la dosis y el tiempo de tratmiento varia. En pacientes alergicos a la penicilina, se usa un antibiotico alternativa y se lo monitorea muy de cerca para ver la evolucion.

Conclusion

Viendo todo esto parece que la sifilis es una boludes, unas inyecciones de PenG y listo no? Si, pero es un problema igual.
Como puse mas arriba, los casos de sifilis siguen creciendo, lo que significa a su vez que hay mas chances de que cualquiera de nosotros se contagie. A una persona adulta saludable es muy probable que la infeccion no le cause mucho problema, penicilina y estamos. El problema esta en pacientes que desarrollan Neurosifilis y en las embarazadas.
Sobre el segundo caso, la sifilis congenita es una enfermedad terrible que hace mierda al bebe cuando nace. Cuando una mujer esta embarazada le hacemos laboratorios para asegurarnos de que no este contagiada pero la presencia de la bacteria en la población sigue siendo un peligro.
La prevencion para sifilis es tan simple como usar preservativo. Y si saben que estan infectados, no sean garcas y diganle a su posible pareja. Es preferible no coger por una semana que contagiar a otra persona.
Solo porque sea curable no significa que haya que dejar de cuidarse.
Que tono deprimente para terminar no? El proximo voy a ver de que lo hago, me intereso lo de los mitos de la salud, si tienen ganas pongan algun consejo de abuela que de verdad creen que funciona, o cosas que hayan escuchado y no esten seguro de la veracidad. Gracias!
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2016.11.30 11:01 Subversivo-Maldito La Policía detiene a un grupo de jóvenes que estudiaban Filosofía a la salida del instituto

Tras las denuncias de varios profesores, la Policía Nacional ha arrestado esta mañana a ocho adolescentes de Badalona que se reunían para estudiar Filosofía a la salida del instituto. Los jóvenes desafiaban así la política educativa del Gobierno, que ha desterrado esta materia de los planes de estudios, según publica El Mundo Today. [http://www.elmundotoday.com/2016/11/la-policia-detiene-a-un-grupo-de-adolescentes-que-estudiaban-filosofia-al-salir-del-instituto/]
“Leer libros de pensadores y filósofos es la forma que tienen hoy en día de ser malotes y llevarle la contraria al ‘establishment’. Están en la edad”, admitía el director del instituto, que ha recordado que “los esfuerzos del Gobierno y del personal docente no bastan si las familias no se implican para evitar estas cosas”.
Las autoridades han requisado tres ejemplares de la “Crítica de la Razón Pura” de Immanuel Kant, varias fotocopias del “Discurso del Método” de René Descartes y un estudio comparativo de Paul Ricoeur sobre la llamada escuela de la sospecha (Marx, Nietzsche y Freud). Escondidas dentro de los bocadillos, los agentes han encontrado además varias citas de Bacon.
“Me han quitado las lecciones de estética de Hegel cuando ni siquiera forman parte del corpus del filósofo porque no las escribió él directamente, son apuntes que tomó su discípulo Gustav Hotho”, se quejaba uno de los detenidos, que ha tenido que ser atendido tras sufrir un cuadro de existencialismo.
Los padres de los adolescentes aseguran que no sabían nada, aunque sí notaron alteraciones en el comportamiento de los jóvenes. “Ahora entiendo que se pasara el día empanado, como ido. Estaba consumiendo razón pura”, declara uno de los progenitores.
Un examen psicológico determinará el alcance de la exposición de los adolescentes a la Filosofía. “Iban camino de tirar su vida por la borda”, reconoce uno de los agentes. “Aún pueden centrarse y dedicarse a algo de provecho, pero es importante que padres y profesores los eduquen sobre los peligros del pensamiento filosófico”. [Fuente: https://elventano.es/2016/11/policia-detiene-a-grupo-de-jovenes-que-estudiaban-filosofia-a-salida-del-instituto.html]
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2016.10.01 21:26 podemosspb El Da Vinci español que dijo 'no' a Apple. Ideas evolutivas versus ideas revolucionarias.

Noticia original con fotos en: http://www.elmundo.es/papel/historias/2016/09/30/57ecfc92e5fdea17108b463a.html
Imagine que recibe un email de un cazatalentos internacional de Apple en el que se le pide una cita para tomar un café dentro de media hora. ¿Qué hace? ¿Acudir corriendo?
Mejor montar en bici. Eso hizo Rodrigo García un día después de haber triunfado en Londres con una exposición de sus inventos en el Royal College of Art. Imposible fiarse de un taxi en hora crítica de tráfico más aún cuando vives en la otra punta de la ciudad.
Pedaleó como si fuera un escapado que huye del pelotón en una etapa del Tour hasta que milagrosamente alcanzó la meta. Entonces le informaron que había un error y que el encuentro era al día siguiente. Daba igual: había llegado a tiempo. Apple, la empresa más valorada en bolsa del mundo por aquel entonces, quería ficharlo para su prestigioso equipo de diseño. Dos años después, Rodrigo García (Vitoria, 1984) reconoce no tener mucho dinero. Pero no se arrepiente de haber rechazado la oferta del imperio fundado por Steve Jobs. Quiere seguir su propio camino.
Tras varios meses de tanteos telefónicos, por fin hace una escala en Madrid, donde viven sus padres, y podemos encontrarnos. Desconocido en nuestro país, puede presumir de haber sido el primer europeo (pionero, así los llaman) invitado a participar en el programa We Solve for X, una comunidad creada por Google que reúne a inventores y pensadores para hablar de soluciones tecnológicas y medioambientales. De su imaginación han surgido artilugios tan curiosos como una maleta que te sigue como un perrito faldero gracias al bluetooth del móvil, una nube artificial que distribuye agua y una plantilla perforada con agujeros para ver más nítidamente, ideal para fabricar gafas de forma sencilla en países en vías de desarrollo. Aunque seguramente su creación más relevante sea la gotella, al menos la que ha generado más expectativas.
Un invento que ha puesto en alerta al lobby de la industria del plástico y cuya implantación podría suponer una revolución ecológica. Sin aventurar sobre el futuro de sus proyectos, sí se puede asegurar que este chico es una de las mentes más inquietas y creativas del siglo XXI español.García espera refugiado en un toldo, que hace de escudo frente al sol de verano, de la cafetería de Avenida de América donde hemos quedado. Al contrario que con Apple, se ha presentado a la cita con cinco minutos de adelanto. Pide un zumo de naranja y va armado con un ordenador portátil y un teléfono analógico que parece rescatado de finales del siglo pasado.
¿El hombre tecnológico no tiene un 'smartphone'? (Se ríe) Éste funciona bien. Hace cuatro años me vi obligado a comprarme un smartphone en Inglaterra, que todavía uso en el trabajo, porque iba de un lado a otro siempre con un callejero de bolsillo y varias veces me equivocaba de dirección. Orientarse en Londres es complicado, hay muchas calles con el mismo nombre y tuve que recurrir a los mapas por GPS.
Es alto, ordenado y cuando no encuentra la palabra exacta, se disculpa: dice que lleva mucho tiempo comunicándose en inglés. García ha fundado en la capital británica Skipping Rocks, una empresa con un reducido grupo de socios, la mayoría químicos, levantada con ayudas europeas y el dinero de los premios internacionales que García ha ganado con sus inventos.
¿Cómo nace una idea capaz de resolver una necesidad o incluso crearla? Mira (coge su zumo de naranja), se puede decir que hay dos tendencias básicas en diseño: la primera se podría llamar evolutiva, en la que podríamos coger este vaso que ya sabemos que cumple su función y pensar en un nuevo material o en lograr un diseño más ergonómico. Con la otra tendríamos la revolucionaria, que consiste en plantearse de cero el problema de cómo beber.
¿Podríamos lograr un mecanismo capaz de beber de la mano de forma higiénica? ¿Hacer que el líquido se contenga en sí mismo sin necesidad de vaso? Ése es el planteamiento. Esa reflexión debe ser complicada cuando tienes tantos en proyectos en marcha. En nuestro grupo somos muy buenos en empezar cosas y malos para terminarlas -se ríe-. Trabajamos hasta en 20 ideas. Últimamente nos hemos dedicado a investigar en unas dobles pieles fáciles de desprender que podrían emplearse en el tratamiento de quemaduras o para protegerte del sol si vas a la playa.
En el portátil me muestra la evolución de su gotella (gota+botella), un trabajo en el que ha invertido mucho tiempo. Esta alternativa a la botella de plástico nace a partir de un alga tratada con la técnica de esferificación, un proceso de coagulación empleado durante décadas en la industria alimentaria y que Ferran Adrià trasladó a la alta cocina. De ahí surge un envase de textura gelatinosa barato (dos céntimos cada unidad), resistente, biodegradable como una piel de fruta y hasta comestible (eso sí, totalmente insípido).
Su filosofía: "No quiero llenar el mundo de cosas nuevas. Tan sólo que las cosas sean más sencillas"
Las mayores empresas embotelladoras del mundo se han puesto en contacto con él, aunque su implantación industrial parece todavía lejana. El valor de este producto creado por García radica en su coste medioambiental, infinitamente inferior al del polietileno habitual en envases y botellas. Un asunto nada baladí si tenemos en cuenta que se estima que, en la era del plástico, el ser humano lleva producidos 5.000 millones de toneladas en los últimos 40 años y sus vertederos se extienden por tierras y mares.
La imaginación de este hombre más que precoz es preclara.
De adolescente estaba convencido en estudiar diseño industrial, pero al final se decantó por la arquitectura. Iba a sorprender con su heterodoxia desde su ingreso en la Escuela de la Politécnica de Madrid. Todas sus ideas constructivas iban dirigidas a reducir el impacto del urbanismo en el paisaje y no dudó en plantear proyectos tan originales como casas que se esconden, casas con patas o algo tan arriesgado como su multipremiado proyecto final de carrera: un edificio de 12 plantas con estructuras desplegables basadas en los fundamentos de la geometría. Lo impactante es que esa mole estaba diseñada para montarse en tan sólo tres horas.
De Madrid pasaría por Suecia, India y Chile, destinos académicos tan distintos como claves en su formación. Su entusiasmo pausado no anuncia la cantidad de cosas que es capaz de hacer a la vez. Compagina su vocación científica en distintos campos con la de actor. Sí, Rodrigo García es experto en el arte teatral de la improvisación, que cultiva desde sus años escolares, incluso ha ganado alguna competición y colaborado con distintas compañías. Algo muy útil ya que para él esta disciplina y la innovación tecnológica se rigen por normas similares: «En ambos mundos hay que estar abierto a todo y aprender que el error es un acierto», asegura.
Además de su labor como profesor en Kingston y en el Imperial College y la gestión de su empresa, García viaja por toda Europa contratado por empresas de muy diferente perfil con la misión de «solucionar problemas». Es como el Señor Lobo del I+D.Cuando uno piensa en un inventor español recuerda sus libros de texto de la EGB y las menciones a Isaac Peral y su submarino o a Juan de la Cierva, precursor del helicóptero. Quien ha disfrutado de un profesor de Ciencias estimulante quizás haya oído hablar del injustamente olvidado Torres Quevedo, considerado nuestro Leonardo Da Vinci.
Otra referencia coloquial a la innovación más loca se produce al oír a nuestros padres o abuelos identificar un disparate con la frase «esto es como un invento del TBO», alusión a aquellas ideas estrafalarias como el coche salta-vallas o los melones cuadrados que ilustraban esta revista infantil de posguerra.
Tampoco resultaba extraño que en la adolescencia, cuando el ocio discurría entre billares y recreativos, un amigo sentenciara con orgullo patrio: «El futbolín es un invento español». Sin olvidar el chupachups y el gran hito de la ingeniería doméstica nacional: la fregona. Esto conforma la biblia popular de la invención española. Nuestra escasa tradición tecnológica tiene diferentes justificaciones históricas, aunque siempre en artículos y libros se cita a don Miguel de Unamuno como paradigma insigne de este retraso.
El fragmento de su obra El pórtico del templo -tan sobado como tergiversado- pronto se convirtió en la asunción atávica de la pereza científica: «Inventen, pues, ellos y nosotros nos aprovecharemos de sus invenciones. Pues confío y espero en que estarás convencido, como yo lo estoy, de que la luz eléctrica alumbra aquí tan bien como allí donde se inventó». Sea culpa o no de Unamuno (suponemos que no), lo cierto es que en España hemos inventado poco. Y el presente tampoco es optimista. Según el último informe de la Organización Mundial de la Propiedad Intelectual, ocupamos el puesto 18 a nivel europeo en innovación. En el mundo, la posición 28. En cuanto a solicitudes de patentes estamos todavía más retrasados.
¿Por qué no hay más rodrigosgarcías en España?
Hay gente muy buena y mucha creatividad, de eso no hay duda, pero hay cosas que podrían funcionar mejor. Se abusa del estudio teórico y no se enseña a resolver problemas prácticos. Otra cosa que he visto es que en España la edad es un factor muy importante en el ámbito laboral. En otros países les da igual que tengas 20 ó 30 años a la hora de dirigir equipos con gente más mayor.
Planteo la misma pregunta a Carlos Elías, catedrático de Ciencia, Tecnología y Opinión pública de la universidad Carlos III de Madrid. Su diagnóstico es similar: «En nuestro sistema hay un culto a las publicaciones y un desprecio a la experiencia. Es mucho más fácil que hagan catedrático de Cine a alguien que ha hecho una tesis sobre Almodóvar que al propio Almodóvar». Gran parte de nuestras patentes nacen en el sector público. Eso genera muchas veces una falta de incentivos. El premio que reciben por su investigación los funcionarios se traduce, tras una compleja evaluación periódica, en unos pocos euros más de sueldo. Los centros donde trabajan, principalmente universidades, son los propietarios de sus patentes y los que negocian su explotación comercial.
Los inventores públicos al final se quedan con un porcentaje de los royalties que generan. «Para mí el gran problema estructural es la falta de inversión en los alumnos. En Harvard el 10% de su dinero va destinado a los profesores, mientras que en las universidades españolas es el 90%. Eso quiere decir que ellos destinan muchísimos más fondos a iniciativas de sus estudiantes, a abogados especializados en patentes, asesores empresariales, etc», explica el profesor Elías. Esto hace que nuestros rodrigosgarcías sean fruto de la generación espontánea y muchos se vayan a otros países en busca de estímulos y mayores recompensas.
"En España hay creatividad, pero se abusa de la teoría y no se enseña a resolver problemas prácticos"
En España, según los expertos consultados, lo más preocupante es la falta de inversión privada. No existe interés de fondos de capital riesgo por nuestros creadores. La mayoría de los estudiantes de Diseño del curso que imparte García en el Reino Unido colaboran en proyectos reales impulsados por empresas. Incluso muchos cobran ya royalties ganados por su trabajo sin haberse destetado aún del aula universitaria.
¿Te planteas regresar?
Si me llaman para trabajar en un proyecto interesante con buenas condiciones, estoy seguro de que sí. Dile que queda por inventar a alguien que cree que ya está todo inventado...
No quiero llenar el mundo de cosas nuevas. Tan sólo quiero que las cosas sean más sencillas. A pesar de dedicarme una hora larga, se niega a que pague el zumo (que ya no sé si es evolutivo o revolucionario) y me invita al café, algo que hay que decir no hacía nunca Unamuno, que tenía fama de tacaño entre sus contemporáneos. Pero dejemos ya de echarle la culpa a Unamuno de todo.
CINCO INVENTOS DE RODRIGO GARCÍA
Proyecto denominado Ooho! en los países anglosajones. Surge a partir de un extracto de algas Kelp y con un proceso basado en la técnica de la esferificación. Se consigue un envase sencillo, barato, ecológico e incluso comestible.
AER es un artefacto autónomo diseñado por García similar a un dirigible que purifica, transporta y distribuye el agua. Es capaz de obtener vapor a partir del agua salda del mar gracias a la energía del sol. El vapor de agua es más ligero que el aire, así que el invento puede volar y dotar de agua limpia a poblaciones que la necesitan
El sistema ZIPZIP surgió cuando el inventor estudiaba Arquitectura. Permite realizar edificaciones desplegables de gran altura. Está formado por una estructura de pares de barras, transportable, que una vez desplegada es completada con distintos elementos constructivos generando espacios habitables.
WOW es una colección de objetos funcionales basados en técnicas utilizadas por los ilusionistas. Una fregona que aparece y desaparece, una bicicleta que se dobla rápidamente gracias a un material bioestable (en la imagen), un balón que rueda solo...
El sistema HOP de García permite que tu maleta te siga. Contiene tres receptores que son capaces de recibir, identificar y triangular las distintas señales que llegan desde el teléfono móvil. Aparte de su comodidad, suprimiría todos los elementos destinados al movimiento de equipajes.
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2016.09.18 17:34 EDUARDOMOLINA Las palomas de Juncker y Rajoy. Recordando una cita de Graham Greene: «Si quieres hablar del dolor humano, tienes el deber de compartirlo». No parece que Juncker o Rajoy compartan ni sientan la intemperie y el desarraigo de un refugiado o la impotencia de un joven desempleado.

Miguel Roig
http://www.eldiario.es/zonacritica/palomas-Juncker-Rajoy_6_559654047.html
"En la Cumbre entre la Unión Europea y la Asociación Oriental celebrada hace unos meses en Letonia, el presidente de la UE, Jean-Claude Juncker se mostró con un estado de ánimo más alegre que el habitual. Un vídeo de la televisión sueca lo muestra dando palmadas en la cara, besos en la mejilla y en la cabeza a algunos líderes mundiales. Reprochando, en broma, claro está, al primer ministro de Grecia, Alexis Tsipras, por no llevar corbata o haciendo un saludo militar al ministro español José García-Margallo. Algunos medios, no pocos, llegaron a preguntarse si Juncker no habría tomado alguna copa de más. Las bromas recordaron el día en el que agarró del cuello al ministro Luis de Guindos simulando que le estrangulaba frente a los fotógrafos. En esa ocasión a nadie se le ocurrió que podía estar ebrio.
Esta semana, Juncker, anunció en Estrasburgo, ante el Parlamento Europeo, un plan para reavivar el proyecto europeo duplicando su plan inversor. La parte emotiva la ocupó su llamado a una Europa en la que "la solidaridad tiene que ser voluntaria y no forzada". La solidaridad, viene a decir Juncker, sería un derecho ético y no un deber moral.
Sentimientos aparte y retornando a los hechos, reconoció que el plan que lleva su nombre generará crecimiento económico pero, tal como ya impone la tradición europea, no habrá empleo. Acto seguido pasó al relato compasivo: "No puedo aceptar que Europa sea el continente del desempleo juvenil".
¿Qué hacer? Su propuesta es crear un "cuerpo europeo de solidaridad" [sic] que participe en proyectos comunitarios como la atención a los refugiados. Para 2020, estima tener ocupados a unos 100.000 jóvenes. Según el último índice del Eurostat, solo en España el paro juvenil es de un 43,9% con 634.000 menores de 25 años desempleados. El voluntariado de Juncker para los próximos cinco años no despertará muchas expectativas, al menos, entre los jóvenes españoles.
Quizás el instante de mayor énfasis del discurso fue cuando Juncker sostuvo que Europa atraviesa una crisis existencial. ¿Fue este el momento filosófico del discurso? Tal vez pensaría en el Sartre que expresó que solo existimos en la mirada de los demás. De allí la solidaridad con los refugiados. O también, con el mismo colectivo en su mente, recordó que el infierno son los otros.
En Volar en círculos, el libro de memorias de John Le Carré que se acaba de publicar, su autor recuerda una cita de Graham Greene: «Si quieres hablar del dolor humano, tienes el deber de compartirlo». No parece que Juncker comparta ni sienta la intemperie y el desarraigo como los pueden experimentar un refugiado o la impotencia de un joven desempleado.
Esta levedad no es patrimonio de Juncker. Cuando George W. Bush presentó en el año 2000 en su plataforma electoral, el «conservadurismo compasivo» ( compassionate conservatism) como un programa de tolerancia, inclusión y multiculturalidad, se posicionaba en esta línea. La filósofa Michela Marzano explica la diferencia entre compasional y compasión: lo primero «es una emoción que va hacia uno mismo e intenta embellecer, por medio de otro, la bonita imagen que uno mismo se fabrica. La compasión, en cambio, tiende a eliminar la distancia entre el que la siente y el que es objeto de ella».
Juncker, al igual que Mariano Rajoy, intentan construir su imagen con relatos que solo buscan construir sus propias máscaras pero no pretenden modificar nada en el cuerpo social que se derrumba ante ellos.
Así como Junker no se pone en el lugar de un inmigrante, Mariano Rajoy no se coloca de manera compasiva en el sitio de un parado. Lo hace de manera compasional como cuando se sacó fotografías en la cola del INEM pero, jamás, lo ha hecho de manera real –a pesar de que no se cansa de invocar a la realidad–: hay una reforma laboral, un paro estructural y un crecimiento exponencial del trabajo temporal no solo de meses o de días, incluso de horas. En este sentido, las operaciones en el plano semántico dan resultado, ya que este tipo de empleo en el último Gobierno de Felipe González se le llamaba "trabajo basura".
Se ha perseguido en los últimos días a Rajoy para que se pronuncie sobre Rita Barberá. En su partido se oyen voces contemporizadoras con Barberá como la de María Dolores de Cospedal o radicales como las de Cristina Cifuentes. En el PSOE, obviamente son extremadamente críticos con el pack de la corrupción conservadora: Bárcenas, Soria, Matas y Barberá. Los populares, por su parte, señalan a Griñán y Chaves. ¿Cuál es peor?
La corrupción es un problema político que no se agota, como pretenden, solo con la ley sino con herramientas políticas que lo superen y como parte de un programa más amplio que incluya a los problemas sociales. La cuestión social es el sujeto de la crisis y no la corrupción, una consecuencia lógica de este sistema.
La fórmula Junker, por su parte, utiliza la solidaridad voluntaria para el drama de los refugiados y menciona el populismo como problema derivado de ellos cuando el populismo, la "primavera patriótica" de Le Pen o el Brexit de Nigel Farage y Boris Johnson, son obra del plan de crecimiento asimétrico, cuya nueva etapa –dice Junker– entre otros beneficios, disminuirá el desempleo juvenil con un voluntariado para asistir a los refugiados.
Cuenta Le Carré en la introducción de su biografía que el título original ( The Pigeon Tunnel, "el túnel de las palomas") tiene origen en una visión suya, adolescente, en Montecarlo. Junto al casino, cuenta Le Carré, había un club de tiro y debajo de este, unos túneles subterráneos en los que introducían a las palomas vivas, nacidas y atrapadas debajo del tejado del casino. Las palomas avanzaban aleteando por esas galerías oscuras hasta salir al cielo abierto del Mediterráneo. Los tiradores del club descargaban, entonces, sus escopetas sobre ellas. Las que se salvaban volvían, como suelen hacer las palomas, al lugar de partida, debajo del tejado del casino para repetir otra vez el ciclo.
Propone Le Carré al lector que piense en el significado de esta parábola ("sabrá juzgar mejor que yo", escribe). Podríamos aventurar, por ejemplo, que los parados, momentáneamente ocupados en un trabajo basura, y los refugiados tienen la misma suerte que las palomas del casino de Montecarlo."
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2016.08.14 13:30 ShaunaDorothy El enfoque marxista de la liberación de la mujer - El comunismo y la familia ( 1 - 2 ) (Mayo de 2016)

https://archive.is/7HsFd
Espartaco No. 45 Mayo de 2016
En la Declaración de principios y algunos elementos de programa, la Liga Comunista Internacional (Cuartainternacionalista) expone nuestra tarea de “construir partidos leninistas como secciones nacionales de una internacional centralista-democrática cuyo propósito es dirigir a la clase obrera a la victoria mediante revoluciones socialistas a través del mundo” (Spartacist [Edición en español] No. 29, agosto de 1998). Sólo mediante la toma del poder podrá el proletariado acabar con el capitalismo como sistema y abrir el camino hacia un mundo sin explotación ni opresión. Crucial para esta perspectiva es la lucha por la emancipación de la mujer, cuya opresión se remonta al comienzo de la propiedad privada y no podrá ser eliminada sin la abolición de la sociedad de clases.
La Declaración explica que nuestra meta en última instancia es la creación de una sociedad nueva, una sociedad comunista:
“La victoria del proletariado a escala mundial pondría una abundancia material inimaginable al servicio de las necesidades humanas, sentaría las bases para la eliminación de las clases sociales y la erradicación de la desigualdad social basada en el sexo, y la abolición misma del significado social de la raza, nacionalidad o etnia. Por primera vez, la humanidad tomará las riendas de la historia y controlará su propia creación, la sociedad, llevando a una emancipación jamás imaginada del potencial humano, y a una ola monumental de avance de la civilización. Sólo entonces será posible realizar el desarrollo libre de cada individuo como la condición para el desarro- llo libre de todos”.
La mayoría de las organizaciones que se hacían llamar marxistas solían aceptar la meta de una sociedad comunista, aunque no coincidieran en nada más. Pero desde el colapso de la Unión Soviética en 1991-1992 esto ya no es así. Sólo la LCI se adhiere a la perspectiva del comunismo mundial que expusieron por primera vez Karl Marx y Friedrich Engels.
Este clima ideológico de la “muerte del comunismo” ha llevado a que prevalezcan nociones falsas y estrechas de lo que es el marxismo. En la conciencia popular, el comunismo ha quedado reducido a la nivelación económica (igualdad en un nivel bajo de ingreso y de consumo) bajo la propiedad estatal de los recursos económicos. Por el contrario, la base material para el cumplimiento del programa marxista es la superación de la escasez económica mediante el aumento progresivo de la productividad del trabajo. Para realizarse plenamente, ello exige varias generaciones de desarrollo socialista basado en una economía colectivizada a escala mundial. Así, se desarrollará una sociedad en la que el estado (aparato coercitivo especial que defiende el orden de la clase dominante a través de destacamentos de hombres armados) se habrá extinguido, la filiación nacional habrá desaparecido y la institución de la familia —principal fuente de la opresión de la mujer— habrá sido remplazada por medios colectivos para cuidar y socializar a los niños y por la más amplia libertad en las relaciones sexuales.
El marxismo y la “naturaleza humana”
En el pasado, los intelectuales que consideraban semejante sociedad indeseable y/o imposible, no dejaban de reconocer que era eso lo que los marxistas llamaban comunismo. Por ejemplo, en El malestar en la cultura (1930), una exposición popular de su concepción del mundo, Sigmund Freud ofrece una breve crítica del comunismo. No hay evidencia de que haya estudiado las obras de Marx y Engels ni de que haya leído las de V.I. Lenin y otros líderes bolcheviques. Su comprensión (e incomprensión) del comunismo le era común a muchos intelectuales europeos y estadounidenses de su tiempo, independientemente de sus convicciones políticas.
Freud basaba su crítica del comunismo en el punto de vista de que “la tendencia agresiva es una disposición instintiva innata y autónoma del ser humano” y concluía que el proyecto comunista de una sociedad armoniosa contravenía la naturaleza humana:
“No me concierne la crítica económica del sistema comunista; no me es posible investigar si la abolición de la propiedad privada es oportuna y conveniente; pero, en cambio, puedo reconocer como vana ilusión su hipótesis psicológica. Es verdad que al abolir la propiedad privada se sustrae a la agresividad humana uno de sus instrumentos, sin duda uno muy fuerte, pero de ningún modo el más fuerte de todos. Sin embargo, nada se habrá modificado con ello en las diferencias de poderío y de influencia que la agresividad aprovecha para sus propósitos; tampoco se habrá cambiado la esencia de ésta... Si se eliminara el derecho personal a poseer bienes materiales, aún subsistirían los privilegios derivados de las relaciones sexuales, que necesariamente deben convertirse en fuente de la más intensa envidia y de la más violenta hostilidad entre los seres humanos, equiparados en todo lo restante. Si también se aboliera este privilegio, decretando la completa libertad de la vida sexual, suprimiendo, pues, la familia, célula germinal de la cultura, entonces, es verdad, sería imposible predecir qué nuevos caminos seguiría la evolución de ésta; pero cualesquiera que ellos fueren, podemos aceptar que las inagotables tendencias intrínsecas de la naturaleza humana tampoco dejarían de seguirlos”.
Freud entendía correctamente que en la visión comunista de la sociedad futura la familia se habrá extinguido y habrá una “completa libertad de la vida sexual”. La visión de Freud era incorrecta en tanto que los marxistas reconocen que la familia no puede simplemente abolirse; sus funciones necesarias, especialmente la crianza de la siguiente generación, deben ser remplazadas por medios socializados de cuidado infantil y trabajo doméstico.
Si bien Freud ya no tiene la autoridad ideológica que solía tener, la idea de que la “naturaleza humana” hace imposible un mundo comunista sigue siendo común, aunque los argumentos específicos puedan diferir. Los marxistas, en cambio, insistimos en que es la escasez material lo que da lugar a las salvajes reyertas por los recursos escasos. Es por ello que el comunismo es concebible sólo con un nivel sin precedentes de abundancia material, acompañado de un inmenso salto en el nivel cultural de la sociedad. Es la existencia de las clases, actualmente en la forma de un orden capitalista-imperialista obsoleto, lo que infesta a la sociedad humana con brutalidad y violencia. Como escribió el autor marxista Isaac Deutscher en “Sobre el hombre socialista” (1966): “utilizan el homo homini lupus [el hombre es el lobo del hombre] como grito de guerra contra el progreso y el socialismo y agitan al espantajo del eterno lupus humano en provecho del verdadero y sanguinario lupus del imperialismo contemporáneo”.
Para Freud, la “agresión innata” de las relaciones sexuales era el problema con la naturaleza humana. ¿Cuál es la realidad? La patología social asociada a lo que Freud percibía como rivalidad sexual tendría poca razón de ser en una sociedad comunal plenamente libre en la que la vida sexual fuera independiente del acceso al alimento, la vivienda, la educación y demás necesidades y comodidades cotidianas. Cuando la familia se haya extinguido junto con las clases y el estado, la crianza comunal que la remplace llevará a una nueva sicología y cultura entre la gente que crezca en esas condiciones. Los valores sociales patriarcales —“mi” mujer, “mis” hijos— se desvanecerán junto con el sistema opresivo que los genera. La relación de los niños entre sí y con las personas que les enseñan y guían serán multilaterales, complejas y dinámicas. Es la institución de la familia lo que ata al sexo y al amor a la propiedad, con todo lo que salga de la camisa de fuerza de la monogamia heterosexual considerado “pecado”.
La familia bajo el capitalismo es el principal mecanismo de la opresión de la mujer y de la juventud, atada por innumerables lazos interrelacionados con las operaciones básicas de la economía de “libre mercado”. La familia, el estado y la religión organizada conforman un tripié de opresión en el que se sostiene el orden capitalista. En los países del Tercer Mundo, el atraso y la pobreza arraigados, promovidos por la dominación imperialista, conducen a prácticas horriblemente opresivas como el velo, el precio de la novia y la mutilación genital femenina.
En las sociedades capitalistas avanzadas, como la estadounidense, podría pensarse que la gente lleva una vida complicada, más parecida a las presentadas en programas de televisión como Modern Family o Transparent que a la comedia de los años cincuenta Papá lo sabe todo. Sin embargo, las decisiones personales de la gente están constreñidas por la ley, la economía y los prejuicios de la sociedad de clases; esto es especialmente cierto en el caso de la clase obrera y los pobres. Remplazar la familia por instituciones colectivas es el aspecto más radical del programa comunista, y el que traerá los cambios más profundos y drásticos en la vida cotidiana, incluida la de los niños.
Nuestros oponentes en la izquierda y la cacería de brujas antisexo
En la actualidad, la visión de una sociedad sin la institución opresiva de la familia ya no puede hallarse en la gran mayoría de los que dicen estar por el marxismo, el socialismo o la liberación de la mujer. Hace ya décadas que los estalinistas, con su dogma antimarxista del “socialismo en un solo país”, renunciaron al entendimiento de que era necesaria una sociedad socialista global para conseguir la plena liberación humana, incluyendo la de la mujer. Una consecuencia de ello fue la rehabilitación estalinista de la opresiva familia como un pilar “socialista”. En “La Revolución Rusa y la emancipación de la mujer” (Spartacist [Edición en español] No. 34, noviembre de 2006), tratamos esta cuestión a profundidad.
Hoy, otros supuestos marxistas, entre ellos algunos que afirman ser trotskistas, simplemente siguen la doctrina feminista liberal (burguesa) prevaleciente en cuanto a la liberación de la mujer, apoyando implícitamente a las instituciones de la familia y el estado burgués. Un ejemplo de ello lo dan las reacciones histéricas de nuestros oponentes ante nuestra defensa de los derechos de la North American Man/Boy Love Association (Asociación Norteamericana de Amor entre Hombres y Muchachos, NAMBLA), que está por la legalización del sexo consensual entre hombres y muchachos, así como de otros perseguidos por su “depravación” sexual. La LCI se ha opuesto consistentemente a la intervención del gobierno en la vida privada y exige derogar todas las leyes contra los “crímenes sin víctimas” consensuales, como la prostitución, el consumo de drogas y la pornografía.
Los aullidos de muchos radicales y feministas contra NAMBLA expresan los “valores familiares” que impulsan los políticos e ideólogos burgueses. Durante décadas, la reacción antisexo patrocinada por el gobierno ha tomado varias formas: el prejuicio fanático antigay, una cacería de brujas contra los trabajadores de las guarderías, la prohibición de que se distribuyan entre adolescentes anticonceptivos e información sobre el control de la natalidad, y el encarcelamiento de “desviados”. Este asalto reaccionario estuvo acompañado por terrorismo extralegal, como las bombas en las clínicas de aborto. Gran parte de esta persecución busca fortalecer al estado burgués en su regulación de la población y difundir el pánico como una distracción de la verdadera brutalidad de la vida en esta sociedad retorcida, cruel, prejuiciosa y racista.
En artículos anteriores, hemos explorado algunas de las ambigüedades de la sexualidad en una sociedad donde las deformidades de la desigualdad de clase y de la opresión racial y sexual pueden producir mucho sufrimiento personal y cosas desagradables. Hemos afirmado que, mientras que el abuso infantil es un crimen horrendo y cruel, muchos encuentros sexuales ilegales son totalmente consensuales y no producen por sí mismos ningún daño. La mezcolanza deliberada de todo lo que vaya desde las caricias mutuas entre hermanos hasta la violación horrenda de un niño pequeño por parte de un adulto crea un clima social de histeria antisexo en el que los perpetradores de la violencia real contra los niños a menudo quedan impunes. Hemos señalado que las proclividades sexuales de las especies gregarias de mamíferos como el Homo sapiens claramente no encajan en la rígida monogamia heterosexual decretada por la moral burguesa.
Como medida básica de defensa frente a la persecución estatal de los jóvenes que quieren tener sexo (así sea sexting), nos oponemos a las reaccionarias leyes de la “edad de consentimiento”, con las que el estado decreta cierta edad arbitraria a partir de la cual permite el sexo, sin importarle que dicha edad cambie con el tiempo y varíe de un estado a otro en EE.UU. Al tratar esas cuestiones, nos ubicamos firmemente en oposición al estado capitalista y todos sus esfuerzos por reforzar y sostener el orden burgués explotador. Ésa es la aplicación, bajo las actuales circunstancias, de nuestra meta de la libertad sexual para todos, incluyendo a los niños y los adolescentes, en un futuro comunista. Esto tiene una importancia particular para los jóvenes adultos, de los que se espera que pasen los años que siguen a la pubertad bajo el yugo de la dependencia de sus padres. Llamamos por estipendios plenos para todos los estudiantes como parte de nuestro programa por una educación gratuita y de calidad para todos, para que los jóvenes puedan ser genuinamente independientes de sus familias.
Por el contrario, la International Socialist Organization (ISO, Organización Socialista Internacional) se niega a llamar por la abolición de las leyes de la edad de consentimiento actuales. En un artículo titulado “Youth, Sexuality and the Left” [La juventud, la sexualidad y la izquierda], la dirigente de la ISO Sherry Wolf blande su pica contra el partidario de NAMBLA David Thorstad por ser “el más ardiente y añejo defensor de la pederastia en la izquierda” (socialistworker.org, 2 de marzo de 2010). Wolf cita su propio libro Sexuality and Socialism: History, Politics and Theory of LGBT Liberation (Sexualidad y socialismo: Historia, política y teoría de la liberación LGBT, Haymarket Books, 2009): “Un consentimiento genuino, libre de la desigualdad de poder, no puede dárselo un niño a un hombre de 30”. El artículo de Wolf continúa: “En nuestra sociedad, las relaciones entre adultos y niños no son las de individuos iguales en lo emocional, lo físico, lo social ni lo económico. Los niños y los púberes no tienen la madurez, la experiencia ni el poder para tomar decisiones realmente libres respecto a sus relaciones con adultos. Sin eso, no puede haber consentimiento genuino”.
¿“Decisiones realmente libres”? Pocas relaciones entre adultos cumplirían con esta definición de consentimiento. En los hechos, Wolf pone a los jóvenes menores de 18 años y a sus parejas a merced del estado burgués. El único principio guía para toda relación sexual debería ser el consentimiento efectivo —es decir, el acuerdo y entendimiento mutuo entre todas las partes involucradas— independientemente de la edad, el género o la preferencia sexual.
El que la ISO abandone a los jóvenes al opresivo status quo sexual refleja su acomodación a los prejuicios del orden capitalista y las actitudes atrasadas de la población en general. En última instancia, viene de la vieja oposición de la ISO a toda perspectiva de movilización revolucionaria de la clase obrera hacia la toma del poder y la creación de un estado obrero —la dictadura del proletariado— que abra el camino hacia una sociedad comunista. Para la ISO, el socialismo es más o menos la aplicación acumulada de la “democracia” a todos los sectores oprimidos, entre los cuales la clase obrera es simplemente uno más. La ISO procura presionar a los capitalistas para que reformen su sistema de explotación. Su perspectiva de la liberación de la mujer refleja la misma fe conmovedora en las fuerzas de la reforma.
Por qué los marxistas no somos feministas
Cosa interesante, en los últimos años la ISO ha estado discutiendo en las páginas de su periódico, el Socialist Worker, acerca de las teorías sobre la liberación de la mujer. Parece ser que su motivación es el deseo de abandonar su postura anterior de oposición al feminismo como una ideología burguesa, para poder adoptar activamente la etiqueta de feminista o “feminista socialista”. Por ejemplo, en una charla de la conferencia Social-ism de la ISO en 2013 (publicada en “Marxism, Feminism and the Fight for Liberation” [Marxismo, feminismo y la lucha por la liberación], socialistworker.org, 10 de julio de 2013), Abbie Bakan sugirió: “La afirmación teórica de que hay bases para un enfoque marxista coherente que esté por la ‘liberación de la mujer’, pero contra el ‘feminismo’, carece de sentido”. (Hasta marzo de ese año, Bakan había sido una destacada partidaria de los International Socialists [Socialistas Internacionales] de Canadá, primos políticos de la ISO.)
La reciente adopción teórica explícita por parte de la ISO del “feminismo socialista” no es más que otra cubierta para el mismo contenido liberal. Sin embargo, nos ofrece la oportunidad de reafirmar la vieja posición marxista respecto a la familia y enfatizar que la emancipación de la mujer es fundamental para la revolución socialista e inseparable de ella. Contra lo que dice la ideología feminista, la plena igualdad legal no basta para superar la opresión de la mujer, que está profundamente enraizada en la familia y la propiedad privada.
Como siempre hemos enfatizado, marxismo y feminismo son viejos enemigos políticos. Eso requiere una explicación. En Estados Unidos y otros lugares se ha vuelto común aplicar el término “feminista” a quienes piensan que hombres y mujeres deberían ser iguales. Sin embargo, al lidiar con la desigualdad, el feminismo acepta los confines de la sociedad capitalista existente. Como ideología, el feminismo nació a finales del siglo XIX, reflejando las aspiraciones de una capa de mujeres burguesas y pequeñoburguesas que reclamaban sus prerrogativas de clase: derecho a la propiedad y a la herencia, acceso a la educación y las profesiones, y derecho al voto. Los marxistas buscamos mucho más que esta limitada idea de “igualdad de género”.
Los marxistas reconocemos que la liberación de la mujer no puede ocurrir sin la liberación de toda la raza humana de la explotación y la opresión: ése es nuestro fin. Hace bastante más de un siglo August Bebel, el dirigente histórico del Partido Socialdemócrata de Alemania, lo explicó claramente en su libro La mujer y el socialismo (1879), un clásico marxista. Reeditada varias veces, esta obra fue leída por millones de obreros de distintas generaciones antes de la Primera Guerra Mundial. La riqueza de su visión de la emancipación de la mujer no puede hallarse en ninguno de los escritos de la ISO al respecto:
“[La mujer] elegirá para su actividad los terrenos que correspondan a sus deseos, inclinaciones y disposiciones y trabajará en las mismas condiciones que el hombre. Lo mismo que todavía será obrera práctica en cualquier oficio, durante otra parte del día será educadora, maestra, enfermera, y durante otra parte ejercitará cualquier arte o ciencia y cumplirá en una cuarta parte cualquier función administrativa”.
—La mujer y el socialismo (Ediciones de Cultura Popular, 1978)
Lo que es especialmente significativo de la descripción que hace Bebel de la naturaleza emancipadora del trabajo en la sociedad socialista es que se aplica igualmente a los hombres. Eso apunta al núcleo del motivo por el que marxismo y feminismo son mutuamente excluyentes y de hecho antagónicos. Los feministas consideran que la división básica de la sociedad es entre hombres y mujeres, mientras que los socialistas reconocemos que los obreros de ambos sexos deben luchar juntos para acabar con la opresión y la explotación que sufren por parte de la clase capitalista.
Marx desvirtuado
En su giro teórico a favor del “feminismo socialista”, la ISO está promoviendo el libro Marxism and the Oppression of Women: Toward a Unitary Theory (Marxismo y la opresión de la mujer: Hacia una teoría unitaria, Haymarket Books, 2013) de Lise Vogel. Publicado originalmente en 1983, el libro se reeditó como parte de la serie Historical Materialism con una introducción encomiástica de dos académicos canadienses partidarios del ultrarreformista New Socialist Group (Nuevo Grupo Socialista). Incluso hace 30 años, el medio “feminista socialista” al que se dirige Vogel ya se había disuelto en la nada. Pero, dado que Vogel pretende representar un polo marxista dentro del movimiento o corriente intelectual “socialfeminista”, hoy a la ISO le cuadra promover su libro.
En la sección introductoria del libro, Vogel se deslinda ecuánimemente tanto de los feministas no marxistas como de los marxistas no feministas. Se fija como su tarea principal analizar el carácter de la opresión de la mujer dentro de la estructura y dinámica del sistema económico capitalista. Su tratamiento de Marx y Engels es confuso, contradictorio y rimbombante. Se enfoca principalmente en la relación entre el trabajo doméstico y la reproducción generacional de la fuerza de trabajo. Para Vogel, la opresión de la mujer se reduce estrechamente al trabajo doméstico (no pagado). Afirmando explícitamente que “la categoría de ‘la familia’...es insuficiente como punto de partida analítico”, Vogel pasa por alto las cuestiones más amplias del papel de la familia en la opresión de la mujer y los niños y su importancia como sostén clave del orden capitalista. La familia sirve para atomizar a la clase obrera y propagar el individualismo burgués como barrera a la solidaridad de clase.
Su concepción estrecha de la opresión de la mujer no impide a Vogel calumniar a Engels como “determinista económico”. Simplemente deja de lado los aspectos culturales y sociales incluidos en la riqueza de los argumentos que Engels presenta en El origen de la familia, la propiedad privada y el estado (1884). Para tomar un ejemplo, Vogel se queja de que Engels “no vincula claramente el desarrollo de una esfera especial relacionada a la reproducción de la fuerza de trabajo con el surgimiento de la sociedad de clases o quizá la sociedad capitalista”. Aparentemente, esto significa que Engels no muestra cómo el surgimiento de la sociedad de clases llegó a pesar sobre el papel de la mujer en la crianza de los hijos. Esto simplemente no es verdad.
En El origen de la familia, la propiedad privada y el estado, Engels describe cómo la familia se originó en el neolítico cuando la sociedad se dividió en clases por vez primera. Apoyándose en la información disponible en aquella época, Engels se basó mucho en el trabajo pionero de Lewis Henry Morgan entre los iroqueses del norte del estado de Nueva York para entender las sociedades primitivas sin clases. Engels describió cómo la invención de la agricultura creó un excedente social que permitió, por primera vez, el desarrollo de una clase dominante ociosa que vivía del trabajo ajeno. La familia, específicamente la monogamia de la mujer, fue necesaria para asegurar la transmisión ordenada de la propiedad y el poder a los herederos del patriarca, la siguiente generación de la clase dominante. Si bien es mucho lo que se ha descubierto sobre las primeras etapas de la sociedad humana desde tiempos de Engels, su entendimiento fundamental ha resistido la prueba del tiempo.
Vogel no analiza la función social de la familia para la clase obrera bajo el capitalismo, donde sirve para criar a la siguiente generación de esclavos asalariados. En El capital, Marx explicó que el costo de la fuerza de trabajo está determinado por el costo de manutención y reproducción del obrero: sus gastos cotidianos, su capacitación y el sostén de su pareja y sus hijos. Para aumentar la ganancia, los capitalistas buscan bajar el costo del trabajo: no sólo de los salarios que pagan a los bolsillos de los obreros, sino también de los servicios como la educación y la salud públicas, que son necesarios para la manutención del proletariado.
El feminismo a veces critica algunos aspectos de la familia, pero en general sólo para quejarse de los “roles de género”, como si el problema fuera una discusión sobre el estilo de vida respecto a quién debe lavar los platos o darle al bebé su mamila. El problema es la institución de la familia, que integra a la gente a la sociedad desde la infancia de manera que acate ciertas normas, respete a la autoridad y desarrolle los hábitos de obediencia y deferencia que son tan útiles a la obtención de ganancias por parte de los capitalistas. La familia le es invaluable a la burguesía como reserva de pequeña propiedad privada y en algunos casos de pequeña producción, operando como freno ideológico a la conciencia social. Vogel pasa por alto estas cuestiones y se enfoca estrictamente en el “trabajo doméstico” no pagado de la mujer.
El fin último
La posición de Vogel es incluso más débil en lo que toca al fin último de la liberación de la mujer. Esto se ve especialmente en lo que no dice. Vogel divorcia la emancipación de la mujer de la superación de la escasez económica y del remplazo del trabajo enajenado —tanto en la fábrica como en el hogar— por el trabajo creativo y gratificante. Tanto el fin último de una sociedad comunista como los medios básicos para lograrlo quedan fuera de los confines intelectuales del “feminismo socialista” de Vogel.
Cuando Marx y Engels explicaron que suscribían un entendimiento materialista de la sociedad y del cambio social, no se referían sólo al capitalismo y las sociedades de clase anteriores (como el feudalismo). También proporcionaron un entendimiento materialista de la futura sociedad sin clases. De hecho, ésa era su diferencia fundamental con las principales corrientes socialistas de principios del siglo XIX —los owenistas, fourieristas y saint-simonianos— como las resumió Engels en Del socialismo utópico al socialismo científico (originalmente parte de su polémica de 1878, Anti-Dühring). Marx y Engels reconocían que una sociedad socialista —entendida como la etapa inicial del comunismo— requeriría un nivel de productividad del trabajo muy superior incluso a la de los países capitalistas más avanzados de hoy. Esto se logrará mediante una expansión continua del conocimiento científico y su aplicación tecnológica.
Vogel no comparte esa concepción. Esto queda particularmente claro en su análisis de los primeros años de la Rusia soviética. Expresando un gran aprecio del entendimiento que tenía Lenin de la opresión de la mujer y de su compromiso por superarla, cita con aprobación un discurso de 1919, “Las tareas del movimiento obrero femenino en la República Soviética”:
“Todas ustedes saben que incluso cuando las mujeres gozan de plenos derechos, en la práctica siguen esclavizadas, porque todas las tareas domésticas pesan sobre ellas. En la mayoría de los casos las tareas domésticas son el trabajo más improductivo, más embrutecedor y más arduo que pueda hacer una mujer. Es un trabajo extraordinariamente mezquino y no incluye nada que de algún modo pueda contribuir al desarrollo de la mujer.
“En la prosecución del ideal socialista, queremos luchar por la realización total del socialismo, y se abre aquí un amplio campo de acción para la mujer. Realizamos ahora serios preparativos a fin de desbrozar el terreno para la construcción del socialismo, pero la construcción del socialismo comenzará sólo cuando hayamos logrado la completa igualdad de la mujer, y cuando acometamos las nuevas tareas junto con la mujer, que habrá sido liberada del trabajo mezquino, embrutecedor, improductivo”.
Vogel presenta equivocadamente a Lenin como una voz solitaria clamando en el desierto e implica que el principal obstáculo para superar la opresión de la mujer en los primeros años de la Rusia soviética era ideológico: las generalizadas actitudes patriarcales entre los hombres de la clase obrera y el campesinado combinadas con una supuesta indiferencia por la liberación de la mujer entre los cuadros, mayoritariamente varones, del Partido Bolchevique. Vogel escribe:
“Los señalamientos de Lenin respecto al machismo nunca tomaron forma programática, y la campaña contra el atraso ideológico masculino nunca pasó de ser un tema menor en la práctica bolchevique. Sin embargo, sus observaciones sobre el problema representaron una admisión extremadamente inusual de la seriedad del mismo... Las contribuciones teóricas de Lenin no lograron dejar una impresión duradera”.
De hecho, el gobierno soviético realizó enormes esfuerzos para aliviar a la mujer obrera de la carga del trabajo doméstico y la crianza de niños mediante el establecimiento de cocinas comunales, lavanderías, guarderías, etc. Tanto los bolcheviques como la Internacional Comunista establecieron departamentos especiales para el trabajo entre las mujeres. Durante los primeros años del estado obrero soviético, el Zhenotdel estuvo activo tanto en las regiones europeas como en las del Asia Central.
Los límites de las medidas liberadoras del gobierno comunista bajo V.I. Lenin y León Trotsky no fueron ideológicos, sino producto de condiciones objetivas: la pobreza de recursos materiales, agravada por años de guerra imperialista y guerra civil. En un ensayo de 1923 titulado “De la vieja a la nueva familia”, incluido en la compilación de 1924 Problemas de la vida cotidiana (una obra que Vogel no menciona siquiera), Trotsky explicó:
“En principio, la preparación material de las condiciones para un nuevo modo de vida y una nueva familia no puede separarse tampoco del trabajo de la construcción socialista. El estado de los trabajadores necesita mayor prosperidad con el fin de que le sea posible tomar seriamente en sus manos la educación pública de los niños y aliviar asimismo a la familia de los cuidados de la limpieza y la cocina. La socialización de la familia, del manejo de la casa y de la educación de los niños no será posible sin una notable mejoría de toda nuestra economía. Necesitamos una mayor proporción de formas económicas socialistas. Sólo bajo tales condiciones, podremos liberar a la familia de las funciones y cuidados que actualmente la oprimen y desintegran. El lavado debe estar a cargo de una lavandería pública, la alimentación a cargo de comedores públicos, la confección del vestido debe realizarse en los talleres. Los niños deben ser educados por excelentes maestros pagados por el estado y que tengan una real vocación para su trabajo”.
La escasez material fue fuente de otro ámbito importante de desigualdad entre los hombres y las mujeres en los primeros años de la Rusia soviética (y por extensión en todo estado obrero económicamente atrasado). Se trata de la escasez de la mano de obra altamente calificada que requiere conocimientos y capacidades técnicas avanzados. A los obreros industriales calificados y los miembros de la intelectualidad técnica (ingenieros, arquitectos, etc.) había que pagarles salarios más altos que a los obreros no calificados, aunque la diferencia era mucho menor que en los países capitalistas. Este sector mejor pagado de la fuerza de trabajo, heredado del pequeño sector capitalista moderno de la Rusia zarista, era predominantemente masculino. Aunque se hicieron esfuerzos dirigidos a corregir esto, al joven estado obrero le faltaban los recursos materiales para educar y entrenar a las mujeres para que se volvieran maquinistas e ingenieras en cantidades suficientes a fin de superar el predominio masculino del trabajo calificado.
El libro de Vogel concluye con una proyección de cómo será la transición al comunismo tras el derrocamiento del capitalismo:
“Ante la terrible realidad de la opresión de la mujer, los socialistas utópicos del siglo XIX llamaron por la abolición de la familia. Todavía hoy, su drástica exigencia sigue teniendo adeptos entre los socialistas. En cambio, el materialismo histórico plantea la difícil cuestión de reducir y redistribuir simultáneamente el trabajo doméstico conforme éste se va transformando en un componente integral de la producción social en la sociedad comunista. Así como en la transición socialista ‘el estado no es “abolido”, sino que se extingue’, así también el trabajo doméstico debe extinguirse. Por lo tanto, durante la transición al comunismo una administración adecuada del trabajo doméstico y el trabajo femenino será un problema clave de la sociedad socialista, pues sólo sobre esta base pueden establecerse y conservarse las condiciones económicas, políticas e ideológicas de la verdadera liberación de la mujer. En el proceso, la familia, en su forma histórica particular como una unidad social basada en el parentesco para la reproducción de fuerza de trabajo explotable en la sociedad de clases, también se extinguirá, y con ella tanto las relaciones familiares patriarcales como la opresión de la mujer” [énfasis en el original].
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/45/familia.html
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2016.06.07 04:08 ShaunaDorothy El enfoque marxista de la liberación de la mujer - El comunismo y la familia ( 1 - 2 ) (Mayo de 2016)

https://archive.is/7HsFd
Espartaco No. 45 Mayo de 2016
En la Declaración de principios y algunos elementos de programa, la Liga Comunista Internacional (Cuartainternacionalista) expone nuestra tarea de “construir partidos leninistas como secciones nacionales de una internacional centralista-democrática cuyo propósito es dirigir a la clase obrera a la victoria mediante revoluciones socialistas a través del mundo” (Spartacist [Edición en español] No. 29, agosto de 1998). Sólo mediante la toma del poder podrá el proletariado acabar con el capitalismo como sistema y abrir el camino hacia un mundo sin explotación ni opresión. Crucial para esta perspectiva es la lucha por la emancipación de la mujer, cuya opresión se remonta al comienzo de la propiedad privada y no podrá ser eliminada sin la abolición de la sociedad de clases.
La Declaración explica que nuestra meta en última instancia es la creación de una sociedad nueva, una sociedad comunista:
“La victoria del proletariado a escala mundial pondría una abundancia material inimaginable al servicio de las necesidades humanas, sentaría las bases para la eliminación de las clases sociales y la erradicación de la desigualdad social basada en el sexo, y la abolición misma del significado social de la raza, nacionalidad o etnia. Por primera vez, la humanidad tomará las riendas de la historia y controlará su propia creación, la sociedad, llevando a una emancipación jamás imaginada del potencial humano, y a una ola monumental de avance de la civilización. Sólo entonces será posible realizar el desarrollo libre de cada individuo como la condición para el desarro- llo libre de todos”.
La mayoría de las organizaciones que se hacían llamar marxistas solían aceptar la meta de una sociedad comunista, aunque no coincidieran en nada más. Pero desde el colapso de la Unión Soviética en 1991-1992 esto ya no es así. Sólo la LCI se adhiere a la perspectiva del comunismo mundial que expusieron por primera vez Karl Marx y Friedrich Engels.
Este clima ideológico de la “muerte del comunismo” ha llevado a que prevalezcan nociones falsas y estrechas de lo que es el marxismo. En la conciencia popular, el comunismo ha quedado reducido a la nivelación económica (igualdad en un nivel bajo de ingreso y de consumo) bajo la propiedad estatal de los recursos económicos. Por el contrario, la base material para el cumplimiento del programa marxista es la superación de la escasez económica mediante el aumento progresivo de la productividad del trabajo. Para realizarse plenamente, ello exige varias generaciones de desarrollo socialista basado en una economía colectivizada a escala mundial. Así, se desarrollará una sociedad en la que el estado (aparato coercitivo especial que defiende el orden de la clase dominante a través de destacamentos de hombres armados) se habrá extinguido, la filiación nacional habrá desaparecido y la institución de la familia —principal fuente de la opresión de la mujer— habrá sido remplazada por medios colectivos para cuidar y socializar a los niños y por la más amplia libertad en las relaciones sexuales.
El marxismo y la “naturaleza humana”
En el pasado, los intelectuales que consideraban semejante sociedad indeseable y/o imposible, no dejaban de reconocer que era eso lo que los marxistas llamaban comunismo. Por ejemplo, en El malestar en la cultura (1930), una exposición popular de su concepción del mundo, Sigmund Freud ofrece una breve crítica del comunismo. No hay evidencia de que haya estudiado las obras de Marx y Engels ni de que haya leído las de V.I. Lenin y otros líderes bolcheviques. Su comprensión (e incomprensión) del comunismo le era común a muchos intelectuales europeos y estadounidenses de su tiempo, independientemente de sus convicciones políticas.
Freud basaba su crítica del comunismo en el punto de vista de que “la tendencia agresiva es una disposición instintiva innata y autónoma del ser humano” y concluía que el proyecto comunista de una sociedad armoniosa contravenía la naturaleza humana:
“No me concierne la crítica económica del sistema comunista; no me es posible investigar si la abolición de la propiedad privada es oportuna y conveniente; pero, en cambio, puedo reconocer como vana ilusión su hipótesis psicológica. Es verdad que al abolir la propiedad privada se sustrae a la agresividad humana uno de sus instrumentos, sin duda uno muy fuerte, pero de ningún modo el más fuerte de todos. Sin embargo, nada se habrá modificado con ello en las diferencias de poderío y de influencia que la agresividad aprovecha para sus propósitos; tampoco se habrá cambiado la esencia de ésta... Si se eliminara el derecho personal a poseer bienes materiales, aún subsistirían los privilegios derivados de las relaciones sexuales, que necesariamente deben convertirse en fuente de la más intensa envidia y de la más violenta hostilidad entre los seres humanos, equiparados en todo lo restante. Si también se aboliera este privilegio, decretando la completa libertad de la vida sexual, suprimiendo, pues, la familia, célula germinal de la cultura, entonces, es verdad, sería imposible predecir qué nuevos caminos seguiría la evolución de ésta; pero cualesquiera que ellos fueren, podemos aceptar que las inagotables tendencias intrínsecas de la naturaleza humana tampoco dejarían de seguirlos”.
Freud entendía correctamente que en la visión comunista de la sociedad futura la familia se habrá extinguido y habrá una “completa libertad de la vida sexual”. La visión de Freud era incorrecta en tanto que los marxistas reconocen que la familia no puede simplemente abolirse; sus funciones necesarias, especialmente la crianza de la siguiente generación, deben ser remplazadas por medios socializados de cuidado infantil y trabajo doméstico.
Si bien Freud ya no tiene la autoridad ideológica que solía tener, la idea de que la “naturaleza humana” hace imposible un mundo comunista sigue siendo común, aunque los argumentos específicos puedan diferir. Los marxistas, en cambio, insistimos en que es la escasez material lo que da lugar a las salvajes reyertas por los recursos escasos. Es por ello que el comunismo es concebible sólo con un nivel sin precedentes de abundancia material, acompañado de un inmenso salto en el nivel cultural de la sociedad. Es la existencia de las clases, actualmente en la forma de un orden capitalista-imperialista obsoleto, lo que infesta a la sociedad humana con brutalidad y violencia. Como escribió el autor marxista Isaac Deutscher en “Sobre el hombre socialista” (1966): “utilizan el homo homini lupus [el hombre es el lobo del hombre] como grito de guerra contra el progreso y el socialismo y agitan al espantajo del eterno lupus humano en provecho del verdadero y sanguinario lupus del imperialismo contemporáneo”.
Para Freud, la “agresión innata” de las relaciones sexuales era el problema con la naturaleza humana. ¿Cuál es la realidad? La patología social asociada a lo que Freud percibía como rivalidad sexual tendría poca razón de ser en una sociedad comunal plenamente libre en la que la vida sexual fuera independiente del acceso al alimento, la vivienda, la educación y demás necesidades y comodidades cotidianas. Cuando la familia se haya extinguido junto con las clases y el estado, la crianza comunal que la remplace llevará a una nueva sicología y cultura entre la gente que crezca en esas condiciones. Los valores sociales patriarcales —“mi” mujer, “mis” hijos— se desvanecerán junto con el sistema opresivo que los genera. La relación de los niños entre sí y con las personas que les enseñan y guían serán multilaterales, complejas y dinámicas. Es la institución de la familia lo que ata al sexo y al amor a la propiedad, con todo lo que salga de la camisa de fuerza de la monogamia heterosexual considerado “pecado”.
La familia bajo el capitalismo es el principal mecanismo de la opresión de la mujer y de la juventud, atada por innumerables lazos interrelacionados con las operaciones básicas de la economía de “libre mercado”. La familia, el estado y la religión organizada conforman un tripié de opresión en el que se sostiene el orden capitalista. En los países del Tercer Mundo, el atraso y la pobreza arraigados, promovidos por la dominación imperialista, conducen a prácticas horriblemente opresivas como el velo, el precio de la novia y la mutilación genital femenina.
En las sociedades capitalistas avanzadas, como la estadounidense, podría pensarse que la gente lleva una vida complicada, más parecida a las presentadas en programas de televisión como Modern Family o Transparent que a la comedia de los años cincuenta Papá lo sabe todo. Sin embargo, las decisiones personales de la gente están constreñidas por la ley, la economía y los prejuicios de la sociedad de clases; esto es especialmente cierto en el caso de la clase obrera y los pobres. Remplazar la familia por instituciones colectivas es el aspecto más radical del programa comunista, y el que traerá los cambios más profundos y drásticos en la vida cotidiana, incluida la de los niños.
Nuestros oponentes en la izquierda y la cacería de brujas antisexo
En la actualidad, la visión de una sociedad sin la institución opresiva de la familia ya no puede hallarse en la gran mayoría de los que dicen estar por el marxismo, el socialismo o la liberación de la mujer. Hace ya décadas que los estalinistas, con su dogma antimarxista del “socialismo en un solo país”, renunciaron al entendimiento de que era necesaria una sociedad socialista global para conseguir la plena liberación humana, incluyendo la de la mujer. Una consecuencia de ello fue la rehabilitación estalinista de la opresiva familia como un pilar “socialista”. En “La Revolución Rusa y la emancipación de la mujer” (Spartacist [Edición en español] No. 34, noviembre de 2006), tratamos esta cuestión a profundidad.
Hoy, otros supuestos marxistas, entre ellos algunos que afirman ser trotskistas, simplemente siguen la doctrina feminista liberal (burguesa) prevaleciente en cuanto a la liberación de la mujer, apoyando implícitamente a las instituciones de la familia y el estado burgués. Un ejemplo de ello lo dan las reacciones histéricas de nuestros oponentes ante nuestra defensa de los derechos de la North American Man/Boy Love Association (Asociación Norteamericana de Amor entre Hombres y Muchachos, NAMBLA), que está por la legalización del sexo consensual entre hombres y muchachos, así como de otros perseguidos por su “depravación” sexual. La LCI se ha opuesto consistentemente a la intervención del gobierno en la vida privada y exige derogar todas las leyes contra los “crímenes sin víctimas” consensuales, como la prostitución, el consumo de drogas y la pornografía.
Los aullidos de muchos radicales y feministas contra NAMBLA expresan los “valores familiares” que impulsan los políticos e ideólogos burgueses. Durante décadas, la reacción antisexo patrocinada por el gobierno ha tomado varias formas: el prejuicio fanático antigay, una cacería de brujas contra los trabajadores de las guarderías, la prohibición de que se distribuyan entre adolescentes anticonceptivos e información sobre el control de la natalidad, y el encarcelamiento de “desviados”. Este asalto reaccionario estuvo acompañado por terrorismo extralegal, como las bombas en las clínicas de aborto. Gran parte de esta persecución busca fortalecer al estado burgués en su regulación de la población y difundir el pánico como una distracción de la verdadera brutalidad de la vida en esta sociedad retorcida, cruel, prejuiciosa y racista.
En artículos anteriores, hemos explorado algunas de las ambigüedades de la sexualidad en una sociedad donde las deformidades de la desigualdad de clase y de la opresión racial y sexual pueden producir mucho sufrimiento personal y cosas desagradables. Hemos afirmado que, mientras que el abuso infantil es un crimen horrendo y cruel, muchos encuentros sexuales ilegales son totalmente consensuales y no producen por sí mismos ningún daño. La mezcolanza deliberada de todo lo que vaya desde las caricias mutuas entre hermanos hasta la violación horrenda de un niño pequeño por parte de un adulto crea un clima social de histeria antisexo en el que los perpetradores de la violencia real contra los niños a menudo quedan impunes. Hemos señalado que las proclividades sexuales de las especies gregarias de mamíferos como el Homo sapiens claramente no encajan en la rígida monogamia heterosexual decretada por la moral burguesa.
Como medida básica de defensa frente a la persecución estatal de los jóvenes que quieren tener sexo (así sea sexting), nos oponemos a las reaccionarias leyes de la “edad de consentimiento”, con las que el estado decreta cierta edad arbitraria a partir de la cual permite el sexo, sin importarle que dicha edad cambie con el tiempo y varíe de un estado a otro en EE.UU. Al tratar esas cuestiones, nos ubicamos firmemente en oposición al estado capitalista y todos sus esfuerzos por reforzar y sostener el orden burgués explotador. Ésa es la aplicación, bajo las actuales circunstancias, de nuestra meta de la libertad sexual para todos, incluyendo a los niños y los adolescentes, en un futuro comunista. Esto tiene una importancia particular para los jóvenes adultos, de los que se espera que pasen los años que siguen a la pubertad bajo el yugo de la dependencia de sus padres. Llamamos por estipendios plenos para todos los estudiantes como parte de nuestro programa por una educación gratuita y de calidad para todos, para que los jóvenes puedan ser genuinamente independientes de sus familias.
Por el contrario, la International Socialist Organization (ISO, Organización Socialista Internacional) se niega a llamar por la abolición de las leyes de la edad de consentimiento actuales. En un artículo titulado “Youth, Sexuality and the Left” [La juventud, la sexualidad y la izquierda], la dirigente de la ISO Sherry Wolf blande su pica contra el partidario de NAMBLA David Thorstad por ser “el más ardiente y añejo defensor de la pederastia en la izquierda” (socialistworker.org, 2 de marzo de 2010). Wolf cita su propio libro Sexuality and Socialism: History, Politics and Theory of LGBT Liberation (Sexualidad y socialismo: Historia, política y teoría de la liberación LGBT, Haymarket Books, 2009): “Un consentimiento genuino, libre de la desigualdad de poder, no puede dárselo un niño a un hombre de 30”. El artículo de Wolf continúa: “En nuestra sociedad, las relaciones entre adultos y niños no son las de individuos iguales en lo emocional, lo físico, lo social ni lo económico. Los niños y los púberes no tienen la madurez, la experiencia ni el poder para tomar decisiones realmente libres respecto a sus relaciones con adultos. Sin eso, no puede haber consentimiento genuino”.
¿“Decisiones realmente libres”? Pocas relaciones entre adultos cumplirían con esta definición de consentimiento. En los hechos, Wolf pone a los jóvenes menores de 18 años y a sus parejas a merced del estado burgués. El único principio guía para toda relación sexual debería ser el consentimiento efectivo —es decir, el acuerdo y entendimiento mutuo entre todas las partes involucradas— independientemente de la edad, el género o la preferencia sexual.
El que la ISO abandone a los jóvenes al opresivo status quo sexual refleja su acomodación a los prejuicios del orden capitalista y las actitudes atrasadas de la población en general. En última instancia, viene de la vieja oposición de la ISO a toda perspectiva de movilización revolucionaria de la clase obrera hacia la toma del poder y la creación de un estado obrero —la dictadura del proletariado— que abra el camino hacia una sociedad comunista. Para la ISO, el socialismo es más o menos la aplicación acumulada de la “democracia” a todos los sectores oprimidos, entre los cuales la clase obrera es simplemente uno más. La ISO procura presionar a los capitalistas para que reformen su sistema de explotación. Su perspectiva de la liberación de la mujer refleja la misma fe conmovedora en las fuerzas de la reforma.
Por qué los marxistas no somos feministas
Cosa interesante, en los últimos años la ISO ha estado discutiendo en las páginas de su periódico, el Socialist Worker, acerca de las teorías sobre la liberación de la mujer. Parece ser que su motivación es el deseo de abandonar su postura anterior de oposición al feminismo como una ideología burguesa, para poder adoptar activamente la etiqueta de feminista o “feminista socialista”. Por ejemplo, en una charla de la conferencia Social-ism de la ISO en 2013 (publicada en “Marxism, Feminism and the Fight for Liberation” [Marxismo, feminismo y la lucha por la liberación], socialistworker.org, 10 de julio de 2013), Abbie Bakan sugirió: “La afirmación teórica de que hay bases para un enfoque marxista coherente que esté por la ‘liberación de la mujer’, pero contra el ‘feminismo’, carece de sentido”. (Hasta marzo de ese año, Bakan había sido una destacada partidaria de los International Socialists [Socialistas Internacionales] de Canadá, primos políticos de la ISO.)
La reciente adopción teórica explícita por parte de la ISO del “feminismo socialista” no es más que otra cubierta para el mismo contenido liberal. Sin embargo, nos ofrece la oportunidad de reafirmar la vieja posición marxista respecto a la familia y enfatizar que la emancipación de la mujer es fundamental para la revolución socialista e inseparable de ella. Contra lo que dice la ideología feminista, la plena igualdad legal no basta para superar la opresión de la mujer, que está profundamente enraizada en la familia y la propiedad privada.
Como siempre hemos enfatizado, marxismo y feminismo son viejos enemigos políticos. Eso requiere una explicación. En Estados Unidos y otros lugares se ha vuelto común aplicar el término “feminista” a quienes piensan que hombres y mujeres deberían ser iguales. Sin embargo, al lidiar con la desigualdad, el feminismo acepta los confines de la sociedad capitalista existente. Como ideología, el feminismo nació a finales del siglo XIX, reflejando las aspiraciones de una capa de mujeres burguesas y pequeñoburguesas que reclamaban sus prerrogativas de clase: derecho a la propiedad y a la herencia, acceso a la educación y las profesiones, y derecho al voto. Los marxistas buscamos mucho más que esta limitada idea de “igualdad de género”.
Los marxistas reconocemos que la liberación de la mujer no puede ocurrir sin la liberación de toda la raza humana de la explotación y la opresión: ése es nuestro fin. Hace bastante más de un siglo August Bebel, el dirigente histórico del Partido Socialdemócrata de Alemania, lo explicó claramente en su libro La mujer y el socialismo (1879), un clásico marxista. Reeditada varias veces, esta obra fue leída por millones de obreros de distintas generaciones antes de la Primera Guerra Mundial. La riqueza de su visión de la emancipación de la mujer no puede hallarse en ninguno de los escritos de la ISO al respecto:
“[La mujer] elegirá para su actividad los terrenos que correspondan a sus deseos, inclinaciones y disposiciones y trabajará en las mismas condiciones que el hombre. Lo mismo que todavía será obrera práctica en cualquier oficio, durante otra parte del día será educadora, maestra, enfermera, y durante otra parte ejercitará cualquier arte o ciencia y cumplirá en una cuarta parte cualquier función administrativa”.
—La mujer y el socialismo (Ediciones de Cultura Popular, 1978)
Lo que es especialmente significativo de la descripción que hace Bebel de la naturaleza emancipadora del trabajo en la sociedad socialista es que se aplica igualmente a los hombres. Eso apunta al núcleo del motivo por el que marxismo y feminismo son mutuamente excluyentes y de hecho antagónicos. Los feministas consideran que la división básica de la sociedad es entre hombres y mujeres, mientras que los socialistas reconocemos que los obreros de ambos sexos deben luchar juntos para acabar con la opresión y la explotación que sufren por parte de la clase capitalista.
Marx desvirtuado
En su giro teórico a favor del “feminismo socialista”, la ISO está promoviendo el libro Marxism and the Oppression of Women: Toward a Unitary Theory (Marxismo y la opresión de la mujer: Hacia una teoría unitaria, Haymarket Books, 2013) de Lise Vogel. Publicado originalmente en 1983, el libro se reeditó como parte de la serie Historical Materialism con una introducción encomiástica de dos académicos canadienses partidarios del ultrarreformista New Socialist Group (Nuevo Grupo Socialista). Incluso hace 30 años, el medio “feminista socialista” al que se dirige Vogel ya se había disuelto en la nada. Pero, dado que Vogel pretende representar un polo marxista dentro del movimiento o corriente intelectual “socialfeminista”, hoy a la ISO le cuadra promover su libro.
En la sección introductoria del libro, Vogel se deslinda ecuánimemente tanto de los feministas no marxistas como de los marxistas no feministas. Se fija como su tarea principal analizar el carácter de la opresión de la mujer dentro de la estructura y dinámica del sistema económico capitalista. Su tratamiento de Marx y Engels es confuso, contradictorio y rimbombante. Se enfoca principalmente en la relación entre el trabajo doméstico y la reproducción generacional de la fuerza de trabajo. Para Vogel, la opresión de la mujer se reduce estrechamente al trabajo doméstico (no pagado). Afirmando explícitamente que “la categoría de ‘la familia’...es insuficiente como punto de partida analítico”, Vogel pasa por alto las cuestiones más amplias del papel de la familia en la opresión de la mujer y los niños y su importancia como sostén clave del orden capitalista. La familia sirve para atomizar a la clase obrera y propagar el individualismo burgués como barrera a la solidaridad de clase.
Su concepción estrecha de la opresión de la mujer no impide a Vogel calumniar a Engels como “determinista económico”. Simplemente deja de lado los aspectos culturales y sociales incluidos en la riqueza de los argumentos que Engels presenta en El origen de la familia, la propiedad privada y el estado (1884). Para tomar un ejemplo, Vogel se queja de que Engels “no vincula claramente el desarrollo de una esfera especial relacionada a la reproducción de la fuerza de trabajo con el surgimiento de la sociedad de clases o quizá la sociedad capitalista”. Aparentemente, esto significa que Engels no muestra cómo el surgimiento de la sociedad de clases llegó a pesar sobre el papel de la mujer en la crianza de los hijos. Esto simplemente no es verdad.
En El origen de la familia, la propiedad privada y el estado, Engels describe cómo la familia se originó en el neolítico cuando la sociedad se dividió en clases por vez primera. Apoyándose en la información disponible en aquella época, Engels se basó mucho en el trabajo pionero de Lewis Henry Morgan entre los iroqueses del norte del estado de Nueva York para entender las sociedades primitivas sin clases. Engels describió cómo la invención de la agricultura creó un excedente social que permitió, por primera vez, el desarrollo de una clase dominante ociosa que vivía del trabajo ajeno. La familia, específicamente la monogamia de la mujer, fue necesaria para asegurar la transmisión ordenada de la propiedad y el poder a los herederos del patriarca, la siguiente generación de la clase dominante. Si bien es mucho lo que se ha descubierto sobre las primeras etapas de la sociedad humana desde tiempos de Engels, su entendimiento fundamental ha resistido la prueba del tiempo.
Vogel no analiza la función social de la familia para la clase obrera bajo el capitalismo, donde sirve para criar a la siguiente generación de esclavos asalariados. En El capital, Marx explicó que el costo de la fuerza de trabajo está determinado por el costo de manutención y reproducción del obrero: sus gastos cotidianos, su capacitación y el sostén de su pareja y sus hijos. Para aumentar la ganancia, los capitalistas buscan bajar el costo del trabajo: no sólo de los salarios que pagan a los bolsillos de los obreros, sino también de los servicios como la educación y la salud públicas, que son necesarios para la manutención del proletariado.
El feminismo a veces critica algunos aspectos de la familia, pero en general sólo para quejarse de los “roles de género”, como si el problema fuera una discusión sobre el estilo de vida respecto a quién debe lavar los platos o darle al bebé su mamila. El problema es la institución de la familia, que integra a la gente a la sociedad desde la infancia de manera que acate ciertas normas, respete a la autoridad y desarrolle los hábitos de obediencia y deferencia que son tan útiles a la obtención de ganancias por parte de los capitalistas. La familia le es invaluable a la burguesía como reserva de pequeña propiedad privada y en algunos casos de pequeña producción, operando como freno ideológico a la conciencia social. Vogel pasa por alto estas cuestiones y se enfoca estrictamente en el “trabajo doméstico” no pagado de la mujer.
El fin último
La posición de Vogel es incluso más débil en lo que toca al fin último de la liberación de la mujer. Esto se ve especialmente en lo que no dice. Vogel divorcia la emancipación de la mujer de la superación de la escasez económica y del remplazo del trabajo enajenado —tanto en la fábrica como en el hogar— por el trabajo creativo y gratificante. Tanto el fin último de una sociedad comunista como los medios básicos para lograrlo quedan fuera de los confines intelectuales del “feminismo socialista” de Vogel.
Cuando Marx y Engels explicaron que suscribían un entendimiento materialista de la sociedad y del cambio social, no se referían sólo al capitalismo y las sociedades de clase anteriores (como el feudalismo). También proporcionaron un entendimiento materialista de la futura sociedad sin clases. De hecho, ésa era su diferencia fundamental con las principales corrientes socialistas de principios del siglo XIX —los owenistas, fourieristas y saint-simonianos— como las resumió Engels en Del socialismo utópico al socialismo científico (originalmente parte de su polémica de 1878, Anti-Dühring). Marx y Engels reconocían que una sociedad socialista —entendida como la etapa inicial del comunismo— requeriría un nivel de productividad del trabajo muy superior incluso a la de los países capitalistas más avanzados de hoy. Esto se logrará mediante una expansión continua del conocimiento científico y su aplicación tecnológica.
Vogel no comparte esa concepción. Esto queda particularmente claro en su análisis de los primeros años de la Rusia soviética. Expresando un gran aprecio del entendimiento que tenía Lenin de la opresión de la mujer y de su compromiso por superarla, cita con aprobación un discurso de 1919, “Las tareas del movimiento obrero femenino en la República Soviética”:
“Todas ustedes saben que incluso cuando las mujeres gozan de plenos derechos, en la práctica siguen esclavizadas, porque todas las tareas domésticas pesan sobre ellas. En la mayoría de los casos las tareas domésticas son el trabajo más improductivo, más embrutecedor y más arduo que pueda hacer una mujer. Es un trabajo extraordinariamente mezquino y no incluye nada que de algún modo pueda contribuir al desarrollo de la mujer.
“En la prosecución del ideal socialista, queremos luchar por la realización total del socialismo, y se abre aquí un amplio campo de acción para la mujer. Realizamos ahora serios preparativos a fin de desbrozar el terreno para la construcción del socialismo, pero la construcción del socialismo comenzará sólo cuando hayamos logrado la completa igualdad de la mujer, y cuando acometamos las nuevas tareas junto con la mujer, que habrá sido liberada del trabajo mezquino, embrutecedor, improductivo”.
Vogel presenta equivocadamente a Lenin como una voz solitaria clamando en el desierto e implica que el principal obstáculo para superar la opresión de la mujer en los primeros años de la Rusia soviética era ideológico: las generalizadas actitudes patriarcales entre los hombres de la clase obrera y el campesinado combinadas con una supuesta indiferencia por la liberación de la mujer entre los cuadros, mayoritariamente varones, del Partido Bolchevique. Vogel escribe:
“Los señalamientos de Lenin respecto al machismo nunca tomaron forma programática, y la campaña contra el atraso ideológico masculino nunca pasó de ser un tema menor en la práctica bolchevique. Sin embargo, sus observaciones sobre el problema representaron una admisión extremadamente inusual de la seriedad del mismo... Las contribuciones teóricas de Lenin no lograron dejar una impresión duradera”.
De hecho, el gobierno soviético realizó enormes esfuerzos para aliviar a la mujer obrera de la carga del trabajo doméstico y la crianza de niños mediante el establecimiento de cocinas comunales, lavanderías, guarderías, etc. Tanto los bolcheviques como la Internacional Comunista establecieron departamentos especiales para el trabajo entre las mujeres. Durante los primeros años del estado obrero soviético, el Zhenotdel estuvo activo tanto en las regiones europeas como en las del Asia Central.
Los límites de las medidas liberadoras del gobierno comunista bajo V.I. Lenin y León Trotsky no fueron ideológicos, sino producto de condiciones objetivas: la pobreza de recursos materiales, agravada por años de guerra imperialista y guerra civil. En un ensayo de 1923 titulado “De la vieja a la nueva familia”, incluido en la compilación de 1924 Problemas de la vida cotidiana (una obra que Vogel no menciona siquiera), Trotsky explicó:
“En principio, la preparación material de las condiciones para un nuevo modo de vida y una nueva familia no puede separarse tampoco del trabajo de la construcción socialista. El estado de los trabajadores necesita mayor prosperidad con el fin de que le sea posible tomar seriamente en sus manos la educación pública de los niños y aliviar asimismo a la familia de los cuidados de la limpieza y la cocina. La socialización de la familia, del manejo de la casa y de la educación de los niños no será posible sin una notable mejoría de toda nuestra economía. Necesitamos una mayor proporción de formas económicas socialistas. Sólo bajo tales condiciones, podremos liberar a la familia de las funciones y cuidados que actualmente la oprimen y desintegran. El lavado debe estar a cargo de una lavandería pública, la alimentación a cargo de comedores públicos, la confección del vestido debe realizarse en los talleres. Los niños deben ser educados por excelentes maestros pagados por el estado y que tengan una real vocación para su trabajo”.
La escasez material fue fuente de otro ámbito importante de desigualdad entre los hombres y las mujeres en los primeros años de la Rusia soviética (y por extensión en todo estado obrero económicamente atrasado). Se trata de la escasez de la mano de obra altamente calificada que requiere conocimientos y capacidades técnicas avanzados. A los obreros industriales calificados y los miembros de la intelectualidad técnica (ingenieros, arquitectos, etc.) había que pagarles salarios más altos que a los obreros no calificados, aunque la diferencia era mucho menor que en los países capitalistas. Este sector mejor pagado de la fuerza de trabajo, heredado del pequeño sector capitalista moderno de la Rusia zarista, era predominantemente masculino. Aunque se hicieron esfuerzos dirigidos a corregir esto, al joven estado obrero le faltaban los recursos materiales para educar y entrenar a las mujeres para que se volvieran maquinistas e ingenieras en cantidades suficientes a fin de superar el predominio masculino del trabajo calificado.
El libro de Vogel concluye con una proyección de cómo será la transición al comunismo tras el derrocamiento del capitalismo:
“Ante la terrible realidad de la opresión de la mujer, los socialistas utópicos del siglo XIX llamaron por la abolición de la familia. Todavía hoy, su drástica exigencia sigue teniendo adeptos entre los socialistas. En cambio, el materialismo histórico plantea la difícil cuestión de reducir y redistribuir simultáneamente el trabajo doméstico conforme éste se va transformando en un componente integral de la producción social en la sociedad comunista. Así como en la transición socialista ‘el estado no es “abolido”, sino que se extingue’, así también el trabajo doméstico debe extinguirse. Por lo tanto, durante la transición al comunismo una administración adecuada del trabajo doméstico y el trabajo femenino será un problema clave de la sociedad socialista, pues sólo sobre esta base pueden establecerse y conservarse las condiciones económicas, políticas e ideológicas de la verdadera liberación de la mujer. En el proceso, la familia, en su forma histórica particular como una unidad social basada en el parentesco para la reproducción de fuerza de trabajo explotable en la sociedad de clases, también se extinguirá, y con ella tanto las relaciones familiares patriarcales como la opresión de la mujer” [énfasis en el original].
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/45/familia.html
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2016.06.05 19:48 ShaunaDorothy EE.UU.: Cacería de brujas asesina “Delincuentes sexuales” marcados por el estado: Parias de por vida (Febrero de 2014)

https://archive.is/HdHvI
Espartaco No. 40 Febrero de 2014
Durante las últimas décadas, la policía sexual de este país ha capturado a cerca de un millón de personas. Se les encarcela, se les humilla públicamente y se les pone en peligro mediante los registros de “delincuentes sexuales” en Internet, se les rastrea con tobilleras de GPS, se les expulsa de sus propias comunidades y se les obliga a vivir bajo los puentes o en los bosques. Se han convertido en parias sociales, en los leprosos de la actualidad.
Incluso mientras el matrimonio gay —y los boy scouts (abiertamente) gays— son cada vez más aceptados, el esfuerzo de los gobernantes por legislar el sexo y la “moralidad” parece no tener fin. Su más reciente expresión es el frenesí azuzado contra un supuesto brote de incorregibles “depredadores sexuales”, especialmente los que supuestamente tienen como blanco a niños en Internet (es decir, un mundo fantástico) o a través de la pornografía (también pura fantasía). No hay tal epidemia; sin embargo, parece haber un gran número de policías infiltrados al acecho en los chat rooms. Se ha victimizado a miles sólo por mirar pornografía o por intentar comunicarse con otros, por no hablar del sexo consensual con menores, nada de lo cual sería un crimen en una sociedad racional.
Tal como ocurrió con la histeria de los años ochenta y noventa sobre las supuestas redes satánicas de abuso de menores en las guarderías, el depredador de Internet es un mito manufacturado por el gobierno y los medios. Incitando y manipulando el miedo y las actitudes sociales atrasadas, su finalidad subyacente es legitimar y fortalecer los poderes del estado capitalista. Mientras los políticos demócratas y republicanos sermonean sobre “proteger a nuestra niñez”, los imperialistas estadounidenses bombardean a niños en todo el mundo y millones pasan hambre incluso en este país, donde la tasa de mortalidad infantil llega al lugar 51 del mundo.
Entre las innovaciones legales más perniciosas, diseñadas para aumentar el control del gobierno, están las leyes federales que firmó el presidente demócrata Bill Clinton a mediados de los noventa y que le exigen a los delincuentes sexuales liberados que se registren en Internet y notifiquen a la comunidad su paradero. Otro estatuto le exige a las autoridades estatales que transmitan sus datos y huellas digitales al FBI para que éste forme una base de datos nacional. También está el “confinamiento civil”, que permite mantener a los prisioneros recluidos más allá del término de sus sentencias. Con estas leyes, los convictos de delitos sexuales se ven inmersos en un laberinto kafkiano de presunta culpabilidad, ostracismo social, castigos preventivos, miedo y violencia, frecuentemente de por vida.
Para Charles Parker de Jonesville, Carolina del Sur, y para su esposa, registrarse como delincuente sexual fue una sentencia de muerte. En julio, Jeremy Moody halló el nombre de Parker en el registro y ubicó su hogar en un mapa, se dirigió ahí y disparó y apuñaló a la pareja. “No he venido a robarte. He venido a matarte porque eres un abusador de niños”, dijo Moody, quien tiene la palabra “skinhead” [cabeza rapada] tatuada en el cuello. (Parker no había sido convicto por abuso de menores.) Posteriormente, Moody admitió que se preparaba para matar a otra persona que figuraba en el registro.
Un caso de estudio: Los Friedman
Hace poco volvió a las noticias el caso de Arnold Friedman y su hijo adolescente Jesse, documentado en la escalofriante película nominada al Oscar de 2003 Capturando a los Friedman. La película muestra cómo los dos hombres de Long Island, víctimas del abuso policiaco, la histeria de la comunidad y el sesgo judicial, fueron obligados a confesar en falso decenas de casos de abuso de menores que supuestamente ocurrieron en las clases de computación de Arnold, con la ayuda de Jesse. Un amigo adolescente de éste, Ross Goldstein, también fue condenado a trece meses de prisión tras ser obligado a confesar y a hacer acusaciones falsas contra Jesse.
Los cargos de esa cacería de brujas iban desde lo inverosímil hasta lo imposible. Como lo puso Jesse Friedman, un niño de diez años que asistía a las clases semanalmente alegó que había sido forzado a tener sexo anal u oral 30 veces en un periodo de diez semanas y —tras reinscribirse— fue violado 41 veces a lo largo del siguiente año. Entre lo que un cargo describía como abusos en grupo se incluía el “salto de rana”, en el cual Arnold y Jesse supuestamente sodomizaban a toda la clase de niños desnudos saltando de uno al otro. Pese a las historias de violencia física, abuso verbal y sexo forzado frente a toda la clase, no se presentó una sola evidencia: ni moretones ni ropa manchada de sangre. Ni uno solo de los padres expresó la menor sospecha hasta que la policía llegó a sus casas a interrogar a sus hijos.
El único hecho incuestionable es que en 1987 los agentes aduanales interceptaron un paquete dirigido a Arnold Friedman que contenía pornografía infantil, lo que llevó a la policía a allanar el hogar de los Friedman en el suburbio de Nueva York de Great Neck. La policía confiscó unas 20 revistas de pornografía infantil tomadas de varias partes de la casa y una lista de los niños que asistían a las clases de Arnold.
¡Al poseer pornografía infantil, Arnold Friedman no cometió crimen alguno! Fotografías, sexo de fantasía, entretenimiento: la pornografía no hace daño a nadie. ¿Cuántos de nosotros podríamos librarnos de la prisión si los “pensamientos desviados” se castigaran con cárcel? Al contrario de ciertos feministas y de los maoístas del Revolutionary Communist Party [Partido Comunista Revolucionario], quienes quisieran prohibir la pornografía sobre la espuria base de que provoca violencia contra la mujer, nosotros reconocemos que las leyes antipornografía dañan a todos al legitimar la censura y desatar la interferencia estatal en la vida privada. Nos oponemos a las leyes contra la pornografía y a las leyes contra los “crímenes sin víctimas”, como la prostitución, las drogas y las apuestas. ¡El gobierno debería sacar los ojos, oídos y narices de las alcobas y de las vidas privadas de la gente!
Según la retorcida lógica que esta sociedad promueve, Arnold Friedman, espectador de pornografía, debía ser por lo tanto un abusador de menores, por lo que fue condenado a una sentencia de diez a 30 años de prisión y murió en la cárcel en 1995, aparentemente por suicidio. Jesse recibió una sentencia de seis a 18 años tras las rejas. Lo liberaron en 2001 después de trece años, sólo para que comenzara una cadena perpetua de persecución legal y social.
Ya antes de que comenzara el juicio, las autoridades promovieron la noción de que cada uno de los estudiantes de Arnold debía ser considerado una víctima. Cientos de padres de familia histéricos se apiñaron en reuniones comunitarias exigiendo asesoría sobre cómo ayudar a sus hijos. Se les dijo que fueran a terapia. Años después, muchas supuestas víctimas testificaron respecto al terrible daño que sufrieron ellos y sus familias cuando el estado los obligó a inventar historias, y luego por la subsiguiente “terapia” basada en esas ficciones.
En 2013, la oficina del mismo fiscal que condenó a los Friedman revisó el caso en respuesta a una acusación de calumnia que el Tribunal de Apelaciones del II Distrito emitió en 2010. El tribunal escribió: “Aquí las actas indican una ‘probabilidad razonable’ de que Jesse Friedman fuera injustamente sentenciado”. Para la revisión de la fiscalía, Ross Goldstein (a quien los documentos legales se refieren como Kenneth Doe) habló por primera vez en 23 años. En un documento de nueve páginas dirigido al fiscal de distrito, afirmó: “Ninguno de los sucesos que Kenneth Doe supuestamente describió o que se atribuyen a él tuvo lugar en realidad”. Goldstein reunió a numerosos ex alumnos que hoy afirman que en las clases no ocurrió absolutamente nada y que la policía los intimidó para que rindieran falsos testimonios. Sin embargo (predeciblemente), el resultado del autoexamen fue que la oficina del fiscal se absolvió a sí misma de cualquier falta en el proceso.
La sexualidad infantil y el estado
El caso Friedman, una tragedia incesante para toda una familia, subraya varias cuestiones políticas importantes. El enfoque de la Spartacist League deriva de nuestra concepción marxista del mundo y nos enfrenta con el moralismo burgués y con frecuencia también con muchos grupos autodenominados socialistas. La sexualidad humana es muy amplia, pero su práctica está condicionada por cada sociedad particular. La sociedad burguesa estadounidense, con su componente de fanatismo religioso, destina una cantidad considerable de energía a delimitar los apetitos sexuales en nombre del orden social. Con sus policías, jueces y prisiones, la intervención del estado en las relaciones sexuales privadas tiene como fin imponer la moralidad que profesa la burguesía, y con frecuencia transforma una experiencia inofensiva y muchas veces positiva en una pesadilla. El estado burgués no es ni un árbitro neutral ni un protector de la ciudadanía; existe para asegurar la conservación del dominio capitalista.
La premisa de muchas leyes contra el sexo es que los niños son seres asexuales. De manera absurda, los púberes y los adolescentes con las hormonas desbocadas son considerados niños. De hecho, la sexualidad es parte de la constitución humana desde la infancia. Como discutimos con amplitud en el artículo “Unholy Alliance of Feminists and Christian Right—Satan, the State and Anti-Sex Hysteria” (La impía alianza de los feministas y la derecha cristiana—Satanás, el estado y la histeria antisexo, Women and Revolution No. 45, invierno-primavera de 1996), los niños son pequeños animales inquisitivos que en su camino a la madurez llevan a cabo experiencias y observaciones sexuales y de todo tipo. Tal como ocurre con otras especies de primates, el sexo entre los humanos tiene un amplio componente de aprendizaje. Hoy, en gran parte del país se le niega a la juventud el acceso oportuno a los métodos anticonceptivos y a la educación sexual, dejándola vulnerable a los embarazos no deseados y a las enfermedades de transmisión sexual. Si intenta actuar como la televisión e Internet le enseña, se mete en problemas.
Las leyes contra el estupro varían mucho de un estado a otro, pero todas criminalizan toda actividad que un tribunal considere sexual por el solo hecho de que un menor (alguien que no haya llegado a la “edad de consentimiento”) participe en ella, independientemente de si lo que suceda sea o no consensual. La ley mezcla deliberadamente el sexo consensual con el ataque sexual violento y con la violación. Cualquiera que sea hallado culpable de haber tenido sexo con un menor, o cualquier cosa considerada contacto sexual, se considera automáticamente un delincuente violento. La designación “depredador” puede aplicarse cuando un tribunal decide que una relación fue establecida o promovida con fines de “victimización”.
El único lineamiento para cualquier relación sexual debería ser el consentimiento efectivo —es decir, el entendimiento mutuo de las partes participantes— independientemente de la edad, el género o la preferencia sexual. Sin duda, determinar incluso lo más básico —por ejemplo, si un acto tuvo lugar realmente y si fue consensual— puede ser problemático a veces. Y ciertamente hay muchos casos en que la víctima de una violación o de un abuso violento puede recurrir a la ley. Al mismo tiempo, como alguna vez comentó el dramaturgo irlandés Brendan Behan en un contexto diferente: “Nunca he visto una situación tan terrible que un policía no pueda empeorar”. Además, desentrañar las cuestiones de la sexualidad humana del entramado de prejuicios sociales es casi imposible en esta sociedad dividida en clases y razas. Libre de la crueldad y la fría indiferencia que resultan de la búsqueda de ganancia, una sociedad socialista buscaría un enfoque científico a estas cuestiones difíciles.
Enciérrenlos...
Las leyes antisexo han creado una enorme masa de blancos potenciales, alimentando pesquisas con vastas sumas de dinero para trabajo encubierto y alentando procesos fraudulentos mediante el uso de oscuras invenciones siquiátricas y “testigos expertos”. En consecuencia, cada vez más víctimas caen en las fauces del sistema carcelario estadounidense, que ya es el mayor del mundo. Las cifras de la guerra contra los “depravados” sexuales se suman a las de la anterior “guerra contra el crimen” y a la continua “guerra contra las drogas”, eufemismos para nombrar la persecución legal racista que ha cuadruplicado la población carcelaria a cerca de 2.2 millones de personas al día de hoy, de las cuales casi la mitad son negras.
Desde los años setenta hasta hoy, el número de personas encarceladas como delincuentes sexuales se ha multiplicado. El libro Sex Panic and the Punitive State (Pánico sexual y el estado punitivo, University of California Press, 2011), de Roger N. Lancaster, aporta una investigación útil que describe el desarrollo de estos pánicos y muestra con precisión cuán vasto es el archipiélago de víctimas de la persecución sexual estatal. Lancaster escribe: “Nacionalmente, los casos reportados de abuso infantil saltaron de seis mil en 1976 a 113 mil en 1985 y a 350 mil en 1988: la cifra se multiplicó 58 veces en doce años”. Apuntando al terror irracional al “desconocido que acecha”, en un artículo publicado en el New York Times del 20 de agosto de 2011 titulado “Sex Offenders: The Last Pariahs” [Delincuentes sexuales: Los últimos parias], señaló: “El riesgo de que un niño sea asesinado por un depredador sexual desconocido es comparable al de morir fulminado por un rayo”. Lancaster también señala que “la mayoría de los perpetradores de abusos sexuales son miembros de la familia, parientes cercanos, amigos o conocidos de la familia de la víctima”.
Las cacerías de brujas antisexo han sido usadas para deshacerse de elementos básicos que los estadounidenses habían aprendido a considerar inherentes a la democracia, así como la “guerra contra el terrorismo” ha destripado toda una gama de derechos constitucionales. Como puede verse en el caso Friedman, lo primero que se pierde es la privacidad, seguida de la presunción de inocencia, cuando los acusados son satanizados. Luego se marca a los convictos de por vida. Hoy, cerca de 750 mil personas están en el registro de Internet que instituyó la “Ley Megan” de la era Clinton, promulgada tras el brutal asesinato de la pequeña Megan Kanka de siete años en un ataque sexual en 1994.
Al salir de la cárcel, Jesse Friedman —quien para empezar no había hecho nada— fue clasificado como “depredador sexual violento nivel III”, es decir, como alguien en alto riesgo de reincidir y como una amenaza a la seguridad pública. Como tal, tuvo que abandonar su casa tres veces. Con respecto a las restricciones de residencia, que le prohíben la proximidad con niños, escribió en su página web: “Si miras un mapa, te darás cuenta de que eso significa prácticamente cualquier parte. En algunos estados y ciudades se me prohibiría estar en cualquier lugar ‘donde se sabe que los niños se congregan’, incluyendo bibliotecas, museos, acuarios, playas e incluso eventos deportivos públicos”. “La Ley Megan”, escribió, “es el exilio social”.
Otros miles han sido convertidos en parias de manera similar. En Southampton, un destino vacacional para las celebridades neoyorquinas y los tiburones de Wall Street, unos 40 hombres convictos de diversos delitos sexuales se ven obligados a vivir en dos tráilers alejados de los centros habitados. Sólo uno de los tráilers tiene regadera y los que viven en el otro tienen que tomar el autobús dos veces por semana para ducharse.
La novela agudamente realista de Russell Banks, Lost Memory of Skin (La memoria perdida de la piel, HarperCollins, 2011), explora el horrendo mundo de los nuevos parias. El héroe es un joven tímido e ingenuo al que se le llama “el Chico”, cuyo fiel compañero y único amigo es su iguana Iggy. El Chico va a conocer a “brandi18”, con quien había tratado sólo por Internet, sólo para encontrarse con que en casa de ella lo esperan el padre de Brandi y cinco policías. Tras ser arrestado y condenado, se halla a sí mismo sin hogar, viviendo bajo un puente junto a otros “delincuentes sexuales”, pepenando comida de los basureros. En nombre de políticos que buscan un encabezado de prensa, la policía allana incluso ese lugar diminuto, sucio y semioculto, con resultados trágicos. A estos hombres del puente se les obliga implacablemente a recargar constantemente sus tobilleras de monitoreo:
“Toma media hora cargar completamente la batería del monitor, y durante esa media hora el Chico se siente íntimamente conectado a los demás millones de delincuentes sexuales, jóvenes, viejos y de otras edades...todos los cuales han conectado sus tobilleras electrónicas a contactos y están sentados en alcobas, salas y sótanos de casas, apartamentos y remolques, en estacionamientos, refugios de indigentes, parques públicos, aeropuertos, estaciones de tren, salas de espera, oficinas, en las trastiendas de restaurantes de comida rápida, bajo pasos a desnivel y puentes peatonales —como si todos ellos fueran hojas temblorosas en las ramas grandes y pequeñas de un vasto árbol eléctrico cuya sombra cubriera todo el país—”.
...y tiren la llave
Las diversas leyes estatales y federales de “confinamiento civil” que se han aprobado desde 1990 son una burla de la noción de “cumplir tu sentencia” y de la pretendida rehabilitación. Por ejemplo, la “Ley Adam Walsh de Protección y Seguridad de los Niños” de 2006 posibilita la detención indefinida de cualquier prisionero federal —incluso si nunca ha sido convicto de ningún delito sexual— que haya cumplido su sentencia pero sea considerado mentalmente “anormal” y se crea probable que cometa algún delito sexual en el futuro.
En el artículo “When the Feds Decide Who’s Sexually Dangerous” [Cuando los federales deciden quién es sexualmente peligroso], publicado en The Atlantic (20 de mayo de 2010), Wendy Kaminer señala: “Quienes confían en la burocracia federal y creen que los funcionarios usarán su poder adecuadamente, con imparcialidad y buena fe, pueden sentirse protegidos por él; a los demás debe preocuparles que el gobierno pueda detener ciudadanos indefinidamente, sin juicios con jurado, basándose en especulaciones sobre su futura peligrosidad”. Díganselo a los prisioneros de Guantánamo.
Bajo algunas leyes estatales, los sometidos a confinamiento civil pueden tener derecho a un proceso ante un juez, pero no a un juicio con la posibilidad de preparar una defensa. La mayoría no recibe “tratamiento” y prácticamente nadie obtiene algo de él. ¡Incluso se dio el caso de un hombre de Wisconsin de 102 años que no pudo someterse a tratamiento por fallas en la memoria y problemas de oído!
Hasta 2007, dos mil 700 hombres estaban recluidos en centros de confinamiento civil. Para escapar de las garras de estas instituciones penales/“terapéuticas” en las que se encuentran sepultados, algunos prisioneros incluso solicitan ser castrados, como lo relata el artículo “The Science of Sex Abuse” [La ciencia del abuso sexual] de Rachel Aviv (The New Yorker, 14 de enero de 2013). La primera persona detenida bajo la Ley Adam Walsh, Graydon Comstock, cuestionó la legislación en un caso ante la Suprema Corte en 2010. Aviv observa: “Para cuando el caso fue atendido, cuatro años después de que la sentencia criminal de Comstock expirara, él tenía ya 67 años y padecía del corazón, de diabetes e incontinencia. Ya dos veces había solicitado ser castrado, creyendo que la operación ayudaría en su caso, pero se le dijo que no estaba médicamente justificada”. En años recientes, la Suprema Corte ha refrendado diversos estatutos del confinamiento civil.
El poderoso análisis de Aviv de los horrores del confinamiento civil gira en torno al caso real de un soldado solitario llamado John, que se hizo amigo en un chat room de “Indy-Girl”. Sí, era un policía encubierto. El soldado, invitado a un tentador picnic al aire libre, rápidamente fue capturado por la Unidad Militar de Investigaciones y el FBI. John fue sentenciado a 53 meses en una prisión federal por poseer pornografía infantil y por “usar Internet para inducir a un menor a tener sexo”. Pero entonces fue cuando empezaron sus verdaderos problemas.
Tras salir en libertad condicional, John recayó y volvió a mirar pornografía con menores, por lo que rápidamente fue sentenciado a otros dos años en prisión. Seguía preso cuando el Congreso aprobó la Ley Adam Walsh, por lo que se le transfirió a una prisión médica de Massachusetts y, sin audiencia legal, se determinó que era de “alto riesgo”. Así pasaron cuatro años. En 2011 comenzó su audiencia de confinamiento civil. Al año siguiente, un juez dictaminó que John era demasiado peligroso para ser liberado y lo condenó a un “confinamiento terapéutico” indefinido en el sistema carcelario federal. Desde entonces sigue en ese limbo, donde una “terapia” diaria lo alienta a declarar cada vez más historias fantasiosas para ganarse la aprobación de los siquiatras, historias que sólo contribuyen a incriminarlo. Vivir en una tienda de campaña bajo un puente parece un destino preferible.
Nuevas brujas, nuevos inquisidores
En Estados Unidos, con su vena profundamente puritana y su insidioso racismo, la combinación de sexo y raza siempre ha sido usada como medio de control social. El mito del hombre negro depredador acosando a mujeres y niños blancos se conjuró para mantener aterrorizada a la población negra cuando la ley linchadora imperaba en el Sur de Jim Crow. Con frecuencia se ha recurrido a leyes antisexo para poner a hombres negros tras las rejas, incluyendo a celebridades como el boxeador Jack Johnson en 1912 y a Michael Jackson en 1994 y de nuevo diez años después.
Las cruzadas antisexo fueron una de las armas que se usaron para revertir las conquistas de las luchas por los derechos civiles y para apagar el descontento social de los años sesenta y principios de los setenta, especialmente el provocado por la Guerra de Vietnam. Tras tomar posesión en 1977, el gobierno demócrata de Jimmy Carter desató un asalto de reacción social interna mientras llevaba a la Casa Blanca el fundamentalismo religioso de los “renacidos”. Bajo el lema de los “derechos humanos” lanzó también la Segunda Guerra Fría del imperialismo estadounidense con el objetivo de destruir a la Unión Soviética.
La siguiente década presenció una de las cacerías de brujas más terribles y peculiares de la historia estadounidense: la histeria respecto al “abuso satánico” en las guarderías, que le arruinó la vida a cientos de hombres, mujeres y niños. El auge de esta cacería de brujas, que se extendió hasta principios de los años noventa, coincidió con la reacción reaganista —la cual, entre otras cosas, intentó enviar a las mujeres de vuelta a los hogares—. Se recortaron los fondos para el bienestar social y otros programas sociales, como las guarderías y preescolares para madres trabajadoras, provocando enormes dificultades y daños a las mujeres y los niños. El pánico del “abuso satánico” sirvió para encubrir un abuso real por parte del gobierno.
En el juicio más largo de la historia estadounidense, que se extendió de 1986 a 1990, el caso de la escuela preescolar McMartin, los niños testigos contaron historias de sacrificios animales, orgías, pasadizos secretos, mutilación de cadáveres y otras ficciones. El caso comenzó en 1983, y para el año siguiente el gran jurado había reunido 354 declaraciones que implicaban hasta 369 supuestas víctimas, mientras la policía anunciaba una enorme conspiración criminal. Más de 70 personas fueron condenadas injustamente. Mientras tanto, decenas de otros casos de “satanismo” barrieron el país, desde el condado de Kern en California, hasta Fells Acres en Massachusetts y la guardería Little Rascals de Carolina del Norte. En estos casos no se encontró evidencia alguna. Los acusados eran completamente inocentes, como señalamos entonces (a diferencia de prácticamente todo el resto de la izquierda) al defender a los trabajadores de las guarderías. Los Friedman fueron arrestados en medio de esa cacería de brujas.
Los liberales y feministas burgueses ayudaron a impulsar esa locura. Aunque se presentan como protectores de las mujeres y los niños, su remedio es pedirle al estado leyes más numerosas y más duras, así como más vigilancia policiaca. La versión más extrema de esa misma política fue el libro de 1975 de Susan Brownmiller, Against Our Will [Contra nuestra voluntad], famoso por su aseveración de que la violación es la principal forma en que todos los hombres controlan a todas las mujeres. Su propuesta: más mujeres policías.
En los años setenta y ochenta, los florecientes escuadrones de dios, dirigidos por gente como el fundamentalista católico Patrick Buchanan y el líder de la Mayoría Moral Jerry Falwell, se movilizaban contra el aborto y declaraban que el sida era un castigo de dios a los gays. Mientras los fanáticos de derecha sitiaban las clínicas de aborto, los feministas apuntaban contra la pornografía y un imaginario abuso satánico. Al impulsar este programa antisexo, los “progresistas” entablaron una alianza temporal con los evangélicos.
El estado respondió gustoso. En 1974, el demócrata Walter Mondale promovió la Ley de Prevención y Tratamiento del Abuso Infantil, que obligaba a los terapeutas, maestros y trabajadores sociales a informar a la policía de cualquier indicación de abuso. Así, se suponía que cientos de miles de educadores y trabajadores sociales actuarían como auxiliares de la maquinaria de represión del estado capitalista. En los años ochenta, el procurador general de Reagan, Edwin Meese, lanzó una gran campaña contra la pornografía, con bastante ayuda de sus aliados liberales. Con Internet, las cosas no hicieron sino empeorar. En los últimos quince años, las sentencias federales por posesión de pornografía infantil han aumentado en extensión más de 500 por ciento y pueden ameritar hasta cadena perpetua, la sentencia que suele darse al homicidio en primer grado.
Entre las feministas más prominentes que impulsaban las reaccionarias campañas antiporno estaba la fundadora de la revista Ms., Gloria Steinem, quien empezó su carrera como informante de la CIA. La despreciable Steinem también se subió con furor al tren del ritual satánico y la memoria reprimida. A mediados de los ochenta financió una excavación que los padres de familia de la escuela preescolar McMartin realizaron en busca de los (inexistentes) túneles y calabozos de los que habían hablado sus hijos bajo coerción. En 1993, Ms. salió con el encabezado: “El abuso ritual de las sectas existe —¡Créanlo!”.
En 1995, Steinem narró el documental de HBO The Search for Deadly Memories. Los apócrifos “recuerdos recuperados” de abuso cumplieron una función perniciosa en numerosos casos. Estos “recuerdos reprimidos”, como los llaman los trabajadores sociales fraudulentos, son la versión secular liberal de la histeria religiosa. Como materialistas convencidos, no nos lo creímos. Como señalamos en “Satan, the State and Anti-Sex Hysteria”, las técnicas que supuestamente revelan traumas reprimidos han demostrado ser excelentes para inducir recuerdos falsos, especialmente en niños pequeños y susceptibles. En ocasiones, es la policía quien implanta los supuestos recuerdos en el curso de los interrogatorios, como ocurrió en el caso Friedman. Los traumas verdaderos realmente trauman a la gente, que tiende a recordarlos.
El sexo, el matrimonio y la familia
¿Cómo es que la expansión de la tolerancia (salvo en reaccionarios endurecidos y fanáticos religiosos) respecto al matrimonio gay puede coexistir con una implacable cacería de brujas antisexo? Esto se debe a que el matrimonio, un contrato legal, es uno de los principales sostenes sociales del estado burgués. En una presentación el pasado mayo, David Thorstad, quien en 1978 estuvo entre los fundadores de la North American Man/Boy Love Association (NAMBLA), señaló la desbandada del movimiento radical gay:
“El anterior desafío a la heterosupremacía, dirigido a liberar la sexualidad reprimida de todos, ha sido remplazado por un enfoque conservador y convencional por la aceptación de la sociedad capitalista heterosupremacista. Donde esto es más obvio es en la búsqueda del matrimonio y la participación abierta en instituciones opresivas como el ejército, así como los llamados a fortalecer las fuerzas represivas del estado mediante las leyes contra los llamados crímenes de odio”.
Así, en la búsqueda de la respetabilidad burguesa, las marchas del orgullo gay acogen contingentes de policías gays, cuyo trabajo incluye el arresto de “delincuentes sexuales”. Mientras tanto, los organizadores de las marchas vetan a organizaciones como NAMBLA, que llama por la despenalización de las relaciones consensuales entre hombres adultos y menores de edad.
A diferencia de los feministas, el establishment gay y, asquerosamente, la mayor parte de la izquierda “socialista”, nosotros siempre hemos defendido a NAMBLA y a sus miembros tanto de la represión estatal como de la victimización por parte de los patrones. Se trata de algo más que una cuestión de “libertad de expresión”. Muchísimos jóvenes, torturados y confundidos por sus propios sentimientos, en conflicto con la severidad represiva de esta sociedad, encontrarían reconfortante hablar de estas cosas con personas más experimentadas, como lo han hecho generaciones anteriores. En esta época, sin embargo, tener cualquier tipo de intimidad intergeneracional es jugar con fuego.
En un artículo titulado “Youth, Sexuality and the Left” [Juventud, sexualidad y la izquierda], Sherry Wolf de la International Socialist Organization (ISO, Organización Socialista Internacional) se sumó al linchamiento de Thorstad acusándolo de ser “el más constante y sonoro defensor de la pederastia en la izquierda” (socialistworker.org, 2 de marzo de 2010). Conservando la premisa reaccionaria de las leyes de la edad de consentimiento, Wolf cita su libro Sexuality and Socialism: History, Politics and Theory of LGBT Liberation [Sexualidad y socialismo: Historia, política y teoría de la liberación LGBT]: “Es incongruente que un niño dé verdadero consentimiento, libre de la desigualdad de poder, a un hombre de 30”. El artículo de Wolf continúa: “En nuestra sociedad, los adultos y los niños no se enfrentan como iguales en lo emocional, lo físico, lo social o lo económico. Los niños y los adolescentes más jóvenes no tienen la madurez, la experiencia ni el poder necesarios para tomar decisiones verdaderamente libres en sus relaciones con los adultos. Sin ello, no puede haber verdadero consentimiento”.
No importa que la mayoría de las relaciones entre adultos no cumpla con este criterio de consentimiento. En cuanto a la afirmación de Wolf de que “los adolescentes maduran a distintas edades”, ¿quién debe determinar la edad adecuada para la actividad sexual en una especie en la que esta edad ha estado, durante el 99 por ciento de su existencia, muy por debajo de la supuesta “edad de consentimiento” de la actualidad? Bajo el inhumano status quo capitalista, se asume que es el estado. Para los comunistas, es el ABC el oponernos a la intervención del gobierno en la vida privada de la gente y defender a cualquier grupo que luche por aumentar la libertad en las relaciones sexuales. Esto es una expresión del ideal de la vanguardia leninista como tribuno del pueblo. La ISO y cía. bailan a un son diferente, acomodándose a los valores burgueses y a la cacería de brujas contra aquéllos cuyas proclividades sexuales se consideran verboten [prohibido, en alemán en el original].
En El origen de la familia, la propiedad privada y el estado (1884), Friedrich Engels rastreó el surgimiento simultáneo de la familia y el estado como medios que la clase propietaria usó para consolidar y reproducir su poder cuando emergió de la sociedad humana primitiva. La monogamia de la esposa era necesaria para asegurar la paternidad para la transmisión hereditaria de la propiedad. Actualmente, la familia sigue siendo la principal fuente de opresión de la mujer. A los niños, la familia debe imbuirles la sumisión y el respeto por la autoridad, lo que frecuentemente engendra frustración y violencia. Como escribimos en “Satan, the State and Anti-Sex Hysteria”: “Las proclividades sexuales de las especies gregarias de mamíferos, como la nuestra, claramente no encajan con la rígida monogamia heterosexual que constituye el fundamento ideológico de la institución de la familia, reforzada por la religión organizada”.
La mayor parte del terrible daño que se inflige a los jóvenes y las mujeres tiene lugar en el seno de la familia. Sin embargo, en esta sociedad capitalista, la familia suele ser lo único que le queda a uno. Son escasos los servicios alternativos que la sociedad provee para criar a los hijos o cuidar a los enfermos y a los ancianos.
El fanatismo antisexo y la perversa persecución estatal persistirán mientras imperen la propiedad privada y la producción por ganancias. El estado capitalista no puede ser reformado para que sirva a los intereses de los explotados y los oprimidos. Debe ser barrido y sobre sus ruinas debe erigirse un estado obrero basado en la expropiación de los medios de producción. Para erradicar la opresión de la mujer y de los homosexuales, se requiere construir una sociedad socialista donde las funciones de la familia sean colectivizadas —guarderías y cocinas comunales, atención médica gratuita y de calidad, etcétera— liberando a la mujer de la carga de la crianza de los niños y de la esclavitud doméstica. En cuanto a lo que una sociedad racional conservaría de las relaciones sexuales, y de las relaciones sociales en general, los marxistas compartimos la amplitud de la visión que expresó el fallecido Gore Vidal (a quien tanto echamos de menos) en su artículo “Pink Triangle and Yellow Star” (Triángulo rosa y estrella amarilla, The Nation, 14 de noviembre de 1981):
“Cualquiera que sea el arreglo al que llegue la sociedad del futuro, debe reconocerse que los niños que lo necesiten serán criados con bastante más cuidado que hoy, y que a los adultos que no deseen ser padres ni madres debe dejárseles en paz”.
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/40/delincuentes.html
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2016.05.22 00:34 ShaunaDorothy Mumia es inocente - ¡Libertad a Mumia Abu-Jamal! ¡Abolir la racista pena de muerte! ( 25 de enero de 2006)

https://archive.is/Td03V
Mumia es inocente
¡Libertad a Mumia Abu-Jamal!
¡Abolir la racista pena de muerte!
Mumia Abu-Jamal ha estado en la antesala de la muerte por casi 24 años, falsamente condenado por asesinar a Daniel Faulkner, un oficial de policía de Filadelfia. Todos los elementos del sistema de “justicia” capitalista conspiraron para incriminar falsamente a este antiguo miembro del Partido Pantera Negra y partidario de MOVE porque fue un elocuente y desafiante portavoz de los oprimidos. Su condena se basó en testimonios mentirosos, arrancados por los policías, sin un ápice de evidencia física. Un estenógrafo escuchó al juez de su juicio, Albert Sabo —conocido como el “Rey de la antesala de la muerte”—, decir “Les voy a ayudar a freír al n----r [epíteto racista en inglés remanente de la esclavitud]”. Manipulando al jurado para excluir a personas negras, la fiscalía inflamó a los miembros del jurado con la mentira grotesca de que la membresía de Mumia en los panteras, cuando era adolescente, demostraba que estaba comprometido a asesinar a un policía “ya en ese entonces”. La condena se aseguró con argumentos de que el jurado podía desechar cualquier duda acerca de la culpabilidad de Mumia, ya que él podría presentar “apelación tras apelación”.
El estado está tan determinado como siempre a ejecutar a Mumia, un hombre inocente. Durante casi dos décadas de apelaciones, todos y cada uno de los tribunales han rechazado la gran cantidad de evidencia documentada de la descarada incriminación falsa de Mumia. Durante más de cuatro años, los tribunales del estado de Pennsylvania, así como los federales, se han negado a considerar siquiera la confesión jurada de Arnold Beverly de que él, y no Mumia, disparó y mató a Faulkner.
La lucha por liberar a Mumia ha alcanzado una coyuntura crítica. En diciembre, el tribunal federal de apelaciones puso el caso de Mumia en “fast track” para su decisión. Tanto Mumia como los fiscales están apelando las decisiones hechas en 2001 por William Yohn, el juez de Tribunal de Distrito de los Estados Unidos, quien revocó la sentencia de muerte pero mantuvo todos los aspectos de la embustera condena de Mumia. En poco tiempo, incluso en tan sólo seis meses, el tribunal podría decidir qué sigue para Mumia: la muerte, la vida en prisión o más procedimientos legales.
La ejecución de Stanley Tookie Williams por el estado de California en diciembre arroja una sombra ominosa. El linchamiento legal de Williams, que provocó una protesta nacional e internacionalmente, señaló la determinación de los gobernantes capitalistas estadounidenses de fortalecer su maquinaria letal, frente a la creciente reticencia de la población acerca de cómo se aplica la pena de muerte. Mumia Abu-Jamal, el principal prisionero político de Estados Unidos, es el blanco número uno de los verdugos. Arnold Schwarzenegger, el gobernador de California, dejó esto en claro cuando, al negar la clemencia para Williams, citó el hecho de que el libro de Williams de 1998, Life in Prison [La vida en prisión] estaba dedicado a Mumia Abu-Jamal, entre otros.
El caso de Mumia demuestra de qué se trata la racista pena de muerte. Es la cuerda de linchamiento legalizada, el arma máxima en el arsenal represivo gubernamental apuntada contra la clase obrera y los oprimidos. La pena de muerte, un legado de la esclavitud, se mantiene en una sociedad en la que la segregación de la mayoría de la población negra se emplea como una cuña para dividir a las masas trabajadoras y perpetuar el dominio rapaz del capital. La brutalidad asesina del racista sistema capitalista se exhibió ante todos cuando se dejó morir a miles de personas, en su mayoría negros y pobres, en Nueva Orleáns después del huracán Katrina.
La apelación de Mumia se realiza en el contexto de la declaración del gobierno de su “derecho” a desaparecer, torturar e incluso asesinar a quienes perciba como oponentes, y a espiar e intervenir los teléfonos de cualquiera y de todos. En nombre de la “guerra contra el terrorismo”, la administración de Bush, con apoyo del Partido Demócrata, está triturando los derechos ganados mediante tumultuosas batallas de clase y sociales. El propósito es atemorizar y silenciar a cualquiera que pueda atravesarse en el camino de la implacable ofensiva de los gobernantes capitalistas por la obtención de ganancias y sus aventuras imperialistas, como la ocupación colonial de Irak.
Conforme el caso de Mumia pasa por sus etapas finales de procedimientos legales, la lucha por su libertad se plantea urgentemente. El Partisan Defense Committee [Comité de Defensa Clasista] —una organización de defensa legal y social clasista asociada con la Spartacist League/U.S.— está a favor de intentar cualquier posibilidad legal para Mumia, al tiempo que no deposita ninguna fe en la “justicia” de los tribunales capitalistas. Mediante la publicidad y la acción, hemos luchado para movilizar a las fuerzas sociales más amplias, centradas en el movimiento obrero, para exigir la libertad de Mumia y la abolición de la racista pena de muerte. Mientras Mumia enfrentaba la ejecución en agosto de 1995, un flujo masivo de protesta, nacional e internacionalmente —desde organizaciones de libertades civiles y jefes de estado tales como Nelson Mandela de Sudáfrica hasta sindicatos que representan a millones de obreros—, tuvo éxito en detener la mano del verdugo.
Hoy, la situación es más difícil. Sin embargo, si se lleva a cabo mediante una movilización basada en el poder social de la clase obrera, la lucha por la libertad de Mumia sería un paso gigantesco hacia delante en la defensa de todos nosotros contra los cada vez más depravados y perversos gobernantes de este país.
Anatomía de un embuste
Ante los ojos del estado capitalista, desde el tiempo en el que Mumia era un portavoz de 15 años del Partido Pantera Negra, en Filadelfia en 1969, él era un hombre muerto con licencia. J. Edgar Hoover, el entonces director del FBI, dijo: “Se debe hacer entender a la juventud y los moderados negros que, si sucumben a las enseñanzas revolucionarias, serán revolucionarios muertos.” Esta política se llevó a cabo tanto bajo el gobierno Demócrata de Lyndon Johnson y Ramsey Clark, su fiscal general, como bajo el gobierno Republicano de Nixon. Bajo el programa de “contrainteligencia” del FBI conocido como COINTELPRO, fueron asesinados 38 panteras y cientos más incriminados falsamente y enviados a la cárcel.
Las 900 páginas de los archivos del FBI que el PDC pudo obtener a nombre de Mumia, aunque fueron muy expurgados, dejan claro que el FBI y los policías utilizaron cualquier “truco sucio” en su misión para atraparlo. Se registró cada uno de sus movimientos y su nombre se puso en el Índice de Seguridad del FBI, la versión de la década de 1960 de una lista de “terroristas” a eliminar. Aun con la desaparición de los panteras, el estado no desistió de su venganza contra Mumia. La defensa apasionada de los derechos de los negros por parte de Mumia, un periodista conocido como “la voz de los sin voz”, continuó encolerizándolos. Los policías de Filadelfia se enfurecieron particularmente por sus reportajes que simpatizaban con la organización MOVE, la cual fue víctima de una ofensiva de terror estatal.
Mumia fue blanco de asesinato por sus creencias políticas, por lo que escribió, por lo que dijo. En las primeras horas del 9 de diciembre de 1981, en la esquina de las calles 13ª y Locust, en Filadelfia, los policías finalmente vieron su oportunidad. Esa noche, Mumia conducía un taxi por el área. Escuchó disparos. Vio a personas que corrían, vio a su propio hermano y salió de su taxi para ayudarlo. Minutos después, una bala hirió a Mumia gravemente en el pecho. Cerca, Daniel Faulkner, un oficial de policía, yacía herido. Los policías encontraron la oportunidad que tanto habían esperado y la tomaron, incriminando falsamente a Mumia como un “asesino de policías”.
El caso de la fiscalía tenía tres ejes, todos basados en mentiras: el testimonio de un “testigo presencial”, coaccionado mediante favores y terror; una “confesión” supuestamente hecha por Mumia la noche del tiroteo, que es un engaño tan descarado que no salió a la superficie hasta meses más tarde; y “evidencia” inexistente de balística. En 2001, este embuste voló totalmente en pedazos con la confesión de Arnold Beverly de que él fue el hombre que disparó contra Faulkner. En una declaración jurada, impresa en el folleto del PDC Mumia Abu-Jamal Is an Innocent Man! [¡Mumia Abu-Jamal es inocente!], Beverly declaró:
“Me contrataron junto con otro tipo y me pagaron por disparar y matar a Faulkner. Yo había escuchado que Faulkner era un problema para la mafia y los policías corruptos, porque interfería con la corrupción y los pagos hechos para permitir sin procesamiento la actividad ilegal, incluyendo la prostitución, las apuestas y las drogas en el área del centro de la ciudad.
“Se le disparó a Faulkner en la espalda y luego en la cara, antes de que Jamal llegara a la escena. Jamal no tuvo nada que ver con el tiroteo.”
Además, Beverly declaró que hubo un segundo tirador, quien también huyó de la escena. Esto está apoyado por una declaración jurada de Billy Cook, el hermano de Mumia, quien testificó que su amigo Kenneth Freeman era un pasajero en el VW de Cook en la 13ª y Locust esa noche. Freeman admitió después ante Cook que él era parte del plan para asesinar a Faulkner y había participado en el tiroteo y luego huido de la escena. Además, esto está corroborado por el testimonio de William Singletary, un testigo en la escena, quien dijo que vio a un pasajero salir del VW de Cook, dispararle a Faulkner y luego huir de la escena.
Cuando menos media docena de testigos que estaban en la escena la noche del tiroteo vieron, desde distintos puntos, a uno o más hombres negros huir. Las comunicaciones urgentes de las patrullas policiacas, justo después del tiroteo, reportaron que los tiradores habían huido con la pistola de Faulkner. Cinco testigos, incluyendo dos policías, dijeron que el tirador llevaba una chamarra militar verde, que tanto Beverly como Freeman llevaban esa noche. Mumia llevaba puesta una chamarra de esquí acolchada roja con anchas rayas verticales azules. No hay chamarra verde en la evidencia policiaca.
Beverly dijo que a Mumia le dispararon los policías en la escena. Esto lo confirma nada menos que la oficina del examinador médico estatal, cuyo registro, escrito la misma mañana del tiroteo, cita a un oficial de homicidios que dijo que a Mumia le dispararon “refuerzos policiacos que llegaban”, no Faulkner. Otros testigos han corroborado el testimonio de Beverly de que había policías encubiertos y uniformados en las cercanías cuando ocurrió el tiroteo, lo cual Beverly supuso significaba que estaban incluidos en el plan para asesinar a Faulkner. Marcus Cannon, un testigo, vio a dos policías encubiertos en la calle frente al tiroteo. William Singletary también vio a los “camisas blancas” (supervisores policiacos) en la escena justo después de los disparos.
La fiscalía desecha la idea de que los policías pudieran matar a uno de los suyos como una invención ridícula. Haciendo a un lado el que Beverly haya pasado dos pruebas de detector de mentiras, su recuento concuerda con el hecho de que cuando asesinaron a Faulkner en 1981 estaban en curso cuando menos tres investigaciones federales de corrupción policiaca en Filadelfia, incluyendo conexiones policiacas con la mafia. Policías que trabajaban como informantes del FBI fueron eliminados a principios de la década de 1980. Un otrora fiscal federal reconoció que los federales tenían un policía informante cuyo hermano era un policía, tal como Faulkner tenía un hermano que era policía.
Una declaración jurada de Donald Hersing, un antiguo informante en una investigación del FBI acerca de corrupción policiaca, confirma que, en el tiempo del tiroteo de Faulkner, se decía que los federales tenían un informante en la fuerza policiaca. El oficial al mando de la División Central de Policía, donde ocurrió el asesinato de Faulkner, el jefe de la División de Homicidios de la policía y Alfonzo Giordano, el oficial de más alto rango en la escena del asesinato de Faulkner, estaban todos bajo investigación en ese entonces por cargos federales de corrupción. Estos policías fueron, literalmente, la cadena de mando en la falsa incriminación de Mumia Abu-Jamal.
Giordano había sido la mano derecha de Frank Rizzo, el notoriamente racista jefe de policía y después alcalde de Filadelfia. Desde 1966 hasta 1970, Giordano estuvo a cargo del escuadrón de policía “de vigilancia”, que dirigió el asalto policiaco al cuartel general de los panteras negras en 1970. También fue el supervisor del sitio policiaco de 15 meses a la casa de MOVE en Powelton Village en 1977-78, que resultó en el encarcelamiento de nueve miembros de MOVE bajo cargos embusteros de haber asesinado a un policía. Giordano sabía exactamente quién era Mumia. Siendo el oficial con mayor antigüedad en la escena, Giordano tuvo tanto el motivo como la oportunidad de incriminar falsamente a Mumia por el asesinato de Faulkner.
Giordano originó la afirmación de que la pistola de Mumia —la supuesta arma homicida— estaba junto a él en la calle. Sin embargo, según informes policiacos de radio, los policías seguían buscando el arma unos catorce minutos después de que hordas de policías llegaran a la escena. Giordano arregló que el taxista Robert Chobert, quien se convirtió en un testigo de la fiscalía, identificara a Mumia. Giordano fue el testigo central de la fiscalía en la audiencia previa al juicio de Mumia. Sin embargo, nunca se le llamó como testigo en el juicio de Mumia. Poco antes del juicio, se le asignó un trabajo de oficina. Un día hábil después de que Mumia fuera declarado culpable, Giordano renunció a la policía. En 1986, enfrentando cargos federales basados en que recibió decenas de miles de dólares en pagos ilegales entre 1979 y 1980, Giordano llegó a un arreglo. No pasó ni un día en la cárcel.
La red de mentiras de la fiscalía
La historia de la fiscalía es que dos personas estaban en la esquina de la 13ª y Locust, donde se le disparó a Faulkner: Billy Cook, el hermano de Mumia, y Faulkner. La fiscalía afirma que Mumia cruzó la calle corriendo cuando vio que Faulkner estaba golpeando a su hermano. Según la policía y los fiscales, Mumia le disparó al policía en la espalda, el policía le disparó a Mumia y entonces Mumia se paró encima del policía caído y le disparó al “estilo ejecución” varias veces en la cabeza. Incluso un examen cuidadoso de la propia evidencia de los policías y de los fiscales muestra la mentira de este escenario. Una mirada a los “tres ejes” del caso de la fiscalía proporciona no sólo la confirmación desnuda de la inocencia de Mumia, sino una clara corroboración del testimonio de Beverly.
Los testigos de la fiscalía: aun con amenazas y favores de la policía y de la fiscalía en la época del juicio de 1982, ningún testigo testificó haber visto que Mumia le disparara, de hecho, a Faulkner. Sólo uno, Cynthia White, la testigo estrella de la fiscalía, testificó que pensó haber visto un arma en la mano de Mumia cuando cruzó la calle. White, una prostituta que trabajaba en el área, afirmó haber presenciado los eventos desde la esquina sudeste de la 13ª y Locust. Sin embargo, los otros dos testigos de la fiscalía, así como dos testigos de la defensa, que conocían a White, ¡negaron todos que ella estuviera en la escena durante el tiroteo! Otras prostitutas testificaron en audiencias subsecuentes ante el tribunal que la policía alternadamente hacía favores y amenazaba a White para poder extraer su testimonio.
En lo que respecta a Robert Chobert, primero le dijo a la policía que el tirador “huyó”. Después de más interrogatorios cambió su versión, afirmando que Mumia se paró sobre Faulkner mientras se hacían los disparos y que nadie huyó. La fiscalía otorgó favores a Chobert, un taxista que usaba una licencia suspendida mientras estaba a prueba por un delito mayor de incendio premeditado, a cambio de su testimonio. Después admitió que él nunca vio el tiroteo. El tercer testigo del estado era Michael Scanlan. Inicialmente identificó a Mumia como el conductor del VW, pero luego afirmó que el tirador cruzó la calle Locust corriendo, lo cual Beverly admitió haber hecho. También admitió que no sabía si Mumia era el hombre que vio.
Balística y medicina forense: la fiscalía afirmó que la evidencia balística era “consistente” con que la pistola de Mumia era el arma homicida, incluso cuando admitió que la “consistencia” se aplicaba a millones de pistolas de mano. No existe evidencia siquiera de que el arma de Mumia haya sido disparada esa noche. Hubo muchas oportunidades de analizar las manos de Mumia o la pistola para ver si ésta había sido disparada recientemente. Sin embargo, según la policía, tales análisis, que son un procedimiento de operación estándar, ¡nunca se hicieron! El oficial de vigilancia que afirmó haber recogido la pistola de Mumia, no la entregó por más de dos horas, dando tiempo más que suficiente para alterarla.
El informe del examinador médico declara que se disparó a Faulkner con una bala calibre .44, pero la pistola de Mumia era de calibre .38. Aunque el laboratorio criminalístico afirmó que el principal fragmento de bala extraído de la cabeza de Faulkner estaba demasiado dañado para someterlo a pruebas, el experto en balística del equipo de defensores lo negó. Un segundo fragmento de bala extraído de la herida de la cabeza simplemente desapareció sin dejar rastro.
La evidencia en la escena —fragmentos de bala, manchas de sangre, la ausencia de agujeros en la banqueta— refuta la afirmación de la fiscalía de que a Faulkner se le disparó repetidamente mientras yacía en el suelo. Los patrones de las balas son mucho más consistentes con varios tiradores, como testifica Beverly. El casquillo de una bala de cobre encontrado en la escena era inconsistente tanto con la pistola de Faulkner como con la de Mumia, lo cual sugiere que un arma diferente fue disparada. De manera similar, sangre de tipo O fue encontrada en la escena, pero tanto Faulkner como Mumia y Cook eran tipo A, sugiriendo que había otra persona y que fue herida. El ángulo de las propias heridas de Mumia es imposible si le dispararon mientras estaba parado sobre Faulkner, como afirmó la fiscalía. Sin embargo, las heridas de Mumia son consistentes con el testimonio de Beverly de que a Mumia le disparó un policía en la escena.
La “confesión”: el último eje del embuste fue la afirmación de que Mumia, yaciendo en un charco de sangre en el hospital a donde lo llevaron para tratarlo, gritó que le había disparado al policía. Sin embargo, el oficial de policía asignado a vigilar a Mumia ahí, reportó ese mismo día que Mumia “no hizo comentarios”. En realidad, estaba tan malherido, con un orificio de bala en un pulmón, y había sido tan golpeado por la policía en la calle y en el hospital, que no podría haber “gritado” nada. La fiscalía manufacturó la “confesión” en una reunión de mesa redonda con policías dos meses después del tiroteo.
Priscilla Durham, una guardia de seguridad, fue la única empleada del hospital que respaldó la mentira policiaca de la “confesión”. Kenneth Pate, el hermanastro de Durham, juró en 2003 que Durham dijo que los policías la presionaban para decir que Mumia confesó. Pate también dijo que Durham escuchó a Mumia decir “Déjenme, déjenme, intentan matarme”.
Mumia Abu-Jamal ha mantenido su inocencia siempre categóricamente. Como afirmó en una declaración jurada de 2001: “No le disparé al oficial de policía Daniel Faulkner. No tuve nada que ver con el asesinato del oficial Faulkner. Soy inocente... Nunca confesé nada porque no tenía nada que confesar.”
¡Movilizarse ya para liberar a Mumia!
El caso de Mumia Abu-Jamal es un ejemplo perfecto de la naturaleza de clase del estado capitalista. Su sistema de justicia está predispuesto hasta la médula por criterios de clase y raza. Los policías y los tribunales que incriminaron falsamente a este hombre inocente, la tumba en vida del sistema carcelario en el que está preso, el verdugo que está listo para matar: todos son instrumentos de la violencia organizada, empleada para preservar el dominio de la clase capitalista mediante la supresión forzada de la clase obrera y los oprimidos. Las demandas de un “nuevo juicio” que los liberales, las organizaciones que se autoproclaman socialistas, los nacionalistas negros y otros han planteado, han alimentado ilusiones de que puede haber justicia en los tribunales capitalistas. Esas ilusiones desmovilizaron a un movimiento de millones alrededor del mundo en defensa de Mumia.
Ha llegado la hora de reavivar la protesta masiva —nacional e internacionalmente— por Mumia. La libertad de Mumia no se ganará mediante la confianza en el sistema de “justicia” manipulado o en los políticos capitalistas, ya sean Demócratas, Republicanos o verdes. El poder que puede cambiar la marea es el poder de millones —trabajadores, juventud antirracista, abolicionistas de la pena de muerte— unidos en lucha para exigir la libertad de este hombre inocente. La movilización del movimiento obrero, cuyo poder social se deriva de su capacidad para detener la producción, es crucial para esta perspectiva. Como hemos afirmado desde que tomamos la defensa de Mumia a mediados de los años 80, lo que se necesita son acciones de frente unido, centradas en la clase obrera, que generen protestas efectivas a través de un espectro de creencias políticas, al tiempo que aseguran a todos el derecho a expresar sus propias opiniones.
Ha llegado el momento de hacer del caso de Mumia un llamado a la lucha contra la racista pena de muerte, contra la opresión de los negros, contra la represión gubernamental. Eleva tu voz y organízate ahora en tu sindicato, tu universidad, tu comunidad, para exigir: ¡Libertad a Mumia Abu-Jamal! ¡Abolir la racista pena de muerte!
El Partisan Defense Committee [Comité de Defensa Clasista] es una organización de defensa legal y social, clasista y no sectaria, que defiende casos y causas en el interés de todos los trabajadores. Tal propósito está de acuerdo con el programa político de la Spartacist League.
¡Únete a la campaña para liberar a Mumia Abu-Jamal!
¡Se necesitan fondos urgentemente para la defensa legal! Haz una contribución hoy, a nombre de la “National Lawyers Guild Foundation” [Fundación del Gremio Nacional de Abogados] (destinada a “Mumia”) y envíala a: Committee to Save Mumia Abu-Jamal, P.O. Box 2012, New York, NY 10159.
¡Organiza protestas! Aprueba resolutivos en tus sindicatos, universidades, organizaciones comunitarias y religiosas exigiendo la libertad de Mumia. Haz que tu sindicato u organización contribuya económicamente y se una a marchas y protestas por Mumia. Publicita el caso de Mumia en el periódico de tu sindicato u organización.
¡Corre la voz! Contacta al PDC para recibir copias de nuestro folleto, Mumia Abu-Jamal Is an Innocent Man! [¡Mumia Abu-Jamal es inocente!]. Este folleto arma a los activistas en la lucha por la libertad de Mumia con la evidencia explosiva que destruye completamente la maquinación de más de dos décadas de duración contra este elocuente luchador por la libertad negra. Está disponible por US $1/MX $3. Obtén el botón del PDC: “Free Mumia Abu-Jamal! Abolish the Racist Death Penalty!” [¡Libertad a Mumia Abu-Jamal! ¡Abolir la racista pena de muerte!]: US $1/MX $5 cada uno. Ordena el video del PDC, From Death Row, This Is Mumia Abu-Jamal [Éste es Mumia Abu-Jamal, desde la antesala de la muerte]: US $15/MX $75. El presente folleto, US $2/MX $10 por 25 ejemplares.
Haz tus pedidos y cheques al Partisan Defense Committee; envíalos a nuestra dirección en la Ciudad de Nueva York, que aparece enseguida.
Partisan Defense Committee:
Correo electrónico: [email protected]
P.O. Box 99, Canal Street Station, New York, NY 10013-0099 (212) 406-4252
P.O. Box 802867, Chicago, IL 60680-2867 (312) 563-0442
P.O. Box 77462, San Francisco, CA 94107-0462 (510) 839-0852
http://www.icl-fi.org/espanol/leaflets/mumia2006.html
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2016.04.19 01:39 siglo31 SIgue siendo... *'un instante'* de 'un pasado reciente', espero sinceramente que lo disfruten.

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2015.10.06 04:42 JOSE56 Lo que el Diccionario Biografico calla sobre Mariano Rajoy

http://www.huffingtonpost.es/ Faro de Vigo año 1983. En 1999, siendo Mariano Rajoy ministro de Educación y Cultura del Gobierno de Aznar, se aprobó la elaboración del Diccionario Biográfico de la Real Academia de la Historia, una ingente obra de 50 volúmenes de los que ya han sido publicados 43. La historia, frente a lo que en un principio pudiera parecer, es maleable según los intereses del historiador y de para quién trabaje, así, quien en un momento es un terrorista, al siguiente se convierte en defensor de la patria si es que finalmente termina victorioso en el conflicto; y quien es un político con tropiezos, se convierte en un dechado de virtudes. Por eso la realización de un diccionario de este tipo está en el filo de la navaja entre el trabajo serio y riguroso y el panfleto con aires institucionales, y depende de cómo se realice, la obra puede caer de un lado o del otro. Hace pocos días se conocía la biografía de Mariano Rajoy según dicho Diccionario. En ella, el presidente del Gobierno se define a sí mismo como introvertido y discreto; también se relatan todos sus éxitos a lo largo de cinco columnas y media, así como su papel relevante en las diferentes crisis que ha vivido España en los últimos años: Perejil, Iraq, Prestige. En resumen, es una biografía de santoral. Mariano Rajoy es un político incólume y todo lo que hace lo hace bien. Como única publicación de Mariano Rajoy se cita el libro En confianza, publicado por Editorial Planeta en 2011. Pero nuestro presidente ha escrito mucho más. Hubo una época en la que no se comunicaba exclusivamente vía plasma o haciendo comentarios sobre la lluvia sino que escribía artículos de opinión en diferentes periódicos y exponía claramente su línea de pensamiento. De ellos no se habla en su biografía, quizá porque vistos a través del paso del tiempo pueden resultar incómodos y pueden afectar a la imagen de perfección que se quiere dar de él en el Diccionario Biográfico. Pero un buen diccionario biográfico debe aportar todos los datos de los que se dispone para recrear una imagen lo más completa posible del biografiado y su trayectoria vital. Por eso creo oportuno recordar un par de esos artículos. Corría el año 83. Rajoy no era por entonces un niño ni un adolescente cuyas ideas se estaban formando, sino un diputado de Alianza Popular en el Parlamento gallego, además de registrador de la Propiedad y presidente de la Diputación Provincial de Pontevedra. En marzo de ese año publicó un artículo en el Faro de Vigo en el que defendía la teoría racista del determinismo biológico. Cito: "Uno de los tópicos más en boga en el momento actual en que el modelo socialista ha sido votado mayoritariamente en nuestra patria es el que predica la igualdad humana. (...)(Pero) La desigualdad natural del hombre viene escrita en el código genético, en donde se halla la raíz de todas las desigualdades humanas: en él se nos han transmitido todas nuestras condiciones, desde las físicas: salud, color de ojos, pelo, corpulencia... hasta las llamadas psíquicas, como la inteligencia, predisposición para el arte, el estudio o los negocios. (...) Por eso, todos los modelos, desde el comunismo radical hasta el socialismo atenuado, que predican la igualdad de riquezas y establecen para ello normas cuya filosofía última, aunque se les quiera dar otro revestimiento, es la de la imposición de la igualdad, son radicalmente contrarias a la esencia misma del hombre". Meses después, ya en 1984, publica otro artículo continuación del anterior. En él se reitera en su idea de que la desigualdad genética provoca la desigualdad física, intelectual, política, de oportunidades, etc. Añade, además, que las políticas que pretenden implantar cualquier tipo de igualdad responden exclusivamente a una causa: la envidia. Los pobres quieren vivir mejor sólo por envidia, porque, genéticamente, no se lo merecen. Ambos artículos completos los puedes encontrar aquí. Resulta sonrojante que un diputado fuera capaz de justificar las desigualdades sociales mediante la genética. No cabe en la cabeza que alguien con su formación académica redujera el concepto de desigualdad social a una especie de meritocracia genética y que no fuera capaz de distinguir entre el ADN y una ley para que todos tuvieran, por ejemplo, las mismas facilidades para acceder a la universidad. De ahí que sea fácilmente imaginable que pudiera haber sido el mismo Rajoy y no la diputada Fabra quien gritara eso de "¡Que se jodan!" En la esencia Rajoy está de acuerdo. También se entiende ahora que los recortes siempre apunten a los que más necesitan; es porque genéticamente son los que menos lo merecen. Todo siempre según el inmaculado Rajoy.
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